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  • Carta para LUZ – amiga amada de toda la vida

    Hola Luz, que tal?

    Iba te llamar con el apodo de la UNI, pero, es que en castellano queda raro; Maçãzinha, Manzanilla… jajaja, Manzanilla. Aqui hay manzana roja, como en Brasil, pero hay muchas clases de manzanas y muchas con la cáscara verde. Eh, tú no eres una Manzanilla española, eres una Maçãzinha brasileña amada!

    Mientras escribía eso estaba pensando. ?Cuánto tiempo nos conocemos? Hice las cuentas, una vida, 31 años. Sé que unos años fueron perdidos, no sé porque motivo… Mucho qué hacer y celos? Probablemente, yo era la más celosa de todas, tenía celos de casi todo. Lo bueno es que la vida enseña y la edad me hice mejor persona. Hoy no tengo celos, amo sin la necesidad de celos, acepto las distancias y las saudades con paciencia. Acepto las amistades de las amistades, acepto y comprendo la vida con sencillez y suavidad.

    ?Cómo imaginabas que sería tu vida 31 años después del inicio de la UNI? Jamás imaginé que estaría casada por tanto tiempo, con un hijo, un perro y viviendo fuera de mi País. Jamás imaginé que nunca trabajaría con lo que hicimos en la universidad. Por más ordenada, controlada o controladora que sea, no creo que fuera capaz en ninguna situación de pensar y poner como objetivo de vida, lo que tengo hoy. Me gusta lo que me torné, me gusta la persona que soy y lo que tengo. Me gusta cada experiencia de vida que he tenido, las malas, las ni tan buenas y las buenas. No me arrepiento de nada. ? Y tú, te arrepientes de algo? ?Te gustas lo que eres y lo que tienes?

    Tengo que contarte, hoy hice todo distinto de todos los demás días. Desperté temprano, salí con Rufus, trabajé, limpie la casa, escribí y pasé unas horas leyendo. No fume ni un cigarro, bebi mucha agua y tampoco tomé pastillas para el dolor de la espalda. Logré controlarlo con la postura, la respiración y poniendo el foco en otras cosas. Fenomenal, ?verdad?

    Mañana tengo que despertar muy temprano, pues tengo que trabajar en una ciudad que está distante 80km y tengo una cita, no puedo llegar tarde. Después te cuento como fue el día. Espero que el tuyo sea perfecto y que tengas muy buenas ventas. Mira eso, las dos comerciales… !Qué vuelta dá la vida!

    Ah, ?cuando fue la última vez que has visto a Marcelo? Estuve pensando, tendría que agradecer lo que él fue para mí. No he tenido esta oportunidad, caso lo vea, dile lo grata que estoy por lo importante que él fue y todo lo que hizo por mí en aquél momento. Seguro que hoy, parte de lo que soy, es su responsabilidad.

    Bueno, espero que puedas comprender una carta escrita en castellano. Si no la comprender, google traductor y ya está….. jajaja. Así podrás entrenar el castellano para cuando vengas a visitarme.

    ;0p

    No veo la hora de tenerte por aquí para que conozca dónde vivo, los sitios por dónde pasamos. Y para que puedas ver lo guapo que está tú ahijado.

    Ahh, por fin, no te expliqué porque te llamo de Luz. Bueno, eres Luz Sarcinelli, pero para mí eres duplamente Luz. Luz por el apellido y porque eres mi amiga que desde lejos ilumina mis días. Te amo, eres fenomenal!!!

    Te dejo el mayor beso y abrazo del mundo, sólo para tí.

    A.F.

  • Sim, eu sou.

    Durante muitos anos tive medo de dormir porque tinha pesadelos. Era uma criança tímida, superprotegida por minha mãe, que ao mesmo tempo não sabia me ajudar nos meus medos e pesadelos. Minha distração, nesse tempo, era ler, ouvir música e escrever. Acreditava que um dia poderia ser uma escritora de histórias em quadrinho ou somente escritora, mas nas vezes que brincava com minha bonecas o único que conseguia projetar para a boneca que me representava era a função de secretaria. Era como se me fosse impossível pensar algo além, não pensava em nenhuma profissão que me levasse a estudos e altos reconhecimentos. Eu era a secretaria que organizava, que administrava e que no final o chefe se apaixonava, um amor que eu não conhecia na minha casa.

    Na vida real tudo foi diferente, estudei arquitetura, mas a verdade que sempre escondo é que não pude me formar, por falta de dinheiro, por falta de entusiasmo e por falta de um rumo pessoal na vida. Deixei arquitetura no quarto ano e fiz moda, e só não me formei porque não tive dinheiro para pagar o final do curso. Mas finalizei as aulas e, antes do final já trabalhava com um dos meus professores e daí segui a vida.

    No amor, vaguei alguns anos entre dois amores que não se concretizaram da forma que eu desejava até que um dia encontrei o que hoje é meu par por mais de vinte anos. Não foi amor a primeira vista, mas foi uma chance a primeira vista. Ele parecia ser diferente de todos os outros e, por isso, dei a chance de que fizesse parte da minha vida e quando menos percebemos estávamos juntos há um ano e fomos morar juntos, por dificuldades familiares. Não foi uma definição, muito menos algo planejado, foi uma solução dada a um problema que surgiu e que logo depois gerou outro problema e demos outra solução. Hoje, mais de vinte anos depois, temos uma vida repleta de companheirismo e amor, não de cinema, mas bom de viver. Se olho para trás, vejo quantas dificuldades passamos ao longo deste período e o mais bonito, superamos todas as nossas dificuldades juntos, um apoiando o outro, mesmo quando discordamos um do outro.

    Tenho a ideia de que um dia me disseram que eu não poderia ter isso, mas tenho. Tenho um par, que dizer que é meu marido é pouco, ele é meu amigo, meu melhor amigo. Meu amante, me colo, meu apoio e o pai do meu filho. E tenho claro que ele também acredita que sou essa pessoa na sua vida. Tenho algo inédito no mundo atual? Talvez. Não deveria ser assim. Como conseguimos? Não sei responder, mas algumas palavras me vêm a cabeça, compreensão, paciência, dedicação e claro está, amor.

    Um ponto importante é dizer o que é o amor para mim. Na juventude pensava em amor e me vinha uma cena de cinema a cabeça, Julia Roberts e Robert Geere. Sim, totalmente conto de fadas e cúpidos. Não sei em que momento me dei conta que amor é muito mais do que isso, na realidade eu confundia amor com paixão, com tesão.  Na minha vida o amor esteve vinculado, inicialmente, à necessidade de ser aceita por outra pessoa, eu sempre fui muito tímida e tinha a estima destroçada por coisas que me aconteceram na infância e essa necessidade era brutal, não acreditava que alguém poderia olhar e se interessar por mim e assim comecei minha vida amorosa, precisando de uma bengala.

    Meu primeiro amor, foi um vizinho, namoramos por muito pouco tempo e terminamos por uma brincadeira de mal gosto que não foi bem interpretada e nem perdoada por ele. Como eu sofri.

    Meu segundo amor, foi um colega de faculdade. Ele era o mais similar que podia chegar da minha figura paterna, que foi ausente por tantos anos na minha vida. Namoramos por ano e meio e sofri muito além da conta quando terminamos. Eu não entendia o fim daquela relação e estava totalmente dependente a ter a minha bengala de apoio por ano e meio, tropecei e cai. Foi o que aconteceu quando terminamos.

    O tempo passou, muitos anos, um largo ciclo de sete anos, sem amor, até que começaram a aparecer um que outro flerte, nada sério, nada tão agradável, até que surgiu o que hoje é meu par e que me ensinou o que é amar de verdade. Ele também não sabia o que era amar, aprendemos juntos, cada um reconhecendo seus limites e suas razões por seguir, sem palavras, sem olhares e com entregas. Aprendemos juntos e não pense que somos bengala um do outro, não. Claro está que sofreremos muito com a perda um do outro, mas temos claro que essa perda será pela vida e entendemos que é parte do nosso crescimento e que nos encontraremos lá no outro plano da vida.

    Que quero dizer com tudo isso? Por que cheguei a esse assunto? Não tenho ideia, escrevi o que meu coração pedia, mensagens diretas do coração aos dedos pousados no teclado do computador. Deixei rolar e saiu o amor. Lembro agora que na juventude eu pintava e, em general, meus trabalhos tinham coração, alguns vistos outros não, um deles até queimei, era um enorme coração vermelho sangrento no centro de uma tela preta, que depois taquei fogo gradualmente e deixei os rastros do sangue, do rasgado, do queimado em uma tela negra, com um ponto de luz que indicava um possível caminho. Penso nisso tudo e está tão longe de mim hoje, que parece ser de outra pessoa, outra vida. Os anos, a experiência vivida e a idade, me tornaram muito diferente daquela pessoa. Não me reconheço naquela jovem, não vejo suas paixões, nem seus medos, nem seus sonhos. Mas ao mesmo tempo me reconheço ao cem por cento, vendo a garra que punha em tudo o que fazia e buscava e foi essa vontade desgarradora que me trouxe a esse ponto que estou hoje e estou muito feliz com quem me tornei. Quando falo assim, me vem imediatamente a cabeça o dinheiro que tenho no banco e as minhas dívidas e sei que nesse ponto estou longe do meu objetivo, ou do equilíbrio que preciso, mas uma voz me diz, calma, isso é só dinheiro, isso é só matéria o mais importante é o ser. E, sim, eu sou. Sou feliz com quem sou.

  • Em paz com o TODO.

    Hoje é uma quinta-feira, deveria estar trabalhando na rua, visitando clinicas dentais, mas como tinha um curso de Safti, a empresa imobiliária, vim para a biblioteca para usar a internet e poder fazer o curso. Um fiasco, a internet daqui não vai bem. Pode ser pela zona, ou pela quantidade de pessoas que tem aqui, usando a rede.

    De qualquer forma é um lugar muito gostoso para estar, para ficar comigo mesma, entre meus pensamentos, tarefas com o computador e com meu caderno de anotações. Esta biblioteca tem um espaço bem reduzido, é a menor de todas as que vi aqui em Santiago de Compostela. Está na terceira planta do edifício do centro cultural de Fontiñas, um bairro perto do que vivo. Mesmo sendo a menor e mais antiga, me agrada muito, tem cheiro de livro antigo, que me encanta!! Como Covid19 os lugares para uso são limitados e não podemos tocar em nada mais do que o espaço destinado a trabalho e previamente reservado. Como estou com o computador, estou numa mesa junto a janela e que aceso a tomada. A vista da janela é para uma das principais ruas do bairro, que tem pouco movimento por causa das obras que estão fazendo na principal. Falando assim pensamos numa rua com muitas pessoas andando e trafego de carros, engano. é uma zona arborizada, com canteiros e jardins. Entre as duas pistas de carros tem um lindo canteiro com árvores e setos tradicionais da decoração desta zona, ainda não aprendi a reconhecer as árvores, me fascina a quantidade de tons que o verde pode dar, que mesclados com o céu azul e o dia ensolarado triplicam em luz e sombras. Uma paisagem realmente bonita.

    Há cinco anos atrás eu jamais imaginaria que hoje estaria aqui, nesta Cidade e neste País. Como disse em minha última postagem, a vida é uma loucura, e nos meus últimos 9 anos fiz tantas coisas que a vida precisou me dar uma parada considerável para poder recuperar o caminho e o fôlego. Quando a vida me parou reclamei, não entendi o que era a doença, a falta de trabalho, a falta de animo por viver, mas hoje reconheço que tudo foi providencialmente feito pelo TODO, pelo Universo ou por Deus, como você queira chamar. Não quero catequizar ninguém, fico feliz com a sua leitura, fico encantada com qualquer comentário que queira me deixar e fico maravilhada se minha experiência te ajuda em algo. O que quero dizer com tudo isso? A vida é bela demais para jogarmos fora com besteiras, com tristezas, com preocupações. Não pense que não tenho problemas, sim tenho, hoje é dia 10 e tenho apenas 9 euros na conta, não tenho mais nenhuma entrada este mês, meu marido ainda não recebeu seu salario e dia 15 acaba o contrato dele, que não será renovado porque é um contrato temporal de verão. Não sei se teremos dinheiro no mês que vem, não sei como faremos para pagar as contas, estou na corda bamba, perigando de perder o meu carro por falta de pagamento e, para quem sabe no que trabalho, dependo cem por cento do meu carro. Sim, tenho trabalho, mas não tenho salário, sou comercial e ganho se vendo e nem todos os dias posso sair para trabalhar porque nem todos os dias do mês tenho dinheiro para combustível. Mas eu tenho fé e acredito na vida, tenho minha cabeça totalmente tranquila de que tenho bons valores e faço o correto, e por isso sei que a vida me devolverá tudo em dobro, é a lei de causa e efeito. Não existe coincidência, não existe acaso, tudo funciona conforme nossas ações, uma folha da árvore não cai sem que algo tenha acontecido antes, como a mudança natural das estações e um vento, ou a idade da árvore ou qualquer outra pequena coisa que nos passe desapercebidas, a questão é que nossas vidas estão interligadas e tudo acontece como resposta a outro fato. Isso é incrível, pensar nisso me faz relacionar meus excessos passados com a minha pouca vitalidade ou com a minha pouca compreensão do que é o universo. A vida é incrível e não devemos desperdiçar, cuidado, não estou dizendo que devemos comer o mundo vorazmente, nada em exagero é adequado. Quando aprendi a buscar o equilíbrio em tudo o que faço foi quando me senti realmente completa e feliz. Trabalhar sim, mas longe das 14 ou 15 horas diárias que normalmente fazia. Ver algo de teve, por que não? Mas não precisa ser uma maratona de 5, 6 ou 10 horas na frente da televisão, como normalmente fazia. Comer sem exagero, dormir o que pede o corpo, colocar algo de rotina e me conhecer, tudo isso e algo mais foi o que precisei aprender para chegar a este nível que estou hoje. A verdade é que me sinto totalmente em paz comigo mesma, sei que não sou só este corpo, que sou muito mais que isso e que posso muito mais do que já fiz e conquistei. E, acima de tudo, sei que meus valores pessoais estão alinhados com o universo e isso me faz acreditar que vou receber dia a dia o que preciso para viver.

    Muitas pessoas passaram por esse período de quarentena, onde não podíamos sair de casa, com muita raiva, tensão e desconforto. Não sei o que aconteceu, mas nesse período foi quando comecei a sentir todo o bem que posso ficar em qualquer situação. Acho que foi a conjunção planetária que aparece em minha carta astrológica deste ano, Júpiter, Marte, Plutão e Saturno trabalharam em mim um conhecimento especial do que é a vida, abriram meus olhos para aprender o que me faltava… Não sei, pode ser isso. Ou, pode ser simplesmente, que era o momento do meu despertar. Verdade, seja dita, no meio de tantas coisas eu nunca me senti mais em paz do que me sinto agora. E eu sou grata ao Universo, ao TODO por isso. Obrigada!!!

    A você meu leitor, um grande dia e um lindo final de semana. Desejo que busque seu equilibrio e se encontre, você pode ser o seu melhor porto.

  • El Kybalion – Tres iniciados – Hermés trimegisto – versão em português.

    A vida é muito sábia e nada acontece por acaso. Não é por acaso que há nove anos li por primeira vez algo a respeito das leis do Hermetismo, de Hermes Trimegisto. Não é por acaso que vim morar há 4 anos na Espanha, em Santiago de Compostela. Como não é por acaso que dois vídeos e três livros chegaram ao meu conhecimento recentemente. Nada é por acaso, podem ser fatos correlacionados entre si ou não, afinal não somos um ser com uma única faceta na vida. Não posso comprovar nada do que falo, não sou uma cientista. Eu não preciso de comprovações. Para tantas coisas na vida fui como São Tomé – que precisar ver para acreditar -. Como dizia, para muitas coisas fui assim e sigo sendo assim, nesse caso não preciso, todas as informações chegam em mim de forma natural, com uma tranquila sensação de que já ouvi e conheço tudo isso. É como se meu barco da vida chegasse em um porto tranquilo, aqui me sinto em paz, confio e evoluciono como pessoa e espirito, que também sou.

    A primeira vez que tive contato com os 7 Princípios Herméticos, num curso de numerologia, não entendi em profundidade todos os princípios, mas aceitei a todos com uma compreensão não explicada, mas sentida como se já fosse parte de todo este processo, parte do TODO. Coincidentemente, nove anos depois de ter meu primeiro contato com os Princípios Herméticos, chega a minhas mãos novos materiais (os vídeos e os livros) que falam sobre a Espiritualidade e os Princípios do Hermetismo. Casualidade? Coincidência? Claro que não. É a vida e suas leis.

    Durante esse período de nove anos, entre o primeiro e o segundo contato com os Princípios Herméticos, minha vida passou por um processo de mudança intenso numa velocidade incrível, me perdi no mundo materialista e os sinais indicativos da vida de que ia por um caminho inadequado não foi suficiente, por fim, a vida teve que me parar e foi quando o Universo colocou travas nos meus pés. Totalmente perdida e distante da minha espiritualidade cai numa depressão tão profunda e por muitas vezes pensei, sonhei e planejei como poderia morrer, ou melhor dito, me suicidar. Foram oito meses na cama e o total de doze meses para recuperar minhas forças e meu equilíbrio. Os remédios ajudavam pouco, eu conseguia sair da cama para o sofá, mas passava batida pelo banheiro e só via a rua pela fresta da janela. Quando saia a rua tinha fortes ataques de pânico, não conseguia respirar e meu corpo tremia como se tivesse frio. Sentia constantes dores no estomago e cabeça e, ficar em casa, no sofá ou na cama, era um consolo. Foi um largo caminho sair desse processo, momentos de tomar mais de 15 pastilhas ao dia, me olhava no espelho e não me reconhecia. Quando consegui voltar a me concentrar e ler, pouco a pouco tudo foi mudando.

    Para que o meu leitor possa compreender melhor tudo o que conto, em nove anos, mudei de apartamento três vezes, mudei de País uma vez, adotei um filho. Encontrei um falho nos olhos, para solucionar fiz uma cirurgia que deu problemas e fiquei temporalmente sem enxergar de um olho. Durante esse tempo, que não enxergava, dirigi e trabalhei sem praticamente ver de um olho e nada de ruim aconteceu, fiquei assim por 8 meses, até que fiz uma nova cirurgia e o olho ficou mais ou menos bom e aprendi a conviver com ele. Comprei um apartamento. Minha mãe se foi a viver longe de mim, por motivos que não compreendi, até que entendi que era seu direito e seu karma. Ganhei diversos prêmios de melhor comercial ou pela melhor venda. Ganhei muito dinheiro, gastei muito dinheiro em coisas que não me lembro. Perdi meu pai num acidente de carro. Vendi todas as coisas de três apartamentos. Fechei três apartamentos. Confirmei histórias da vida do meu pai que desconfiava. A vida me deu respostas a muitas das minhas perguntas. Vi meu sogro ficar muito doente e passamos mais de um mês com ele no hospital, numa UTI, até que ele morreu. Eu fiz as orações de Adeus aos nossos mortos e expliquei para algumas pessoas minha visão da morte. Confortei a minha sogra e ao meu marido. Consolei ao meu filho. Fiz Reiki e Imposição de mãos para equilibrar as energias familiares. Chorei por ultima vez há 7 anos. Me envolvi com um processo judicial, por causa do testamento do meu pai, que dura até hoje e me fez sofrer muito, até que compreendi que no tempo certo finalizará. Briguei com a minha sogra na mudança de País, sofri muito por isso. Me aproximei do minimalismo e doei metade das minhas coisas, incluindo coisas do meu filho e marido. Fiz uma super festa de 5 anos para o meu filho, outra super festa de 50 anos para o meu marido, ambas memoráveis, ambas caríssimas. Porém memoráveis!

    Hoje, curada da depressão, em processo de liberação dos remédios – só falta um por deixar –  sinto uma força que me impulsiona a contar minha experiência e minha vida espiritual. Espero poder tocar um coração e ajudar alguma pessoa. Espero poder colaborar por um mundo mais humano e equilibrado. Espero poder ensinar algo do que aprendi com a vida. Espero e a vez, não espero. Deixo aqui para que o Universo trabalhe e possa definir o caminho que devo seguir.

    Estou aqui e os deixo um grande e fraterno abraço de luz!!!

  • Reseña – Florescencia de Kopano Matlwa

    Hoy por hoy, tengo que confesar, que poco ando por las redes sociales. Cuando paso, en general, paso por Instagram a mirar los libros recomendados por las personas que sigo o los lanzamientos de las editoras. Si tuviese todo el dinero del mundo, lo invertiría en la lectura y escrita. Poco me importaría el retorno económico, haría que cada casa tuviese un lector activo, vivo. Creo que así tendríamos un mundo mucho mejor. Sí, este és mi sueño de vida.
    🌻🌵
    Fue en Instagram que conocí a este libro, Elena de @paperdreams55, comentaba en un post los libros que vá a leer en este junio y, uno de ellos, Florescencia de Kopano Matlwa, me saltó la curiosidad y de inmediato fue a la biblioteca para cogerlo prestado.

    Florescencia de Kopano Matlwa
    Editora Alpha Decay

    🌻🌵
    Esto de coger libros prestados en la biblioteca, es para mí una explosión de placer indescriptible. Recuerdo una vez, en que fue a la biblioteca publica cercana a la universidad que estudié en Rio de Janeiro – Brasil, y los pocos libros disponibles para préstamo eran tan antiguos o mal cuidados que no volvi. Y pasé a frecuentar las librerías y gastar mi dinero con eso. Para muchos era una enfermedad el amor que dedicaba a los libros y para agradar a las personas dejé de hacer lo que más me gustaba, con intensidad, comprar y leer tantos libros. Hasta que un día volvi, poco a poco a viver junto a mis libros, no cómo me gustaría, pero poco a poco con ellos me mezclo.
    🌻🌵
    Kopano Matlwa, nasció en Sudáfrica en 1985, formada en medicina en Oxford y a la vez es una de las voces reconocida entre los jóvenes escritores en Sudáfrica, tiene por habito hablar de cuestiones duras y reales como; raza, xenofobia, machismo, pobreza y toda una serie de situaciones que aún a día de hoy son frecuentes en una Sudáfrica tan sofrida.
    🌻🌵
    Si no fuese por la magia del libro que camina de mano en mano, de País a País, que cuenta histórias y enseña culturas, no habría la posibilidad de conocer a las amigas Masechaba y Nyasha, dos médicas que viven en una Sudáfrica actual llena de machismo, xenofobia y prejuicios. Negros que se odian, negros que odian a blancos, extranjeros de Países cercanos o lejanos que son rechazados con violencia, resquício de toda la história vivida en un largo período de colonización y del Apartheid. Verdades ocultas para los que vivimos lejos, pero real para los que allá están luchando por una vida mejor, por igualdad de derechos, por paz.
    🌻🌵
    El libro me cala tan hondo que lloro y siento una dor en mi estómago, en mi interior. ¿Qué puedo hacer para mejorar el mundo? ¿Para mejorar la vida de estas mujeres?
    🌻🌵
    No deberíamos ver o leer histórias como estas en el mundo actual. La aceptaría con muchos puntos de interrogación si fuesen histórias contadas de nuestro pasado, un pasado muy lejano. No, no lo acepto, me arde el pecho, la garganta me prende un grito abafado. No es posible que en alguna parte del mundo aún exista prejuicios, violaciones e torturas. No acepto, no acepto!!! Y siento me incapaz… El dolor desta historia me sofoca y no lo sé qué hacer. Finalizo el libro y me tranco en mi despacho y lloro.
    🌻🌵
    Soy afortunada por tener el viejo piso donde vivo. Soy afortunada por tener un marido que acima de todo es mi mejor amigo y me respecta, me ama y me apoya más que yo a mí misma. Soy afortunada por tener un hijo, que mismo en la adolescencia y con las hormonas a flote, me respecta y me escucha. ¿Qué más dá si no tengo dinero para pagar las cuentas, qué más dá si no tenemos trabajo a casa? ¿Qué más dá si hay días que no tenemos dinero para el pan… Me siento culpada.
    🌻🌵
    ¿Por qué el ser humano es tan malvado? ¿Qué puedo hacer para cambiar, para ayudar?
    🌻🌵
    Una lectura obligatoria a tod@s aquell@s que tengan el deseo de hacer un mundo mejor. Sólo juntos podremos contestar a las preguntas de Kopano Matlwa: ¿Por qué somos tan malvados? ¿Cómo cambiar?
    🌻🌵

  • Reseña – A Corazón Abierto – Elvira Lindo

    Elvira Lindo (58), nacida en Cádiz, conocida escritora y periodista española. Tiene una larga trayectoria como escritora, uno de sus libros/personajes más conocidos és Manolito Gafotas (1994), un clásico de la literatura infantil, después de este, Olivia, seguindo el paso en la literatura infantil. En 1998 tiene su primero libro para el publico adulto, la novela El Otro Barrio y, en este mismo año gana el Premio Nacional de Literatura Infantil y Juvenil con uno de los libros de Manolito Gafotas (Los Trapos Sucios de Manolito Gafotas). Y Elvira sigue su vida escribiendo, tiene una larga lista de libros y premios.

    Este es el primer libro de esta gran mujer que leo. Tengo el perdón por no haber vivido aquí en España, hasta poco. Tampoco será el último libro que leo, me siento enamorada de su escrita, de su beleza.

    En este libro Elvira cuenta la historia de sus padres, con una mirada ajena al dolor y llena de poesia acepta los fatos y nos llena con los pasos de su vida familiar. Amor, aceptación y admiración, es lo que veo en esta relación de altibajos. La enfermedad arrebata tempranamente la madre, la nube de humo invade páginas del libro y cada detalle me lleva a ser parte viva en esta memória afetiva que Elvira deja grabada en palabras escritas para la eternidad.

    ❣🌻
    A corazón abierto, publicado por la Editora Seix Barral es una de estas preciosidades que nos hacen pensar en nuestra vida, en nuestra relación con las personas, en este caso específico, con mis padres. Lo cuanto tengo que agradecer, perdonar, honrar y amar. Con todos sus defectos, hicieron lo que les fue posible y aquí estoy.

    ❣🌻
    Al final, de la vida, lo único que llevamos son recuerdos y si pueden ser comprensivos y amables mucho mejor.

    ❣🌻
    Querida #elviralindo, (para el caso de que algún día lea estas palabras…) que honra leerte y aprender a amar más y mejor. Gracias, gracias y gracias!

    ❣🌻
    Este libro lo leí de la biblioteca, en momento de encerramiento por la pandemia, pero así que pueda lo voy a comprar. Este es un libro para tenerlo a mano, leer y releer. Un libro que para marcar e interactuar, señalar frases y puntos para que uno no se olvide jamás de la importancia de nuestra familia. Totalmente enamorada de este libro!!!
    ❣🌻
    #elviralindo #acorazonabierto
    #seix_barral #reseñasdelibros #librorecomendado #superrecomendo

  • Reseña Un Fuego Azul de Pedro Feijoo

    En los últimos 10 días, tuve la oportunidad de leer mucho. Entre trabajo, família y casa, las puertas del tiempo se me abrieron y afortunadamente cogí grandes obras para leer. Todas de autores que aún no conocía, como siempre digo, tengo el perdón por no haber vivido mi vida en España, ni tampoco en Europa. Lo importante es que poco a poco, voy poniendo me al día con los grandes autores de estas terras tan fértiles. Que la fertilidad de España me invada y consiga brotar de mí palabras para llenar un cuaderno en blanco. Mientras eso, les cuento.

    Pedro Feijoo es gallego, un Vigués de 44 años. Licenciado en Filología Gallega por la Universidad de la ciudad que elegí para vivir, Santiago de Compostela. Dedicó años a arte, como músico, compositor y productor, hasta que en 1997 escribe su primer libro y sigue. Su libro con más premios hasta hoy es Los Hijos del Mar (2013).
    🌻🌵
    El libro que leo és Un Fuego Azul, también lo hay en gallego, Un Lume Azul. Creo que en gallego debe de ser incluso más brutal, por la musicalidad que percibo en la lengua. Pero a mí, por más increíble que parezca, el gallego me custa más a leer, por eso elegí en castellano. Lo punto és, tienes que leerlo, tienes que leerlo!!!


    🌻🌵
    En general este no es el tipo de libro que busco, pero por recomendación en Instagram lo he cogido en la Biblioteca y, para mi suerte lo cogí un viernes por la noche, pues no lo dejé hasta que finalicé la lectura, en la madrugada de sábado para domingo.
    🌻🌵
    Un libro duro, fuerte, con una maldad increíble. Incapaz de dejar el libro, incapaz de quedarme quieta en un sitio. Una lectura que me mueve por dentro, me invade la rabia, el dolor y al final, cuando debería odiar a un personaje, no… soy incapaz.
    🌻🌵
    Me pregunto: Hasta dónde somos capaces de llegar por poder? Por dinero? Hasta qué punto somos capaces de soportar las atrocidades de la vida? Cuan fuertes somos y no lo sabemos?

  • Rasguña las piedras – Nito Mestre

    04- Rasguña las piedras (García) Sui Generis 1973 – 11:55

  • Um amor impossível – Capítulo II

    II.

    Alguma vez você já quis ser outra pessoa?

    Eu sim, mas agora estou satisfeita com quem sou. Gostaria sim de mudar meu corpo, mas nada de cirurgias. Existe parte desse desejo que posso conseguir com dedicação e outra parte fica no sonho pois não tenho nenhuma intensão em fazer uma cirurgia plástica. O que quero? Quero um corpo parecido com o que tinha com 18 anos. O tempo me deu anos e quilos, para cada ano 1 quilo. Um absurdo, tenho 30 anos-quilos a mais.

    Decisão de hoje!!! Fechar a boca de imediato e emagrecer esses quilos-anos a mais.

    Lembro um dia, com 18 anos, andando por Copacabana com o Claudio, um amigo da faculdade que perdi contato com o tempo. Sempre que andávamos de um lado a outro  da cidade conversando sobre a vida, ele se posicionava atrás de mim, como um guarda-costas. Dizia que fazia aquilo para olhar minha bunda e seu movimento enquanto eu andava. Eu tinha vergonha, muita vergonha. Ele não sabia como aquelas palavras me punham nervosa e molhada. Eu ainda era virgem e tímida. Mas amava escutar o que ele me falava. Nos perdemos sem experimentarnos. Será que ele era tão bom como parecia ser? Sempre gostei dos carecas, o Claudio era careca por opção. Usava uma camiseta branca Hering e um jeans 501 da Levi’s, era como um uniforme. Normalmente eu estava com uma camiseta preta Hering e um jeans sem marca, não tinha dinheiro para um Levi’s.

    A única coisa que não tenho como recuperar, sem a tal da cirurgia é o peito. Ah, como eu admirava o meu seio. Me trancava no banheiro de frente ao espelho e olhava cada angulo daquele peito branco, sem marcas. Tocava e imaginava as mãos da mulher que até hoje não encontrei. Temos seios iguais, brancos, suaves… Pego, aperto e beijo. Sinto seu cheiro. Sinto seu corpo grudado junto ao meu, peito com peito e estremeço. Te beijo.

    Algumas vezes sonho com esta mulher, outras com alguns homens. A mulher é sempre a mesma, os homens mudam, nunca é o que tenho. Ando pela rua, me olham, me desejam, eu ignoro. Que homem me atrai? Não sei, sei que não é o que tenho em casa. Pobre, tenho pena, é um bom homem, mas não é o que me atrai. Nem fisicamente, nem intelectualmente. Pobre. Penso em separar, imagino como ele reagiria. Imagino que se suicidaria. Por hoje, não quero a vida que tenho. Pode ser que amanhã eu volte a querer, não sei. Por hoje, não quero nem o marido nem o filho, quero ser a mulher que desejei ser com 22 anos e que me foi proibido. Puta merda de mãe que roubou a minha vida. Puta merda de pai que me ignorou. Eles fizeram comigo o que a vida fez com eles.

    Fui obrigada a seguir as doutrinas doentias de uma mulher aprisionada em conceitos arcaicos de uma vida beatificada à um Deus que não existe.

    Fui ignorada por um pai que construiu uma família na mentira só para se salvar da sociedade e da família hipócrita, que julgava, criticava e ameaçava.

    Minha resposta a eles, por um curto período de tempo, foi me rebelar, ser quem eu devo ser. Escuto Depeche Mode e me lembro quem fui e me proibiram ser. Fui apenas o principio do que queria, depois com vontade sangrenta de ser aceita e amada, me rendi as normas dela e ao esquecimento dele, fazendo de mim uma reclusa da minha vital energia. Puta merda de família que me roubou a vida. Puta merda de machismo que transformou minha rebelde mãe numa mulher amarga e enlouquecida. Puta merda de machismo que obrigou meu pai a esconder sua homossexualidade para ser aceito como homem num modelo de sociedade que não aceitava o fora do padrão.

    Idiota o que fala que o machismo é ou foi prejudicial só a mulher. Toda e qualquer sociedade criada priorizando uma espécie é ruim. Feminismo e machismo não funcionaram no radicalismo, temos que buscar o equilibrio e a aceitação das espécies, do diferente, do indivíduo. Não sei que nome dar a isso. Tenho que pensar.

     

  • Um amor impossível – capítulo I

    I.

    Caiu a terra e o mar

    mundo invertido, humanos cegos.

     

    Cansei de ser quem não sou.

    Gritei, gritei, gritei.

    Mundo invertido, humanos mortos.

     

    Voei, voei por onde não me permitiam.

    Tenho céus, mar e terra a meus pés.

    Humanos mortos, sobrou eu e você.

     

    Te deito sobre a erva úmida.

    Tiro sua roupa, te vejo nua.

    Nua, só para mim.

    Te beijo, te cheiro, te mordo.

    Gritamos molhadas.

    Abraçada rolamos.

    Nos queremos, te quero mais, mais minha.

     

    Sua pele suave,

    seu pelo na minha cara,

    seu braço,

    sua mão em mim.

    Estremeço.

    Te desejo entre minhas pernas.

     

    Mordo seu peito, seu doce sabor me invade.

    Só meu gozo te completa.

    Só você me dá vida.

    Te quero aqui em silêncio, nua a meu lado.

     

    Quem é você?

    Quando te terei?

    Sonho com sua pele branca,

    seu corpo quente junto ao meu.

    Onde está você?