Categoria: Sentimentos

  • Dores emocionais e formas de lidar com elas.

    dor-emocional

    Não sei se passa com vocês, comigo há momentos em que minha confusão mental é tão grande, que a desordem da casa me incomoda mais que nunca. A psicologia explica muito bem isso. é a insatisfação com a vida pessoal, acúmulo de stress ou situações que precisamos urgentemente de uma ordem para nos sentir mais controladores dos resultados. Eu particularmente busco resultados positivos, acredito que eles estejam aqui, mas não os sinto na intensidade ou tamanho desejado e por isso me estresso muito. A mudança de País dói, depois de uma situação estável e uma série de conquistas, tenho que recomeçar tudo do zero, num lugar diferente, com idioma distinto e com dificuldades de uma região que está com a economia estagnada.

    Galícia é uma região muito bonita da Espanha, mas dura, com pessoas desconfiadas, frias (também pelo clima) e com uma população que envelhece a olhos nus. As oportunidades são poucas e muito disputadas. Aqui tenho que provar a cada minuto minha capacidade por ser estrangeira, por ser mulher, por minha idade e por minha personalidade não tão amigável (ou seja lá como posso explicar). Isso tudo me cansa, me agota emocionalmente. Algumas vezes penso que o mundo não foi feito para pessoas como eu, que sentem demasiado, que se importam demasiado, que desejam demasiado, que acreditam demasiado, que esperam demasiado.

    Busco o minimalismo para alcançar a leveza que não consigo ter, a simplicidade na casa, e assim olhar o horizonte doméstico com mais amplitude e menos laços rodeados como um caracol de dúvidas e incertezas. Busco o minimalismo como forma de pensar para na simplicidade sofrer menos, não sei se me faltam crenças para encarar este modelo de vida e entrar de cabeça, ou se todas a dificuldade vem por viver com pessoas desorganizadas e que não são minimalistas. Não, não os culpo por não conseguir, no geral, nunca culpo ao outro, mas sim a mim mesma, minha baixa estima não me permite acreditar que a culpa seja do outro, do meio, da sociedade, da economia… Por isso sofro, melhor dizendo, também por isso sofro.

    Queria uma pessoa que me acolhesse, e me ensinasse a viver de forma menos dolorida. Uma pessoa que compreendesse o que sinto e me ajudasse a sair dessa espiral que me leva ao fundo da terra onde me queimo a cada passo que dou rumo ao centro de larvas.

    Sei que amanhã ou depois estarei melhor, mas aqui, cada vez mais sinto estas dores emocionais vindo ao meu encontro. Outro dia me disseram que é muito comum, que 85% das pessoas que mudam de País sofrem com depressões e dores emocionais, não gosto de me imaginar dentro deste percentual, tenho que ser mais forte.

    Boas atitudes são importantes para este momento, abaixo indico algumas que tento fazer, nem sempre são possíveis, mas quando as faço surtem um efeito muito agradável e acabo me esquecendo dessas dores emocionais.

    • ajudar pessoas que necessitam, fazer atividades voluntárias em ONGs;
    • brincar com o filho e com o cachorro, um tempo passado com eles, brincando e rolando no chão, rindo de bobagens ou simplesmente um abraço, tem um efeito reparador melhor que muitos remédios e que uma noite de sono;
    • meditar, caminhar, ouvir música, dançar, ou seja fazer atividades que envolvam a mente e o corpo, ajudam a mudar o foco e esquecer o que me incomoda, até que fico tranquila, mais relaxada;
    • ler um livro ou ver um filme;
    • escrever no blog, num caderno, numa folha de papel, seja para guardar ou queimar, o importante é escrever, essa é uma técnica que ajuda muito, desafoga as emoções e não satura o ouvido das pessoas. \\mas se você tem um super amigo de mão ou um psicólogo/analista, falar trás efeitos mais benéficos ainda;
    • fazer faxina, limpar a casa, passar roupa, organizar o exterior ajuda a organizar o interior.

    O objetivo neste momento é desfocar a mente do looping que entra com o pensamento atordoante, assim a dor passa e você renova forças para seguir a vida.

    Espero que estas palavras possam te ajudar de alguma forma, e se quiser compartilhar dores ou experiências, inclusive o que faz para melhorar, me conte nos comentários.

    Um abraço a todos e força, todos nós podemos o que quisermos.

  • Uma história

    mao enfaixadaEstou em casa de molho, em repouso, por um tombo em que fissurei a união de dois dedos, o 4 e 5 dedo da mão direita, com isso não posso trabalhar, dirigir e nem escrever. Agora, para digitar, levo muito mais tempo do que o habitual, pois tenho somente a mão esquerda para teclear. Ao menos isso sei fazer com a esquerda. De resto, tudo se torna muito difícil, desde das coisas mais simples como escovar os dentes e comer, é como se tivesse que aprender novamente. Não foi nada grave e espero logo tirar esta placa metálica e atadura.

    Eu sou das pessoas que acredito que de tudo devemos tirar algum proveito, melhor me explico se uso a palavra aprendizado. E destes dias de baixa, de repouso, acredito que os benefícios são muitos, como:

    Aceitar – aceitar o que aconteceu e tomar o tempo necessário, indicado pelo médico, para minha recuperação.

    Aproveitar – aproveitar para dar amor e carinho a minha família e a mim mesmo, que na correria da vida e do dia-a-dia de trabalho não tenho feito.

    Pensar – pensar no que quero, onde e quando perdi algum valor pessoal e o rumo de coisas que não me vão muito ao meu agrado.

    Ler – ler é minha paixão, e com a rotina de trabalho tenho deixado de lado o que me ajuda a repor energias. Por isso, vou ler tudo o que possa nesse período, desde livros sobre vendas, a romance, auto ajuda… tudo o que possa me rechear de energia e conhecimento.

    Aprender – aprender com o tempo, a aceitar o tempo da vida. Como minha mãe dizia, dar tempo ao tempo e controlar a angustia e a ansiedade.

    Enfim, muito o que me envolver para não ficar a cama dormindo e me lastimando com medo do que me pode passar. Sim, confesso que ontem tive medo, estou há pouco tempo no trabalho, 4 meses, e uma baixa como essa não sei o que pode me impactar na empresa, não conheço as leis daqui para saber se corro riscos. A verdade é que, esteja onde esteja, se trabalha na área comercial e não vendes, sempre existe o risco… espero que aqui se valore a situação. E se não valorarem, como dizia minha mãe, outra empresa melhor me chamará e terei uma melhor condição. Sim, minha mãe em sua boa fase sempre foi uma referencia em luta e positividade, mas chegou um momento que seu animo se foi com a dureza da vida, e ela entrou em uma depressão muito forte, que não reconheceu e não tratou, o que a isolou de toda a sua família, inclusive de mim, sua única filha. Sinto saudades da mãe forte, que quando eu era pequenina, com 6 anos, mais ou menos, me punha a dormir e sentava na sala para estudar o telecurso. Lembro que me levantava, pé ante pé, e ia espiar o que ela fazia ali sozinha e a via com livros, lendo e lendo e lendo. Nunca falamos sobre isso, em meu intimo sempre soube que ela fazia por ser uma mulher muito forte, que não teve oportunidade de estudar e queria ser alguém na vida, mais que uma costureira. Acho que ela não conseguiu finalizar este curso, nunca vi um certificado em casa, e na época de colégio chegou um momento que ela me disse:

    – Agora não posso mais te ajudar, você já tem mais estudos do que eu, e não tenho capacidade para te ajudar nos deveres, você precisa aprender a fazer sozinha.

    Isso aconteceu mais ou menos quando eu tinha 12 anos, uma criança ainda, má já tinha mais estudo e conhecimentos que minha mãe. Porém, lembro que geografia ela sempre gostou de acompanhar comigo, ela tinha muita facilidade pra entender os mapas, acho que era por seu desejo de conhecer lugares, infelizmente ela não conheceu muitos.

    Mãe, esteja onde esteja, esteja como esteja, sinto falta de você. Da mãe que foi e não pode ser por muito tempo, sempre me preocupei muito por você. Sei que em suas fantasias mentais, te fazia acreditar e imaginar coisas a meu respeito que não são reais, te perdoo por isso, sei que foram os transtornos mentais que faziam isso e não você, você sempre teve um bom coração, amargurado e sofrido é verdade, mas em seu intimo sempre muito bom e inocente!

    Mãe, acho que cada dia mais se faz hora de escrever a carta que sempre tive em mente, ela é longa, dolorosa e libertadora. Não sei se você a lerá, não sei como você está agora, fazem meses que não tenho notícias suas e não sei como falar com você, você se isolou mais ainda, e espero que seu sofrimento ….uff,  não tenho palavras, agora só lágrimas me saem…

     

  • Hoy no terá video, pero terá texto y fotos.

    Hola Chicos y Chicas!

    Que tal?

    Hoy no terá vídeo, tal como ayer. Tengo mi hijo con fiebre a casa y necesito dar atención a él. Nada que mimos de madre no curen.

    Hoy estuve trabajando aquí en Santiago, pero ayer conocí a Muros, y mientras trabajaba, hice unas fotos para me recordar deste sitio precioso. Me gustó mucho el resultado de las fotos, espero que los encanteis con las fotos, así como yo. Muros esta en la provincia de La Coruña, una región de playa y tiene 10.050 habitantes (2011). En verano estará a top, o sea, muy distinto de como vemos en las fotos. Esta ciudad tiene la arquitectura típica gallega, que contrastada con el lindo día de ayer, me ayudo muchísimo para sacar estas fotos.

    Si quieres conocer a Muros, no perca la fecha de 29 de junio, cuando hacen la más tradicional fiesta de la región dedicada a San Pedro, con concurso de las empanadas, mucha verbena y fuegos artificiales. Abajo unas pocas fotos hechas por mi.

    Hoy, después de una charla con un amigo y unos momentos de meditación, estuve pensando y me hice unas cuantas preguntas.

    • Que me hace feliz, contenta en un trabajo?
    • Que me hace levantar de la cama todos los días, cual és mi propósito de vida (para toda la vida o solo para este momento)?
    • Que valores tengo?
    • Tengo mis metas, objetivos personales bien definidos?

    No que estas preguntas me tengan sido hechas por mi amigo, no, de verdad que no. Pero de nuestra charla, me quede pensando en la vida, en mi vida y me vino estas preguntas a cabeza. No lo sé si tu tienes estas respuestas claras en tu mente, yo si, las tengo, y las tengo aliñadas con mi corazón, de mi punto de vista es importante tenerlas aliñadas para que tu estes contenta, mismo cuando el momento actual no sea tan sencillo, al tener objetivos claros y aliñados, tu tendrás más fuerza para sobrevivir a las dificultades que pasen. Por eso te indico que piense, medite, sin prisa. Conteste a estas preguntas lo más fiel a tus sentimentos, muchas veces la premera respuesta es la que vale, la real, pero la intentamos ocultar pues poden nos traer sorpresas y medos. No critique lo que penses, admita que puede haber una persona dentro de ti que queira salir a vivir y, por N factores puede estar oculta en tu día a día. Permita se viver y descobrir tus deseos, valores y verdades.

    Y por fin, sabes que estas preguntas y respuestas poden te llevar a un camino minimalista? Porque? Simples, al saber lo que quieres y quien eres puedes enfocar tu vida a este camino, puede hacer lo esencial para las conquistas idealizadas. Y eso, es puro minimalismo de vida y mente. Simples y al punto, al foco.

     

  • Mi día y sin, hay racismo en España

    Hola, que tal?

    Si, hoy tengo ganas de gritar para todo mundo oír. Para quien desea cambiar de País, hay que estar preparado para todo, mucho trabajo, muchas dificultades, muchas peleas. Ya lo sé, vas me preguntar se vuelvo para mi País, Brasil.

    NOOOOO, no vuelvo, ni muerta.

    Soy dura y testaruda. Aquí estoy y aquí voy a conquistar mi espacio.

    Venga, ahora llega de escribir, tengo que dormir. Mira el video!

    Besos a todos.

  • BEDA#27 – sentimientos del cambio

    sentimientos del cambio

    Cuando decidimos cambiar de País, decidimos España por la história de Enrique y su família. Por lo mismo motivo elegimos Santiago de Compostela. Al llegar aquí todo era novedad, conocer calles, arquitectura, hacer documentos y nos adaptar con el piso, colegio y todo más.

    Con el tiempo fue percebendo que me cambié para una Ciudad que és menor que el barrio que vivia en Brasil. Pasado más unos meses percebi que Galícia se puede comparar con Minas Gerais, más rural y con pocas oportunidades de empleo comparado con las zonas más industriales.

    Santiago és una Ciudad con muchas ofertas de trabajo en el sector de servicios y ventas, para los jóvenes, de mi punto de vista, eso és muy limitador, hay que buscar nuevos sítios y mejores oportunidades. Para mi, en especial, que soy comercial, tuve que buscar una buena situación, pues muchas ofertas no me sonaban creíbles. Hacer ventas puerta fría, como lo hacemos, és dura. La condición empeora mucho si tienes una empresa intermediando su relación con la empresa objeto de la venta, o si el producto o servicio ya está saturado en el mercado.

    Esta semana estuve pensando, podríamos ter hecho un cambio de ciudad o Provincia en Brasil, quizá podríamos ter ido para una pequeña Ciudad de Minas Gerais, São Paulo o Rio de Janeiro, en alguns aspectos seria similar al que vivimos aquí, pero en otros en definitivo que no. Confeso que mi adaptación no fue sencilla, los cambios de cultura y tamaño de la Ciudad fueron y son dificiles aun, pero aquí tenemos cosas que no hay no Brasil, como:

    • educación de calidad para nuestro hijo;
    • incentivo al deporte, el Consello tiene un gran centro deportivo – el Multiusos de Sar, por exemplo – para practica de diversas modalidades y los clubes y colégios apoyan a que los niños practiquen actividades no periodo de la tarde, cuando no hay clase;
    • sanidad publica de calidad. Los españoles protestan contra la calidad, perlo por mi punto de vista, comparativamente al que tenemos de sanidad publica en Brasil, aquí la tienen de maravilla. Para los españoles no es tan buena, pues ya la tuvieran mejor, y para eso protestan, lo que me parece muy bien, así se mejora lo que hay;
    • incentivo para la cultura (artes y literatura), aquí en Santiago tenemos una biblioteca muy grande donde podemos coger libros emprestados, sin custo alguno. Siempre hay exposiciones y actividades culturales, muchas de ellas vienen indicadas en el enlace web do Consello de Santiago;
    • seguridad, por más que sepa de robos, atracos y situaciones de abusos, nada se compara con lo que vivia en Brasil. Hoy ando por la calle, hablo en mi móbil, uso reloj, tudo sin la preocupación y el miedo que tenia en Brasil;
    • por ultimo, precios accesibles. Los sueldos son muy bajos, comparado principalmente con otros Países de Europa, pero tenemos condiciones de vivir con dignidad y comer con calidad. Aqui un sueldo mínimo no es suficiente, pero se hace muchísimo más que con un sueldo mínimo en Brasil.

    Podría me quedar días relacionando cosas distintas de los dos Países, pero lo que quiero que sepáis es que, aquí vivo más tranquila y no creo que en una pequeña Ciudad de Brasil lo seria capaz. Pasados 4 meses que vivía en Santiago, hoy tengo 19 meses, he percebido que era una persona neurótica en Brasil, la tensión que vivia cuando salía a calle o tenia mi marido o hijo a calle, eran brutales, ya las tenia en mi interior y no las percebia, con los meses aquí me noté rara y percebi que por las noches dormia mejor, que caminaba más, que tenia mis muslos más sueltos y que aquí comía mejor. Como resultado, al largo deste tempo que estoy en España adelgacé cerca de 12 kilos y me sinto mejor conmigo misma.

    Para todos los que tengan ganas de cambiar de Ciudad o País, recomendo. Por más que sea difícil, que doa, se aprende mucho. Y deste aprendizado crescemos. Hay que tener la mente abierta y tranquila

  • BEDA#23 – Hoy por Hoy

    hoy por hoyJod… hoy tengo que empezar mi texto con una palabrota. Si, con su permiso, es evidente.

    Hoy, estaba subindo las escaleras del edifício donde trabajo y por unos segundos me pasó por la cabeza todo este ano y medio que tengo de España. Dios, nunca en mi vida, me imaginaba fuera de mi País. Lo quería mucho, viajar, conocer otros sítios, pero no lo creía posible. Y hoy? No solo conozco, como vivo.

    En este tiempo fueron muchas cosas por aprender, un idioma nuevo, una cultura nueva, leys distintas y formas de vivir más aun. Comidas que no conocía, forma de conducir, combustible… tantas cosas que tuve que descobrir. No me lo imaginaba, pero si, aquí estoy y con unos días difíciles y otros muy buenos.

    Hoy trabajo en una multinacional, la primera en su sector en España y la tercera en el mundo. Nunca me lo imaginé.

    Hoy viajo por mitad de Galícia conociendo lugares y personas, llevando mi empresa a cada negócio o vivienda, en un modelo de venta que nunca he hecho en mi vida, la venta puerta fría.

    Hoy conduzco por carreteras y autopistas, que cuando comparadas con las que tenemos en Brasil me emocionan de tan buenas. Lógico que para los españoles no son tan buenas, porque en Europa hay mejores, pero para mi, son fenomenales.

    Hoy puedo ver la primavera con mucha alegria y comemorar mi cumpleaños en la primavera y no en el outono. Si, sofro con el invierno y la lluvia constante de Galícia, pero tengo el sol de la primavera para perceber que la vida és cíclica y nada és permanente, si hoy estoy triste seguro que mañana, con un nuevo día, puedo estar muy contenta. Y más, hoy percebo que con 5 minutos mi estado de alegria o tristeza puede cambiar, por lo tanto, no hago caso a tristeza y sigo con la vida, siempre tirando para delante.

    Hoy puedo con solo 24 euros comprar 2 kilos de langostinos grandes para comer con  mi família y tener una cena de lujo para nós brasileños, que tenemos este producto por las nubes de caro. Hoy puedo echar de menos la picaña y tener la alegria de encontrar un trozo desta preciosidad en el Carrefour y comprar para degustar despacio en una comida de domingo.

    Hoy puedo enseñar mis compañeros de trabajo las diferencias de nuestros idiomas y los cambios de significado de algunas simples palabras.

    Hoy puedo hacer tantas cosas, aprender tantas otras y vivir sin medo.

    Hoy por hoy y para todo lo siempre, agradezco la vida por todas las oportunidades, Nunca se está nuevo ni viejo, o mayor, para nada. Mientras esteamos vivos a vivir, a disfrutar, a hacer por una vida mejor, por nuestros sueños y por la construcción de una persona mejor. Hoy por hoy, agradezco los hombres de mi vida y me quedo más que contenta por verlos unidos y sonriendo. Les quiero mucho!

  • BEDA#18 – Vampiros Emocionais x Atitude Mental Positiva

    Você já deve ter sentido que a relação com algumas pessoas não flui muito bem, por mais que você tente, é como se o seu santo não combinasse com o santo da outra pessoa. E, com outras pessoas, a situação ainda pode ser pior. Já aconteceu comigo de estar com uma pessoa e depois me sentir esgotada, sem energia. Algumas coisas podem acontecer; desde uma energia conflitiva com a sua a uma  pessoa, que sem a intensão, acaba chupando sua energia, são os “vampiros energéticos”. Eu diria que muitas dessas pessoas não sabem que são, e muitas se tornam por terem muitos pensamentos negativos. Sim, nossa mente tem poder e as palavras também. Existem experimentos feitos com plantas, água e um outro com arroz, que mostram a influência de palavras negativas. Assim também é com nossas vidas e nossa energia, mais do que pessoas que nos levem para baixo, acho que nós mesmos somos o nosso maior vampiro.

    Eu indico que você sempre esteja atento ao que pensa e fala, nossa fala é reflexo de nossas crenças e uma crença negativa nos leva ladeira abaixo. Existe muita literatura que pode te ajudar, eu particularmente gosto de Napoleon Hill, tenho um livro que deixo na minha cabeceira e leio, sempre que possível, algumas páginas para me manter a top.

    la actitud mental positiva

    Ah, já sei o que você está dizendo ai do outro lado, é um livro de auto-ajuda. Sim, pode ser, mas e daí? Se me ajuda, que mais dá? Eu tenho uma crença, tudo o que me ajuda para o meu crescimento e para ser uma pessoa melhor é positivo, é bom e eu quero.

    Napoleon Hill dedicou 25 anos de sua vida para estudar pessoas de sucesso e descobrir o que todas elas tinham em comum. Nessa longa pesquisa ele esteve com pessoas importantes da política Norte-Americana, com grande empresários e descobriu características similares em todas elas, que podemos considerar como pontos que as levaram ao êxito. Na PNL (programação neurolinguística) chamamos esse trabalho de modelagem, observar a pessoas que têm determinadas atitudes que queiramos aprender para replicar a forma de ação, replicar o modelo. Napoleon Hill começou este trabalho em 1908, há mais de 1 século, quando Andrew Carnegie, um grande industrial, filósofo e filantropo,  propôs ao jovem jornalista que lhe entrevistava que se dedicasse a este trabalho e depois levasse para as pessoas a informação para que todos pudessem aprender e aplicar em suas vidas. E foi exatamente isso que Hill fez e colocou nesse livro que é um clássico.

    Existem pessoas assim, mas o poder de que elas me afetem é dado por mim. Se você como eu, escolhe que estas pessoas não te afetaram, você já tem a porta aberta para a sua proteção e crescimento. E lembre-se, você precisa se educar e não permitir que você tenha pensamentos negativos, sua atitude é o que faz com que muitas outras portas se abram na sua vida. Abra as portas e janelas, acredite na sua capacidade, busque se conhecer, identificar suas falhas. Aprenda com seus defeitos, corrija-os e se aprimore como pessoa de valores e atitude positiva. Você pode traçar um caminho de sucesso, de paz e prosperidade. Acredite, faça a diferença!!!

    Eu acredito que você pode, tal como eu posso!

    Te desejo toda a luz e benção do Universo!

     

  • BEDA#12 – aprender a ver

    Ginkgo_Biloba_lalinVocê já reparou que muitas vezes o dia passa e nem vemos o que nos acontece? Por isso busco sempre estar atenta, observar muito, ver e ouvir com cuidado nas entrelinhas.

    Eu acredito em destino, acredito em sinais, em mensagens do Universo em pequenos gestos de pessoas desconhecidas. A vida corrida, muitas vezes, me levou para longe do que acredito, e também acredito que me ligar ao minimalismo seja uma forma de retornar às minhas crenças, enfim ser quem sou. Saber quem sou, me auto-avaliar, saber que crenças tenho, as que me limitam e as que não, o que quero mudar e o que me satisfaz como está, me ajuda a separar os momentos de trabalho dos que sou a Roseana-Roseana. Mas, também entendo que o Universo não separa os horário para nos enviar mensagens e, esta semana, enquanto “picava portas”, entrei num Centro de Terapias Alternativas, uma Herboristeria em Lalín e fui surpreendida pelo Universos em seus momentos. Eu imaginava que ali poderia vender um alarma, fazer um prescritor para um tele-assistência ou receber um não para qualquer um dos produtos e serviços que ia oferecer, mas não imaginava encontrar minutos de paz, conversa agradável sobre experiências e visão de vida, nem que pudessem me dar uma palavra de consolo para uma situação que me machuca muito, minha mãe.

    A loja é simples e aconchegante, tem luz e música suave, um perfume delicado que me convidava a ficar. Me senti atraída, assim que entrei, pela imagem de um Buda de madeira, alegre e amigo; um jardim de areia, que me trouxe o desejo de ser criança e ficar ali, revirando a areia com os dedos ou com o objeto de madeira, mas não fiz, me controlei. (Já reparou como nos controlamos tanto? Existem momentos e coisas que precisamos de verdade controlar, mas já outras situações precisamos nos libertar e viver.) Ali não me dei o direito de viver a areia, mas a vida me deu o direito de encontrar uma pessoa que sem me conhecer, me contou um pequeno trecho de sua relação com sua mãe, de crítica, perdão e aceitação por sua parte, pois ela tem mais conhecimento universal, ou só porque aprendeu a ver a vida de uma forma mais sensível, simples, mínima.

    Sim, voltamos para o minimalismo. Minimalismo nos sentimentos, nos pensamentos. Deixar de sofrer, viver o hoje, o aqui, o agora. Fazer o que se pode fazer, da melhor forma, sem peso, sem dor; deixar partir, ir. Não prender o que não deve ser preso, amar sabendo que o outro tem limites e mais, que o outro vê de forma distinta. Não criticar, somente amar.

    Maria, obrigada por suas palavras, obrigada pelos minutos que estivemos juntas, por dividir comigo um pouco da sua história e modo de pensar e viver. Sua mensagem calou dentro de mim, porque há momentos que não temos o que dizer, simplesmente ouvir, ver e calar.

    O silêncio de uma boa mensagem deve ser absorvido por nossas células para fazer a diferença em nossas vidas e na de outras pessoas. Gratidão!

     

  • BEDA#10 – homenagem ao amor

    IMG_7273Filho não é o que nasce de você, filho é o que vive em seu coração.

    Amor vem com o olhar, não com o sangue.

    Olhe nos olhos de quem está ao seu lado e ame, como uma pessoa que merece respeito, aceite as diferenças, no final somos todos iguais, do pó viemos e ao pó voltaremos.

    Abra seu coração para o novo, permita-se nascer a cada dia, junto com o novo dia novas oportunidades virão e você terá a chance de fazer e ser melhor que no dia anterior.

    Hoje eu comemoro os 12 anos da pessoa que conheço há 7 anos, e que mudou minha forma de olhar o mundo. Tem dias que com mais paciência, outros com mais agito, outros ainda com menos e mais amor, mas sempre, com a certeza que nascemos para dividir uma vida, ele me ensinando o que há de novo e eu, ensinando a ele o que há de velho. Ele me ensinou que devo sempre sorrir e esquecer a dor, e eu lhe ensino que ele nunca deve deixar de sorrir mesmo quando os hormônios do corpo começam a querer romper modelos de uma infância divertida. Eu brigo e peço que seja organizado, ele se zanga e diz que não pode, que é menino, moleque, maluquinho e que esse seu jeitinho é que conquista as meninas. “- Que meninas? Você só tem 12 anos!” – eu respondo. Ele ri, e diz que são os tempos modernos.

    Não sei sei os tempos estão modernos, se estou velha ou cansada. Sei que te amo e a cada dia mais quero você pra sempre ao meu lado. Nem que o pra sempre seja um piscar de olhos e uma fotografia nossa, no computador velho, jogado na gaveta e que será encontrado por seus filhos, que talvez nem conheçam a avó. Mas eu estarei no céu, como uma estrela ou borboleta, seguindo os passos do meu amor que hoje, completa 12 anos e vai brilhar muito por esta vida.

    Te amo, simples e profundamente. Te amo, sua eterna mãe.

  • BEDA#9 – minimalismo no susto

    Como contei no post anterior, retornei ao minimalismo no susto, quando meu marido disse que teríamos pouco tempo para fechar toda nossas vidas no Brasil e mudar para a Espanha. Eu tinha alternativa de não aceitar a mudança, mas ele estava decidido e eu, no fundo gostava da idéia de conhecer um pouco do mundo e fazer uma vida num País novo, dando mais oportunidades para meu filho. Tinha medo, claro que tinha, mas quanto mais medo tenho, mais entro de cabeça, sou assim e não consegui mudar isso até hoje. Tem seu lado positivo, mas também tem o ponto negativo que algumas vezes acabo sofrendo. Não digo que vir para a Espanha é um erro, mas sim um sofrimento. Por mais que te digam que uma mudança de Cidade ou País é difícil, você só sabe o quão difícil é quando está dentro do furacão, mas esse é um assunto para outro momento, agora vamos a transformação de todas uma casa em 7 malas.

    Comecei o processo anunciando a venda de todos os móveis do apartamento. O que não consegui vender, dei para pessoas que necessitavam ou para algumas pessoas queridas. Livros, Cd’s e Dvd’s foram todos vendidos para um sebo que tem no Centro do Rio de Janeiro, que sempre gostei muito, eles trabalham com todo tipo de livro e são super atenciosos. Nos Cd’s e Dvd’s, praticamente não ganhei nenhum dinheiro, essa mercadoria não tem mais valor, só ocupa espaço, acumula pó e evita a circulação da boa energia em uma casa. Isso da boa energia, aprendi com o Feng Shui e com o Reiki, papo para outro post.

    Tenho que confessar uma coisa, não vendi todos os livros, uns tantos que me interessavam arrumei nas 7 malas e mandei pra Espanha. Quando desembarcamos no aeroporto aqui, a polícia me fez abrir mala por mala e explicar porque tanto livro, foi cômico.

    Para conseguir espaço para os livros tive que eleger prioridades, disso trata o minimalismo, explicando de um modo mais simples, é definir o que é mais importante para você e, para fazer uma escolha mais acertada, é muito importante saber quem é você, se autoconhecer. Nesse momento decidi, minhas roupas, bolsas e sapatos não me fariam falta, salvei um par de sapatos e roupas que tinham significado para mim e o resto foi todo para um abrigo, onde teriam um bom destino. Para quem me conhece um pouquinho, sabe que bolsas e sapatos eram minha paixão, mas de alguma forma já previa que minha vida aqui seria muito diferente e não teria lugar para usar aquelas peças, nem clima… Na hora doeu me afastar delas, mas foi uma dor passageira, sem arrependimentos.

    Seguindo com as malas, minha preocupação maior era de ter a mão coisas que realmente fossemos a precisar, prioridade e necessidade eram as palavras que me norteavam no destralhe. Ao baixar toda a casa para esvaziar todo e qualquer cantinho, descobri que todos os destralhes tinham sido superficiais. Nessa hora se vê quanto dinheiro gastamos que fica parado em gavetas, sem uso. Aqui temos outro ponto muito importante do minimalismo; consumo consciente. Saber o que se compra, como aquilo foi produzido, por quem, como foi transportado, ter atenção a toda a cadeia de produção e descarte, quanto tempo vou usar e a real necessidade. Ao perceber todo o acumulo que tinha em casa, vi que não fazia minhas compras com consciência e, confesso que tive vergonha de mim mesma, pois poderia ter aproveitado aquele dinheiro gasto com coisas que fossem mais importantes para mim.

    Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, diz numa entrevista que dinheiro é mais que um papel ou um metal, é vida, é tempo seu de vida gasto com trabalho e, a vida mal gastada é uma forma miserável de viver. Foi assim que o minimalismo foi calando dentro de mim. Tal como o açúcar, que vicia, o comprar também, porém, ao compreender o que significa o dinheiro, o que significa o tempo de vida de cada pessoa que fez parte do processo de produção do que quero comprar, passei a pensar antes de sacar o cartão de crédito. Ainda cometo falhos, mas menos do que há 2 ou 3 anos atrás. E, naquele momento que estava fechando minhas malas, tinha isso muito claro a minha frente. Quanto tempo de vida trabalhando eu tinha gasto para ter aquelas coisas que agora não fariam mais parte de minha vida. E lembrei do meu pai, que gostava de colecionar e acumular coisas, quanto tempo de vida ele passou trabalhando e comprando, se preocupando em onde e como guardar, em limpar, em proteger, em ter um apartamento maior com espaço para suas coisas e no final cada objeto que tinha em casa se foi para um lugar diferente e ele voltou ao pó, que foi misturado com as águas do mar, que ele tanto amava. No final o que levamos é nada, pois então, que sobre boas lembranças na memória dos que ficam.