Autor: Roseana Franco

  • Um dia melhor que o outro.

    flor a pedra

    A vida é curta demais para viver presa ao passado, a pensamentos negativos, a tristeza e em tarefas que não te encantam.

    É verdade que algumas tarefas, que não me encantam, precisam ser feitas. Como passar roupa ou cuidar de casa no meu dia de folga do trabalho, ou ainda, sentar com o filho e estudar quando o que mais quero é uma cama ou um passeio em família. Quando falamos que a vida é curta demais para se envolver com o que não te valoriza, pensamos direto em largar estas tarefas, mas não podemos ser frívolos em abandonar o que faz o nosso dia-a-dia e família melhor. Cuidar da casa, para mim é fundamental. Gosto de uma casa limpa, organizada e cheirosa. Ver meu filho entendendo o que está estudando e envolvido comigo é mais que fundamental, é essencial.

    Então, o que posso largar para viver melhor?

    A começar, posso eleger que vou controlar meus pensamentos para que sejam o mais positivos e esperançosos possíveis. Posso selecionar o que leio e os programas de televisão que vejo. Posso evitar pessoas que não me façam bem, que suguem minha energia, que tenham inveja, que não me valorizem. Posso entender que algo no momento não vai bem, mas tudo na vida é passageiro, inclusive este momento. O chefe que não me tratou bem, o dinheiro do mês que acabou antes da hora, ou o salário baixo, tudo isso é passageiro se me envolvo para fazer do meu amanhã um dia melhor. Sim, meu chefe é passageiro, hoje não pensamos mais em ficar a vida toda em uma empresa e nos aposentar, ficar na mesma atividade com o mesmo salário, pior ainda. Mas para conseguir que meu dia de amanhã seja melhor que o meu dia de hoje, preciso de verdade me dedicar a fazer o que me aparece bem, ser honesta, ser ética, ter valores de qualidade são fundamentais para que a sua vida caminhe conforme os seus sonhos.

    Ah, falando em sonhos, não acredito em milagres sem trabalho. Então sonhos mirabolantes não entram na minha crença de conquista. Ter uma Ferrari na garagem, uma casa de 6 quartos, viajar o mundo todo e não trabalhar não é um sonho real, não nasci e nem casei com milionário. Porém, sonhar em ter uma casa com jardim para que o meu pequeno Rufus possa correr e se divertir, sim é possível. Sonhar em ter um carro melhor, sim também é possível. Mas isso tudo é consumo, e quero muito mais da vida do que apenas consumo. Quero ser a melhor mãe que meu filho pode ter, para isso tenho que dia-a-dia, me dedicar, trabalhar, cuidar e aprender. Sim este sonho é real e me torna melhor. Quero ser uma melhor profissional, uau, mais que possível, hoje com a experiência que tenho sei que sou uma pessoa dedicada, responsável e comprometida, posso conseguir. Ser melhor esposa, melhor amiga, sim todos sonhos viáveis. E viajar, conhecer lugares, aprender idiomas… sim para isso preciso de dinheiro e muitos podem dizer, consumismo. Para mim não, viajar e aprender idiomas, hoje é me fazer uma pessoa maior. E, é em busca disso que estou! A casa ficará para um dia, o apartamento feinho que mora me protege do frio, do calor, da chuva e me propicia bons momentos com minha família. O carro velhinho, que nem é tão velhinho assim, está com o motor perfeito e nos leva a lugares que nunca conheci, é o começo das minhas longas viagens pela Europa.

    Portanto, vivo a vida, uns dias tristes porque o trabalho ainda não me satisfaz, mas logo o que busco chegará. Posso dizer que hoje este trabalho que quero está mais perto de mim, que estava ontem, e amanhã estará mais perto. Não acredito em milagres, mas acredito em destino e este trabalho está no meu destino, e cada dia estou mais perto de conseguir.

    Para amanhã segunda, eu desejo que todos nós possamos acordar, abrir a janela, olhar para o céu e, independente de como esteja o dia, dizer: “Obrigada por mais uma noite, obrigada por mais um dia! Hoje eu farei melhor que ontem e amanhã, melhor que hoje.” E, com um sorriso no rosto e a certeza de um dia melhor, fazer todas as tarefas que dependem de mim.

     

  • Um novo trabalho

    find a job

    Hoje dia 15 de maio começo em meu segundo trabalho na Espanha. Depois de muitos anos de vida profissional razoavelmente estabilizada, no Brasil, sigo em inicio de vida num País novo e com atividades que nunca buscaria em meu País

    Meu primeiro trabalho foi de agente de seguros, como autônoma, com metas e tendo que ligar para diversos telefones comerciais e residenciais, além de bater em portas, tudo para  oferecer meus serviços de seguro. Este, de fato, poderia ser meu trabalho se eu tivesse mais tempo de Espanha e muitos contatos, como não é o meu caso neste momento e, fui chamada para uma outra empresa… decidi mudar.

    Não posso dizer que este é o meu segundo emprego, porque entendo que em emprego não se trabalha tanto como tenho que fazer nestas duas empresas. Tenho um horário de trabalho que não é extenso, são as 8 horas diárias que regem o dia de trabalho aqui como no Brasil, com um diferencial, na Espanha há a “siesta” e por isso os horários de vida aqui são bem diferentes. As empresas funcionam com base no horário dos colégios que começam às 9horas e seguem com aula até às 14horas, que é quando todas as empresas param para seguir com o momento de almoço e “siesta”. Neste horário as ruas estão vazias, só vemos as pessoas que se deslocam do trabalho para casa e logo as 17horas a Cidade começa a ter movimento de pessoas que voltam ao trabalho e outras que vão fazer coisas no comercio que pouco a pouco abre. Sim, meu horario de trabalho será picado, vou trabalhar de 10:30h até 14horas e depois de 17 horas até 21:30horas,   não é um horário fácil, e o trabalho é mais cansativo do que difícil. Tenho que bater em pelo menos 200 portas ao dia, oferecendo uma oferta de Vodafone, uma das empresas de telefonia e internet aqui da Espanha. Para evitar que as pessoas enrolem no trabalho temos um controle bem grande de atividades, a coordenadora de equipe faz uma gestão da equipe por whatsapp, solicitando a direção da pessoa (ubicação, não sei como dizer isso em português) e o tablet controla todas as portas que visitei e o que se passou em cada uma. O controle é rigoroso, para evitar que isso me aborreça, tenho pensado que é uma forma nova de trabalhar e que tenho que aprender a fazer diferente.

    Cada vez estou mais certa que para me adaptar bem tenho que ter um pensamento e uma vida minimalista. Há momentos para projetar o futuro e há momentos para simplificar e aceitar, não posso querer ter de Santiago, uma cidade com 95mil habitantes, o que tinha no Rio de Janeiro com seus 6.498.837 habitantes. Aqui não terei a violencia, a agitação, a correria, o transito infernal e nem o stress, tampouco terei o horário continuo de funcionamento das empresas,  e as boas oportunidades de trabalho (agora, com a crise, nem o Rio de Janeiro tem mais as boas oportunidades). Enfim, viver uma vida com mais segurança e qualidade de vida significa ganhar em uns pontos e perder em outros.

    Pouco a pouco, vou me adaptando e construindo o que já tive estruturado.

  • hoje

    caminho_rio

    hoje me sinto triste, perdida, pequena.

    não consigo sair da cadeira, meus pés não alcançam o chão.

    percebo o chão fluindo, como um rio, que leva suas águas para banhar outros lugares.

    não sou sempre assim, apenas quando algo me impede, quando eu me impeço de caminhar.

    o medo me trava, e por isso não grito aos cantos do mundo que quero me libertar.

    eu sei o que me trava, mas levo uma bagagem que não posso permitir que naufrague comigo, por isso insisto no caminho que me trava.

    mas estou travada e não consigo seguir.

    preciso descobrir como me destravar,

    preciso encontrar a trava para baixar a cadeira e conseguir por os pés no chão.

  • Crença

    Não sei no que você acredita, eu acredito em Deus, em destino, em um Ser que está acima de nós, que tudo fez e tudo ilumina. Um Deus que segura nossas mãos, quando estamos com medo, que nos apoia quando estamos em dúvida do caminho a seguir e mais ainda quando estamos cansados e frágeis. Não sei se este Deus é o Deus católico, protestante, evangélico, budista, kardecista ou de uma das outras religiões espíritas. Não sei onde está, se no céu, no paraíso, no terreiro ou dentro de cada um de nós.

    Confesso que rezo pouco, deveria me lembrar mais Dele e da sua Bondada Infinita. Deveria segurar mais em Suas mãos, para não cair em tristeza e desespero, como faço algumas vezes, mas sei que Ele me perdoa e caminha ao meu lado, mesmo quando não estou atenta.

    Sabe em que acredito também?

    Acho que cada um tem um destino traçado, com pontos determinados, que independentemente do caminho que siga aquilo que está marcado vai acontecer. Acredito também em reencarnação, em karma, em homens/mulheres iluminados, que alguns chamam de santos. Mas não acredito em milagres. Não é um milagre eu estar vivendo hoje na Espanha, pra mim isso é destino, estava escrito que assim seria e não tive como fugir. Não é milagre eu ter o filho que tenho, é destino, em uma reunião antes de virmos à esta encarnação, eu, meu filho, meu marido e os pais biológicos dele acordamos que assim seria. Sim, a história que conto para  meu filho é a que acredito no fundo do meu coração. Digo assim:

    Um dia, antes de descermos a terra para esta encarnação, sentamos todos; eu, você, papai Enrique, mamãe Luciana e papai Marcelo, todos nós juntos com Deus e nossos anjos da guarda, sentamos em uma grande mesa redonda e branca e definimos que eu e papai Enrique não poderíamos ter nosso filho querido pela barriga, então teríamos que ter de outra forma. Já mamãe Luciana e papai Marcelo, não poderiam ficar com este filho por muito tempo por dificuldades que teriam com a vida, com doenças e com uma pobreza extrema e por isso eles seriam o caminho para que eu e o papai Enrique recebêssemos o nosso filho por direito e destino, pois nós nos escolhemos lá em cima, na vida anterior a esta, nos escolhemos por amor.

    É nisso que acredito! Não tenho uma religião, minha crença é uma miscelânea de algumas, mas é real e deve ser cada vez mais profunda. Hoje vejo o mundo e não gosto do que vejo, guerras, desordens, fome, vaidade extrema, ganancia absoluta e percebo que o homem está se afastando de sua essência, estamos nos transformando em pessoas animalescas, quanto mais a tecnologia avança mais brutais ficamos, menos humanos somos e não gosto deste resultado. Me sinto travando uma batalha única, navegando em mares tortuosos e remando sozinha contra a maré, meus braços doem e minha coluna se desfarela, mas não me deixo vencer. Caio, choro, lamento, me deprimo, logo recupero minhas forças e volto a seguir este caminho. Não sei o fim, não sei em que ponto estou, mas tento com todos os meus músculos, choro e voz gritar que temos que parar, temos que ser mais  humanos…

    “Ó céu, dá ouvidos e eu falarei; terra, escuta as palavra que vou pronunciar!

    Que minhas instruções se espalhem como a chuva, que minha palavra caia como o orvalho, qual aguaceiro sobre a relva, qual chuvisco sobre a grama.

    Proclamei o nome do Senhor; reconhecei a grandeza de nosso Deus!

    É ele o Rochedo, perfeita é sua ação, todos os seus caminhos são judiciosos; é o Deus fiel, injustiça nele não há, ele é justo e reto.

    Ele encontra seu povo na terra do deserto nas solidões repletas de urros selvagens; ele o envolve, o instrui, vela sobre ele como a pupila dos seus olhos.

    Ele é como a águia, encorajando sua ninhada; plana sobre seus filhotes, desdobra toda a sua envergadura, toma-os e os conduz sobre suas asas.”

    Deuteronômio 32; 1-4 e 10-11.

  • Primeiro trabalho na Espanha

    Muitos dias sem escrever, motivo? Consegui um emprego e estou me adaptando aos horários de trabalho  na Espanha.

    Mais que me adaptar aos horários tenho que me adaptar ao trabalho. A principio me disseram que seria Assessora de Seguros, agora descobri que sou Agente de Seguros. Não sei a diferença, na prática? Nenhuma. Tenho que andar pelas ruas que me são designadas vendendo seguros, oferecendo às pessoas uma assessoria para contratação de seguros da empresa que represento com exclusividade. Ofereço o serviço de seguros batendo à porta das casas (e apartamentos) das pessoas, o  trabalho em sí é duro porque as pessoas estão resistentes a todo tipo de venda porta fria. Quando falo deste trabalho para muitas pessoas (aqui e no Brasil) todos fazem cara de pouca alegria, poucos amigos. Mas, mesmo com estas caras e bocas, eu vejo muitos pontos positivos, posso fazer uma lista deles:

    • melhorar meu nível de espanhol;
    • aprender a falar galego;
    • conhecer mais pessoas;
    • conhecer melhor a região que vivo, não só a Cidade de Santiago, como também os Conselhos ao redor;
    • me tornar conhecida em algum meio;
    • sair de casa e me ocupar;
    • me desenvolver em uma nova profissão (?);
    • trazer dinheiro pra casa e não depender do que tenho no Brasil.

    É, acho que tenho bons motivos para seguir neste trabalho, independente do difícil que seja e do quão desacreditada esteja este trabalho.

    Mas há um ponto que me incomoda muito, as pessoas com quem trabalho. Não digo os agentes de seguro, não, com estes estou descobrindo pessoas e histórias incríveis, histórias de luta e superação, que me deixam com vergonha dos meus sentimentos de incapacidade e me recordam que a vida é muito mais do que as minhas pequenas dores de coluna, minhas tristezas existenciais e qualquer outra bobeira que eu possa reclamar. Os que me incomodam estão na direção da empresa. Não percebo o desejo de fazer esta equipe dar certo, mas sim, vejo que querem sugar o que pudermos dar e se em algum momento não dermos deixamos de ser parte. Resultado, resultado e resultado, é o que querem, sem treinamento adequado, jogados a fogueira, para ser frito ou pular e se virar rapidamente por resultado para o bem da empresa. Porém pergunto, existe empresa saudável sem que sua equipe esteja integra, saudável e feliz? Eu não acredito nisso.

    O primeiro ponto que me colocou em alerta foi quando me pediram para mudar meu nome. Justificativa: meu nome não é comum na Espanha e os espanhóis terão dificuldade de entender e falar…  Para mim é uma afronta este pedido. Meu nome é minha identidade, a única coisa que trouxe do Brasil e levo para qualquer lugar, muda o som, mas não muda a escrita (a não ser que vá para o Japão, China ou Países que a tipografia não seja a mesma em que meu nome foi composto). Não, meu nome eu não mudo. Ele conta a minha história passada, presente e futura. Ele me representa, me identifica no meio da multidão, afinal nem no Brasil ele é um nome comum. E que graça há em ter um nome comum?

    O segundo ponto de alerta total, justo ao final do primeiro mês de trabalho vieram me pedir uma venda, que deveria ser passada a outra “garota” que trabalha comigo. Ela tinha 2 vendas e eu 6 e com 2 vendas ela não poderia receber o salario determinado para o primeiro mês. COMO????? Isso não foi acordado em momento algum, não disseram que se não tivéssemos 3 vendas no primeiro mês não poderíamos cobrar o salário do mês. E o “PERÍODO DE GRAÇA” que disseram que teríamos???? Não me importo em dar uma venda minha, muito menos para a pessoa que me pediram para ajudar, faço de coração. O que não concordo e me revolto, é que não houve em momento algum a informação de que não receberíamos o fixo se não tivéssemos as 3 vendas. E, esta pressão é real? Não sei, me parece que não, porém agora não vou acreditar mais nas metas e nas pressões. Mentira, pra mim, é um dos piores defeitos de uma pessoa.

    Terceiro ponto, se antes da suposta mentira, sobre a pressão, já achava o diretor pouco humano, agora, mais do que tudo, não confio nele. E, pouco a pouco deixo de confiar na minha coordenadora. Para mim são pessoas que não me olham como uma pessoa com história e qualidades, mas sim, como um número. Não, me recuso a ser uma marionete por estas mãos, mãos das quais não notem nenhuma qualidade que me brilhe aos olhos.

    Quarto ponto, para mim ter muito dinheiro, ser casado com funcionário nivel A (*), ter muitos bens, conhecer muitos lugares ou outras situações materiais e quantitativas não me empolgam. E, neste lugar escutei exatamente isso, acredito que tenham este discurso porque muitas pessoas que vão parar ali estão apenas interessada no dinheiro e poder que ele dá. Mas eu não quero, confesso que cheguei a me enrolar nesta trama do poder de compra que posso ter se ganho 1mi, 2mil ou 3mil Euros ao mês, mas agora, refletindo sobre o que eu de verdade quero pra mim e minha família, me recordei do pensamento minimalista que me inspirou a encarar esta mudança de País e definitivamente, não é isso que vai me mover. Não me movo pelo ter, mas sim pelo ser! E, se comparo a minha lista de motivos que me fizeram aceitar este trabalho com a lista de pontos negativos desta empresa, vejo que tenho mais motivos para amanhã, depois do dia do trabalho, acordar, me arrumar bem bonita e ir para a rua conhecer pessoas, conhecer a cidade e, se Deus me permitir, ajudar alguma pessoa lhe dando assessoria para contratar algum seguro. Se for o meu, ótimo, se for o do meu concorrente, muito bom, voltarei para a casa contente por ter ajudado uma pessoa a se proteger da melhor forma e com a melhor oferta. E, assim vou viver, até que não seja possível ficar nesta empresa. Mais foco a quem posso ajudar e menos, ou quase nenhum, aos “vampiros”.

  • Pessoal?

    Pensando em coisas que acontecem… amigos que eu creia que eram amigos e com a minha mudança sumiram. Problemas no trabalho e falta de respostas do pessoal que trabalha comigo. Pessoas que trabalhavam comigo e me fizeram promessas, eu acreditei e descobri que tudo virou pó.

    Pensando em tudo isso tenho algumas opções, entre elas ficar muito chateada e acreditar que é algo pessoal, que sofro mais que os outros, que sou vítima, mas escolho pensar:

    Tudo é passageiro. O que foi, foi, já virou passado. Quem fez a mim, em verdade, fez a si. Quem não me acompanhou é quem saiu no prejuízo. Quem não me valoriza é quem perde. Sim, agora eu sei que tenho valor e que nada disso deve ser interiorizado. Sim, precisei atravessar o oceano para aprender que meu melhor amigo, sou eu mesmo. Só eu, minha melhor amiga, posso fazer coisas com o intuito de me auto beneficiar.

    Simples assim, com isso, enterro o passado e os pensamentos que não devem fazer parte da minha vida. Namastê!

  • eu

    Mulher, esposa, mãe, ansiosa, cheia de dúvidas, mas determinada a viver uma vida com ética e fazendo a cada dia, algo melhor do que fiz no dia anterior. Gosto de conhecer novos lugares e aprender com novas formas de pensar a vida. Foi assim que conheci o minimalismo e me identifiquei com ele. Hoje, vivendo na Espanha, construo uma nova vida, mais simples e completa que nunca. Para mim, não há limites para a idade, hoje, quando escrevo estas linhas tenho 44 anos, a beira de fazer 45, mas quando você ler, posso já ter 50, 60, 80, 100… Eu gostaria de viver até os 102 anos, não sei se poderei, mas desde que mudei de País e, junto meu estilo de vida, trabalho para que meu corpo e cabeça me permitam chegar a esta idade.

    Espero que você goste deste meu espaço de escrita. Aqui conto os lugares que vou conhecendo, as dúvidas que tenho, as coisas que aprendo, os livros que leio e assim vou vivendo, me reinventando sempre.

    Beijos, bicos y besos.

  • Aceitação#2

    Minha proposta inicial era escrever sobre a aceitação na minha vida, durante esta semana, faria isso diariamente, mas, alguns dias não consegui sentar a frente do computador. Tenho tantas dores na coluna que o médico me deu uma nova medicação, mas me senti fatal.Por dois dias não consegui levantar da cama, as dores ainda persistiam e junto vieram os efeitos colaterais do remédio, que fui previamente alertada que teria que passar por isso, uma vez que esta medicação é mais forte e tem um resultado muito poderoso, mas só depois que o corpo se adapta a ela. Muito bem, uma vez informada, me resignei e aceitei a minha situação e semana.

    E volto a aceitação, sim, aceitar os fatos que a vida te dá. Se esta semana não podia ir a rua, fotografar, caminhar, sentar ao computador para escrever por horas a fio, fiquei deitada, em repouso e lendo. Li e me enamorei. Estou apaixonada pela Marlena de Biasi e seus livros, terminei de ler um e já comprei outros 5, desta mesma autora para ler. Vou fazer a resenha para vocês acompanharem minhas leituras, logo ponho no ar.

    Entre um livro e outro da Marlena, estou lendo um outro, com assunto distinto para desfocar. “Silêncio: o poder da quietude em um mundo barulhento”.  Acho que termino de ler até segunda e faço uma resenha destes também. O que posso adiantar, lendo este livro é silêncio, meditação são partes da aceitação. Em primeiro lugar, se te interessa a meditação e você quer fazer, há que aceitar os estágios iniciais que são difíceis. Não nascemos andando e, lógico, não estamos pronto para um pequeno período de meditação, que dirá para um largo período. Paciência é a segunda palavra após aceitar as dificuldades e limites. Cada dia é um dia, e pouco a pouco, com a perseverança vamos alcançando limites maiores. Não tenho feito uma meditação tradicional, de sentar me e ficar por um período ali em silêncio, ainda não foi possível. Mas diariamente, quando percebo que minha respiração muda, meu coração dispara e minha voz se altera, busco a concentração na respiração, no que estou fazendo, no aqui e no agora. Se me pego ansiosa com alguma coisa do passado me pergunto: “- Posso mudar o passado? De que me adianta fixar no que não posso alterar?”. E, se me pego nervosa e com medo do futuro, me pergunto: “- O que posso fazer AGORA para que este meu medo do futuro possa ser suavizado ou até eliminado?” Se consigo uma ação para o presente, me organizo para fazer, se não há nada no presente, simplesmente dou um comando para minha cabeça. “- Agora não adianta sofrer com isso, confie na abundância e proteção Divina e entregue seus problemas e medos para o Universo.

    Assim, desta forma, vou aprendendo a viver com mais tranquilidade e dando espaço para a vida me dar informações suficiente para escolher qual o caminho vou seguir. Aceitar as mudanças e os tempos, está sendo um aprendizado muito importante em momentos muito prazeroso, inclusive.

    Muito bem, por hoje é isso, logo volto com as resenhas dos livros.

    Beijos, bicos y besos.

     

  • Una historia # 1

    Mi padre se fue muy temprano, no tenia ni 3 años y ni idea de porque se iba. Él me contaba una historia, pero mi madre gritaba y chillaba para que me contase la verdad. No sé cual es la verdad. Mi padre se fue y 40 años después se murió en mis brazos, sin decirme que me quería. Fue accidente de coche, de los 3 amigos que estaban en el coche, mi padre fue lo único que tuve lesiones. Él estaba atrás, sin cinturón, cuando lo conductor hecho una manobra indebida e fue atropado por otro coche en altísima velocidad. Mi padre fue jugado para fuero del coche y voló por los aires de una estrada, muy caliente, por el verano de Rio de Janeiro.

    Sobrevivió unos pocos días, días suficientes para que yo pudiese le decir cuanto le quería. En aquella noche, me acerqué de su oído y le dice:

    • Mira, papa, ya lo sé que poco estuvimos juntos, pero te quiero muchísimo. Te perdono por todo y quiero que te mantenga tranquilo, los médicos están cuidando de ti para que pueda ir para casa. Vá quedar conmigo, en mi casa, hasta que esté bien, no te preocupes con nada, el pasado está en el pasado, íbamos vivir la vida que no podemos vivir. Te quiero muchísimo, te amo!

    Cuando percibí él tenia partido. Cuando empecé a hablar estaba en nervios y poco a poco se tranquilizó, hasta que se fue. Lloré, por días me trancaba en el baño y lloraba bajo las aguas de la ducha.

    Hoy, más de 3 años dese momento, mi vida ha cambiado mucho. No vivo en Rio de Janeiro, me mudé para España, vivo en una pequeña ciudad del norte del País. Estoy aquí hacen 5 meses En este período intenté hacer mi nueva vida tal como hacia en Rio de Janeiro, bajo al estrés, con el distanciamiento de mi hijo y marido, Tenia una buena solución para mis problemas y tristezas, trabajar, acumular dinero que no llegaba nunca para pagar las cuentas, quizá para ahorrar. Cuando estaba con mucho más estrés y tristeza me emborrachaba con mi marido y con unos pocos amigos. Llegaba en casa, con la memoria y dolor anestesiada, todo ganaba color nueva, y yo, ganaba fuerzas para vivir. Hasta que un día, mi marido dijo:

    • Aquí no me quedo más. Estoy harto de trabajar tanto y no tener nada, ni tiempo para mi familia, ni para mi. Estoy harto de no tener apoyo de mi madre y hermana, Me voy, quiero que venga conmigo, pero se no desear, me voy solo. Aquí no me puedo quedar ni más un mes.

    Él quedó conmigo, en Rio de Janeiro, por más 6 meses, tiempo necesario para cerrar nuestro piso, vender y dar todo lo que teníamos y arreglar la documentación. De los 6 meses, quedamos 4 meses en la casa de su madre, la misma que no le apoyaba, la misma que no sabia como reaccionar a todo lo que pasaba con nosotros y por eso en algunos momentos nos trataba con tanta dureza. Fueran meses difíciles, que él se cerraba en si, poco caminaba, poco comía, poco hablaba. Sus días eran en frente a televisión que tenia en la habitación o durmiendo, o sueño de los que quieren pasar el tiempo con más velocidad.

    Hasta que llegó el día y nos fuimos de allí.

    Él continuaba callado, pero ahora sus ojos tenían un brillo distinto. Antes estaban apagados, sin luz, ahora parpadeaba deseando el nuevo que nos esperaba. Yo pude sentir en su respiración el miedo, la ansiedad, la inseguridad, pero, el hombre que siempre fue allí ya no estaba más. Él tenia dado su grito de alerta. No quería más vivir la vida de los otros, no quería más compartir con cosas que vía y nada podía hacer. No sabia decir, pero sabia sentir la falta constante de aire, la falta de motivación para vivir y sonreír de verdad. Después de años haciendo lo que su madre, padre y hermana le decían, después de trabajar, hasta se molestar físicamente y continuar trabajando, después de tanto deseo olvidado, él se pondría a frente de todo y haría algo por si y por la familia, que él había elegido, como la verdadera, la que valía todo su esfuerzo y trabajo.

    Cuando llegamos las cosas no fueron fáciles. Muchos cambios, un nuevo idioma, un nuevo clima, sin amigos, con muchos problemas para arreglar, muchos más papeles do que imaginado para firmar y poco a poco arreglar la base para una nueva vida en un nuevo País. Pude percibir que en algunos momentos él sofría, con miedos y recordaciones de las provisiones desastrosas, de que él nada valía, ditas por su madre pocos días antes de embarcar. Él siempre intentó mostrar una visión de vida distinta, pero la matriarca y su hermana nunca fueron abiertas a oír. Hoy, después de 5 meses aquí, conociendo un poco de la familia y la historia de vida de los españoles puedo entender algunas cosas, mas no todas. Pero, lo más importante de todo es el brillo de sus ojos que volvieron. Veo él jugando con nuestro hijo, cocinando, empezando una nueva vida, con miedo mas seguro de que íbamos conseguir, veo confianza en sus ojos y charlas, veo un hombre más tranquilo y amable. Un valente guerrero que después de años capturados y encarcelados, decide por una vez vivir su vida, la vida que Dios le dio. Aun no sabia como hacer, pero con errores y aciertos la haría como le diese la gana.