Categoria: Sentimentos

  • BEDA#7 – homenagem ao meu pai.

    Luiz y TiaoNo BEDA#6 eu contei para vocês quando deixei o minimalismo, logo após a morte do meu pai em 2013. Nossa relação foi muito difícil, eu tinha 3 anos quando ele e minha mãe se separaram e não conseguimos criar a conexão entre pai e filha. Com a morte do meu pai, causada por um trágico acidente, a nossa aproximação nestes últimos dias de sua vida, e depois, com o fechamento do seu apartamento, revivi muitos dramas e perdi o foco no minimalismo.

    Neste post quero fazer uma homenagem ao homem que foi meu pai, o pai que eu sempre quis ter, mas que de alguma forma não conseguimos nos conectar, não conseguimos manter uma relação tranquila e saudável. Havia medo, vergonha e pouca, ou quase nenhuma, comunicação.  Sempre me perguntava como seria nossa vida quando ele dependesse de minha ajuda, quando estivesse velhinho e tivesse que ser cuidado por um parente. Ele tinha muitos amigos espalhados por todos os cantos que viajava, tinha uma família relativamente próxima, porém não imaginava que quisesse viver com sua família, uma vez lhe perguntei sobre este momento da vida, como faríamos. Ele respondeu: “ – Me ponha numa casa de idosos bem divertida.”  – E a conversa acabou aqui, naquele dia não conseguimos mais conversar, este nem nenhum outro assunto.

    O dia que meu pai sofreu o acidente eu tinha uma licitação pública. Era uma venda muito importante para mim, dentro do cliente e da minha empresa, era um projeto especial e estrategicamente muito importante para conquistarmos outras negociações. Uma licitação funciona quase como um jogo de pôquer, atenção ao comportamento de todos é fundamental e saber blefar para dar ou não o lance correto na hora certa. O fato é que eu nunca fui boa em jogos, em especial no pôquer, Durante a licitação, eu estava nervosa e minha tensão aumentava muito, tirando minha concentração a cada vez que, insistentemente um número estranho, de outra Cidade do Rio de Janeiro, me chamava.. Não podia desligar o telefone, porque a negociação podia seguir por um caminho diferente e teria que chamar minha diretoria pedindo alguma autorização especial. Mas também não podia atender aquele número, não naquele momento. Por fim, a etapa de preços acabou e fui declarada a vencedora. A etapa seguinte era seguir com a verificação de documentos de cada empresa participante do processo. Como tinha certeza absoluta que meus documentos estavam corretos, pedi licença para ver o que se tratava aquela chamada e sai da sala. Voltei pálida, sem ar e informando que meu pai estava numa UTI a 115km da Capital, que naquela hora significariam umas 4 horas de engarrafamento. Preocupados com a situação, o cliente finalizou o processo com agilidade e me liberou, disseram que deveria correr para ver meu pai e dar-lhe a boa notícia que era a ganhadora de uma licitação de alto valor.

    Quando cheguei no hospital, o susto foi grande. Meu pai estava muito machucado. Não tínhamos, ainda, o laudo de todos os problemas causados pelo acidente. Eu não sabia com quem ele estava e nem onde. Sabia que não estava dirigindo e que não queria que me chamassem, ele tinha dito para não me incomodar que estava trabalhando e a noite teria que cuidar do neto dele (sim ele falou assim, as enfermeiras me contaram). Porém como ele já tinha 77 anos e estava muito machucado, não poderia ficar no hospital só, muito menos sair dali, por fim conseguiram convencer que ele desse meu número. A primeira noite de hospital foi dura, ele estava resistindo a ficar ali e tiveram que atar-lo a cama. O segundo dia a situação ficou tensa, pois eu não sabia o que tinha meu pai, que estava só numa sala de emergência, numa cidade do interior do Rio de Janeiro, tive que brigar com médicos, administrativos e enfermeiros para conseguir que meu pai fosse levado de ambulância para outro hospital, na Capital.  Foi a pior viagem de minha vida, dentro da ambulância, vendo meu pai gritar de dor, não sabia o que fazer, só consegui segurar sua mão, dizer que o amava e que já estávamos chegando ao hospital. Ao chegar, as 3 hora da manhã, meu pai foi direto para a UTI, enquanto eu fazia o procedimento de entrada dele no hospital.

    Assim que o médico de plantão me viu, perguntou o que tinha se passado com meu pai pois ele estava muito machucado e, o médico responsável pelo transporte dele para aquele hospital não tinha deixado muitas informações, apenas alguns laudos do outro hospital. Lhe expliquei o que sabia sobre o acidente, lhe contei minha briga por saber o estado real do meu pai no hospital de Rio Bonito (local do acidente), e que não me disseram nada. Contei como foi a viagem na ambulância. E o médico com uma cara muito séria disse:

    “Seu pai é um homem muito forte, não é qualquer um que sobrevive a um acidente como este e se mantém vivo. De momento posso dizer que ele está muito ferido, tem lesões consideráveis, mas temos que fazer outros exames para saber o quadro por completo.”

    Insisti para que o médico me falasse o que tinha meu pai.

    “De momento não tenho seu quadro completo, temos que fazer provas. Segundo o outro hospital, tem uma vértebra da coluna cervical fraturada, nariz fraturado, um coagulo na cabeça.  Agora vamos cuidar dele. Vá para casa descansar, amanhã quando chegar teremos como dar mais informações.”

    Fui para casa, não dormi. Nos dias seguintes visitava meu pai e sempre buscava aos médicos ansiosa por novidades. Disseram que seu quadro ela o inicial, não sabiam como seria a recuperação dele, com a coluna, ele ficava dia-a-dia atado a cama e gritando que não queria estar ali, que ele não devia estar preso, que não tinha feito maldades para estar ali. Ele não compreendia e eu apenas chorava.

    Em seu segundo dia no hospital do Rio de Janeiro, levei algumas pessoas para ele ver e se animar, uma vez que era um domingo. Fui a primeira a entrar na UTI, e percebi que ele estava mais agitado que os outros dias. Ele não me reconheceu, olhou pra mim e disse:  – Moça, me tira daqui, não sou mau, não fiz nada.  Não consegui falar, só chorar. A enfermeira perguntou para ele quem era Roseana, que Roseana iria visitar ele naquele dia e que ficaria muito triste em ver ele nervoso. Ele respondeu, que Roseana era a filha dele. Não era pessoal, ele não tinha se esquecido de mim, ele só não me reconhecia fisicamente, porque alguma parte de seu cérebro estava sendo muito pressionada pelo coágulo. Eu tinha mais preocupação com a sua cabeça, com este coágulo, do que com a coluna. Sei que um trauma na coluna podia ser muito duro para ele que era tão ativo e animado, mas eu pensava que seria pior estar com sua mente tão elétrica e alegre debilitada. Hoje, depois de quase 5 anos de sua morte, eu penso que qualquer situação destas seria muito para ele e para a família.

    Na terça-feira, dia 22, ele estava tranquilo. As médicas tinham soltado ele da cama, estava sentado, tinham trocado o protetor da coluna por um colar de cervical, mais confortável que o anterior que prendia toda a cabeça. Ele estava sentado e ía tomar uma sopa, para começar a se alimentar para deixar, pouco a pouco o soro. Fiquei tão contente! Falei em seu ouvido: – Pai, te amo tanto, te perdoo! Agora temos a oportunidade de começar nossas vidas, esquecendo todo o passado. Quando você sair daqui vai ficar lá em casa, vou te levar para passear todos os dias no Bosque e sentar no canto que você gosta para ver o céu e o verde da mata. Você , vai ver seu neto crescer e estaremos juntos como sempre quis. – Ele não respondeu nada. Mas essa noite, quando estava dormindo às 4 horas da manhã, senti ele no meu quarto. Sentou na beira da minha cama, me acariciou, disse que partia, que lamentava, que me amava.

    No dia 23, à 10 horas quando me ligaram do hospital pedindo que fosse para lá, eu já sabia o que me esperava. Não sei dizer qual foi o pior momento; se os que estive com ele no hospital, o final, quando tive que providenciar papéis para que fosse cremado, ou depois, quando passei mais de 1 mês pra fechar toda sua vida, inclusive o seu apartamento.

    Esqueci o minimalismo, vivia cada lembrança com suas dores e alegrias, vivia cada coisa, uma a uma, por vez e assim segui, como anestesiada, acreditando que a cada sábado meu pai iria me ligar, como fazia algumas vezes, para saber como estava seu neto. Ele nunca mais ligou e eu fui às compras para esquecer a dor que estava dentro de mim. Fiz obras no apartamento, meu pai sempre gostou de fazer obras. Troquei de carro, meu pai sempre trocou de carro de 2 em 2 anos. Comprei roupas, para ficar mais bonita, meu pai sempre estava bonito, perfumado. O minimalismo não supria meu pai, nem as compras, mas eu tinha a falsa percepção de que aliviava a dor e o vazio que eu sentia.

    Seu inventário durou 5 anos, cada movimento deste inventário suponia, para mim, uma dor brutal. Briga por herança, briga por um dinheiro que não é nosso, não foi construído por nós, se agora temos direito a ganhar algo, que seja feito de forma suave, sutil, pois esse dinheiro representa uma pessoa que se foi e não tem como voltar.

    Pai, eu te amo, como sinto sua falta!

     

  • BEDA #4

    Hoje passo despercebida, um ano mais de vida, questionamentos e busca incessante por realizar sonhos. Assim säo os arianos? Näo sei, assim sou eu. Uma ebuliçäo constante.

    Hoje me despertei com vontade de me quedar, esquecida na cama, para näo me encontrar com as pessoas que me esqueceram pelo caminho.

    Hoje publiquei um anuncio. Busco um amigo, que me abrace calmamente e diga que tudo é passageiro, menos a minha existência. Busco um amigo, que diga que tontos säo os que näo me desejam, porque estes säo cegos e tontos. Busco um amigo, que me convide para um vinho, um cigarro e uma boa leitura. Busco um amigo, que me sente ao sofá, com um chocolate quente, uma  manta e um bom filme para vermos calmamente. Este amigo, pode ser homem ou mulher, pode ser jovem ou velho, humano ou extraterrestre, só exijo que seja verdadeiro, um amigo que esteja presente, se faça presente e näo se esqueça dos pequenos detalhes que fazem as relaçöes humanas serem inesquecíveis.

  • Quem é seu melhor amigo?

    O que é importante para você

    O que é verdadeiramente importante para você? Muitas vezes temos que ajudar ao outro, e nos deixar de lado um pouquinho, mas, aprendi com a mudança de País, que EU sou meu melhor amigo.

    Portanto, ao começar um processo de questionamento, como o que propus no post anterior, motivada pelo livro que estou lendo. Pense em você, o que é importante para você, quem você quer ser, como quer? Você estando forte e fazendo por você, é certo que poderá dar todo o apoio que seu par necessitar.

    Lembra da lei de salvação da aviação? Primeiro a máscara em si mesmo, depois ajude ao vizinho ou familiar que está ao seu lado. Isso não é egoísmo, é auto estima verdadeira, é amor por si próprio. Esse pensamento e as devidas atitudes devem ser feitas com equilíbrio e seriedade, para não passarmos atropelando a todos os que estão ao nosso redor.

  • Vida no exterior

     

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    Muitos acreditam que viver fora do Brasil é um mar de rosas, oh pobre, como este se engana. A vida aqui é tão dura ou até mais do que quando estava na minha terrinha. Lógico, que com as dificuldades que enfrentam o Brasil e o Rio de Janeiro, pode ser que nós estivéssemos numa situação bem desconfortável, não tenho como saber.

    A questão é; fizemos a escolha, fechamos toda a nossa vida, da forma que creiamos ser a mais correta para a situação como se apresentava. Fizemos muitos  planos, porém diria que 90% deles foram pelo ralo e a vida por aqui, teve momentos bem duros. Duros pela falta de trabalho, ou pelo trabalho escolhido. Duros pela falta de dinheiro e pela diferença do idioma, que embora muito parecido causa dificuldades e gera preconceito. Ainda passamos outros momentos difíceis pela falta de apoio familiar (os poucos que ficaram no Brasil) e por não termos Amigos (com A maiúsculo) locais para nos apoiar e abraçar, dar um carinho. Tudo isso nos faz mais fortes, mas tiveram momentos que não resisti e chorei, me afundei na cama com a sensação de que não havia mais saída. Porém a verdade é que sempre há.

    De 7 malas, hoje, nossas vidas se transformaram num container de informações e experiências novas. Quando estamos imersos na dificuldade e na dor, não percebemos, mas eu tenho a oportunidade de sair do casulo e vir escrever, me distanciando um bocado de tudo isso e repondo forças. Sigue sendo difícil, ver que todas as suas ilusões não se concretizaram e agora, com a idade que tenho, preciso recomeçar. Mas olha que ponto mais fantástico, estou viva e posso recomeçar, sempre!!! Basta estar viva!!!

    Para os que não sabem, fechamos o bar. o El Bendito terá vida nova em mãos de outras pessoas, não fomos felizes ali e sim, acredito que um negócio deve ser rentável financeiramente, mas principalmente, emocionalmente, e não foi o que aconteceu. Se seguíssemos com o bar algo de dinheiro ganharíamos, não o que o tornasse rentável para justificar o tanto de trabalho que dava, porém morreríamos ali… E a vida vale mais, muito mais, do que só um negócio.

    O Universo é tão poderoso comigo que saí do El Bendito, num dia, com uma gripe muito forte que me deixou de cama por 4 dias e, quando levantei, já estava empregada em uma multinacional. Sigo meu caminho como comercial, vendendo uma empresa séria e num mercado altamente competitivo, com uma venda de ciclo curto, que até hoje fiz muito pouco, o que significa? Que estou viva e tenho mais uma vez a chance de começar e aprender!!! Aqui na Prosegur, estou há 3 semanas, começando meu trajeto que espero que seja duradouro como foi minha relação com as empresas que trabalhei. Sou o posto mais baixo da hierarquia de vendas, não busco ser chefe, mas quero ser uma Super Vendedora, como já fui no Brasil e, para isso, tenho alguns degraus a subir.

    Eu posso, eu sou muito mais do que tudo isso, eu consigo!

  • Minimalismo

    menos es mas

    Fazem 1 ano e 5 meses que cheguei na Espanha e um dos meus objetivos era ter menos coisas em casa, uma vida mais fácil de levar e organizar. Mas hoje olho para meu lado e vejo que minha mesa está repleta de papeis, livros, cadernos, cadernetas, canetas e mais tralha que não consigo nomear. Penso no resto da casa, e sinto que segue esta mesma desordem.

    Não culpo, tampouco justifico, minhas ações e inatividades, mas entendo que meu objetivo inicial, não foi alcançado pois não controlei a entrada em casa e, mais que isso, não vigiei minhas emoções. Sim, ainda compro coisas quando estou triste. Em especial compro livros e comida, é o que me faz sentir alimentada, como se um dia tivesse tido uma fome de vida, de mundo, que não tenha sido suprida. E os livros, me remetem a vidas mais bonitas, animadas, românticas… são formas de fugir do que me incomoda no aquii e agora.

    Aos poucos, depois deste quase ano e meio de Espanha, de muito aprendizado e sofrimento, vou coloccando a cabeça em ordem e definindo meus objetivos. Vou reduzir livros, roupas, objetos de cozinha, canetas, papeis e tralhas… Meu objetivo, em 1 mês ter o escritório e meu armário em total ordem.

  • Lá vem mais um ano

    Sempre que chegamos ao final do ano fazemos planos para um novo ano, como se fosse uma nova vida. E para começar os planos nos perguntamos: << O que quero deste novo ano?>>   << O que quero mudar na minha vida?>>  << Qual meu maior sonho?>>. Há muitas outras perguntas que podem ser feitas, mas só com estas já tive muitos pensamentos, muitas incertezas e algumas certezas. Incerteza do que quero para este momento de vida, e certeza de que tenho sonhos e desejos, mas que antes de qualquer coisa, preciso ver até quanto quero lutar por cada um deles. Quando me pergunto o quanto quero lutar, vejo que alguns sonhos não são tão desejados, então ganho mais uma certeza a de que tenho que parar, respirar e fazer uma boa analise de cada situação idealizada.

    Para começar fica:

    • Qual o seu maior sonho? O que mais quer pra sua vida? O que você precisa de verdade?
  • Teste da Personalidade Tibetano

    Passeando pela internet cheguei num blog bem interessante, o Pitacos e Achados, da Pitaquinha. Um dos primeiros posts que vi foi um Teste de Personalidade Tibetano, não sou muito afeita a testes, mas esse resolvi fazer, na hora estava de bobeira, relaxando na internet e fui…

    Achei o teste no mínimo curioso, perguntava de animais e pessoas com cores. Segui intuitivamente, tentei não responder com muita lógica e inacreditável, deu certinho.  Disse que o mais importante pra mim é o amor, que ele vem a frente de tudo, eu e meu sentimentalismo, meus corações estrelados em cada mensagem que envio pelo zap. Disse que a minha carreira é mais importante que o dinheiro, afinal, só consigo trabalhar se amo o que faço e para quem faço. Ah, disse que meu filho é meu amor incondicional, isso sem saber que era meu filho. E que o Enrique é o meu verdadeiro amigo, afinal ser marido é muito pouco pra nossa relação, você não acha????

    Minha surpresa, disse que a Soledad, uma pessoa tive que atravessar o oceano pra conhecer é a minha alma gemea. Para muitos, alma gemea é coisa de amor carnal, pra mim não, é coisa de amizade, amor, relação entre vidas, alguém que nos acompanha, protege e ensina, mas não apenas nesta vida, mas em muitas. E sim, Soledad é esta pessoa pra mim. Viajei muitos kilometros, mudei de País, tudo pra te conhecer e saber quem é a minha alma gemea, Maria Soledad Méndez.

    Que tal conhecer o blog da Pitaquinha? https://pitacoseachados.com/

    Que tal fazer o teste? Abaixo segue o teste, exatemente o publicado pela Pitaquinha, com a devida autorização dela, copiei e colei aqui.  https://pitacoseachados.com/2017/03/30/quiz-teste-de-personalidade-tibetano/

    Faz o teste e me conta, Passa lá pra conhecer o blog dela.

    Beijos com muito amor!

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    Quiz – Teste de Personalidade Tibetano

    Olá pessoal!

    Seu subconsciente é incrível. Ele abandona toda a lógica e pensa simbolicamente. É o portão que o liga ao mundo do intangível.

    Hoje, te desafiamos a mergulhar nesse mundo incrível. Para quê? Um teste de personalidade diferente de qualquer outro que você já fez!

    Acredita-se que esse teste, chamado de “Teste de Personalidade Tibetano” foi criado em conjunto pelo Dalai Lama. Para completá-lo corretamente, você precisa pensar abstratamente. Não gaste muito tempo focando em cada exercício; basta ir com o fluxo e escolher as respostas que surgem em sua cabeça…

    Pegue um bloco de notas e uma caneta e prepare-se para aprender muito sobre si mesmo!

    Pronto? Vamos começar!

    # 1 – Imagine que há cinco animais a sua frente

    Uma vaca, uma ovelha, um tigre, um cavalo e um porco.

    Coloque os animais na ordem que faz você se sentir feliz. Lembre-se, não pense muito profundamente; basta escrever os nomes dos animais em uma ordem que você gosta.


    # 2 – Dê um adjetivo a cada substantivo nessa lista

    • O cão é _______.
    • O gato é _______.
    • O rato é _______.
    • O café é _______.
    • O mar é _______.

    Use apenas um adjetivo per substantivo.


    # 3 – Pensa em 5 pessoas que são importantes em sua vida.

    Para cada uma das cinco pessoas, escolha uma cor na lista a seguir:

    • Amarelo
    • Laranja
    • Vermelho
    • Branco
    • verde

    Você só pode escolher uma cor por pessoa. Lembre-se, não escolha sabiamente – escolha intuitivamente.

    Então o que tudo isso significa?

    • Vaca: Sua carreira
    • Tiger: Sua autoestima
    • Ovelha: Amor
    • Cavalo: Família
    • Porco: Dinheiro

    A maneira como você ordenou estas coisas é, evidentemente, um indicativo das suas prioridades na vida.


    Pergunta # 2 – Sua atitude perante a vida

    • Cachorro: Sua personalidade
    • Gato: Personalidade do seu parceiro
    • Rato: Personalidade dos seus inimigos
    • Café: Opinião sobre sexo
    • Mar: Sua vida em geral

    O adjetivo que você escolheu para descrever cada substantivo diz respeito a sua visão subconsciente do que aquele substantivo representa.


    Pergunta # 3 – Sua atitude para com as pessoas

    • Amarelo: Alguém que teve um grande impacto em sua vida.
    • Laranja: Alguém que considera ser um verdadeiro amigo.
    • Vermelho: Alguém que você ama incondicionalmente.
    • Branco: A alma gêmea.
    • Verde: Alguém que você nunca vai esquecer.

    Qual precisão você daria a seus resultados? Se você aprendeu algo sobre si mesmo através do Teste de Personalidade Tibetano, não deixe de passar esta mensagem aos seus amigos!

  • Meu filho, um desabafo.

    Vou explicar uma coisa e espero que fique bem claro!

    É sobre meu filho, e se resume em dois pontos:

    1º. não adotei um filho para virar modelo de comportamento, muito menos para criar atrito ou desafiar minha família ou a do Enrique.

    2º. não mantenho meu filho tão ativo no futebol porque quero que ele seja a salvação da minha vida e ganhe milhões como jogador de futebol.

    Uma vez que os pontos foram ditos, vou explicar um pouco sobre cada um e espero que as coisas fiquem claras!

    Quem me conhece bem, sabe que tenho princípios e valores muito próprios e não quero perder meu tempo com fofocas e críticas à vida alheia. Antes de tudo acredito que devo cuidar da minha casa e família, observando tudo o que posso aprender e melhorar individualmente e no conjunto familiar, portanto este textão é um desabafo relativo a uma série de coisas que já ouvimos e sentimos, e que tantas vezes não respondemos a altura devida.

    Quando decidimos que era hora de ter um filho, já estávamos há algum tempo vivendo juntos, aqui já seguíamos nossos conceitos de vida e estávamos juntos, sem nenhuma formalização social, como o casamento, pois não acreditávamos na sua necessidade para nos manter unidos e felizes, seguíamos o rio do nosso coração que já mostrava ir contra a correnteza do rio que navegava a família. Passamos alguns anos, esperando o filho e sem a surpresa da barriguinha, decidimos consultar um médico, pois como tenho um problema hormonal de nascimento, imaginei que por isso eu não engravidava e, se fosse necessário, eu faria um tratamento, desde que não fosse nada muito complexo e caro. Foi neste momento que descobrimos que nascemos um para o outro, somos os opostos perfeitos, enquanto eu produzia alguns hormônios a mais, Enrique produzia os mesmos a menos, desta forma só poderíamos ter um filho por inseminação artificial, e como o nome diz; é artificial e não topamos. Eu particularmente não gosto de nada que não seja 100% verdadeiro.

    Nesse momento sentamos e conversamos, coisa que é rara para o Enrique sempre muito calado, mas a sugestão da adoção partiu dele e eu aprovei de imediato. Na semana seguinte a esta conversa entramos com o processo para capacitação e liberação para sermos pais adotivos. O processo inicial foi tranquilo, demoramos cerca de um ano para receber o certificado que nos deu permissão para visitar os abrigos e buscar nosso filho, enquanto nosso nome seguia na lista de pais em espera de seu filho.

    Aqui faço uma parada para explicar o que entendo e percebo do processo de adoção no Brasil. Muitos questionam a demora e a desorganização, nós não temos do que reclamar, pois temos crenças muito próprias para a vida, que vou explicar mais a frente. O fato que vejo nas adoções são pessoas que buscam filhos modelos e perfeitos, com características físicas ou de personalidade que não condizem com a realidade da adoção e do Brasil. Alguns exemplos: muitos definem características físicas para a criança a ser adotada, isso é um dos pontos que dificulta o processo. Segundo informações divulgadas frequentemente na mídia, há um número considerável de pais pedindo: menina, com até 2 anos, de pele e olhos claros. Quando olhamos para a realidade da sociedade brasileira e das crianças que seguem para a adoção, vermos, de imediato, que são pequenas as chances de existir uma criança assim. E, há ainda, casos de adoção em que as famílias aceitam crianças com mais idade, porém acabam por devolver, com a justificativa de que o comportamento e a personalidade da criança é inadequado para aquele meio famíliar. Eu sou da opinião de que a maternidade/paternidade deve envolver um olhar tridimensional sobre tudo o que representa aquele ser “filho” que passa a ser de sua responsabilidade. Uma criança não é um objeto, mas sim um ser em formação e este processo árduo é de total responsabilidade dos pais; se falhamos e temos problemas com o filho gestado, é lógico que o mesmo vai se passar com o filho do coração. Neste caso temos que considerar toda a vida da criança, desde a gestação até o momento que chega a nossa vida, nossa casa. Provavelmente essa criança passou por desilusões, abandono e muito mais coisas podem ter acontecido e na grande maioria dos casos elas passam por todas estas situações sem ter um apoio de um adulto capaz para ajudar emocionalmente e psicologicamente. Quando recebi meu filho, com 5 anos de vida, eu tinha muito claro que tudo aquilo seria novo para mim, mas muito mais novo e desafiador para ele. E neste momento, eu e o Enrique, tínhamos que ser as pessoas referências para que ele se abrisse ao novo, com paciência, amor e dedicação. Nós tínhamos que reconstruir a vida da criança, não podíamos querer que ele fosse como um boneco, que moldávamos seus modos, comportamentos, falas e tal. Tínhamos claro em nossos corações que íamos aprender muito com nosso filho e nenhuma verdade era tão verdadeira que não pudesse ser descartada e repensada. Juntos os três (3) decidíamos a cada momento como resolver as coisas, lógico que em muitos momentos tivemos que agir com a autoridade nata dos pais, mas em muitos outros cedemos, descemos ao nível da dor daquele coração, ou da infantilidade e imaturidade daquele pequenino homem para aprendermos com a sua personalidade. Sim, as crianças podem nos ensinar muito e, digo de coração aberto, meu filho me fez uma nova mulher, quebrei muitos paradigmas, refleti sobre conceitos, me reinventei e gosto muito mais da mulher que sou hoje. Tiveram momentos que ele nos colocava em encruzilhadas e não sabíamos como agir, buscamos ajuda de amigos e de profissionais, mas o mais importante, nunca rotulamos. Qualquer atitude inadequada que ele tivesse não significava um rótulo, mas sim uma oportunidade para juntos em família formarmos melhor aquele menino. O que vejo acontecer em muitas famílias e relações é a criação de rótulos, porque uma pessoa falou ou agiu de uma determinada forma ela ganha um rótulo e vira aquilo por toda a sua eternidade. Eu não gosto de rótulos, e não sou os rótulos, sou muito mais do que uma atitude, uma ação, um dia. Sou uma vida, uma história, uma junção de pensamentos, aprendizagens e sentimentos. Assim penso e assim levo as minhas relações em casa, no trabalho e na vida.

    Muitos reclamam do processo de adoção e dizem que a justiça demora para que as crianças sejam postas ou liberadas para adoção. Em nosso caso, a justiça deu todas as oportunidades para que a mãe biológica pudesse se ressocializar e ter a oportunidade de seguir com ele em uma vida com mais segurança. Com outras crianças que estavam abrigadas na mesma época do nosso pequeno, vimos a justiça tentando alternativas para que a criança seguisse junto a sua família biológica, eles entendem que manter este laço é o ideal para a criança. A mãe de nosso pequeno, tentou por um ano se reabilitar, ter um lar fixo, um emprego, tudo com o apoio de instituições indicadas, mas no final vencida, sem forças para seguir ela liberou ele para adoção. Aqui está a diferença, ela teve um gesto de amor nobre, reconheceu sua limitação e liberou seu filho amado (todos no abrigo nos contavam como ela era carinhosa e amava ele) para que não vivesse daquela forma e fosse entregue para outra família. Não nos conhecemos, quando surgimos na vida de nosso filho ele estava totalmente liberado para adoção. Infelizmente os casos não são parecidos e muitas crianças ficam nos abrigos esperando que um familiar a acolha em definitivo, são diversas situações que prendem as crianças e a justiça fica presa, limitada em recursos, sem poder destituir as famílias. Acredito que em muitos casos se perceba, a olhos claros, que a família não terá condições de dar o básico para a criança, e deveria haver alguma forma da justiça acelerar estes processos de destituição. Mas ao invés de criticar, prefiro ajudar contar minha história de sucesso e amor, e ser esperança para outras famílias. Se não posso ajudar, não vou atrapalhar.

    Muito bem, uma vez que estávamos de posse do certificado, começamos a buscar nosso filho, visitando abrigos no Rio de Janeiro. Era como se estivesse grávida, o coração batia forte a cada sábado ou domingo que visitávamos um abrigo. O coração sofria com o futuro que parecia reservado a tantas crianças abrigadas, como disse antes, nem todas estão liberadas para adoção. Um dia chegamos a um orfanato no Jardim Botânico, na rua Faro. Ali, umas poucas freiras cuidavam de outras poucas crianças, não tinham mais de sete crianças. Neste lugar cheio de preciosas árvores, que parecia esquecido pelo mundo, numa região nobre do Rio de Janeiro, eu me encantei por um menino e Enrique se apaixonou por uma menina, com um pouco de conversa descobrimos que eram irmãos e que tinha mais uma menina, aquele pequeno núcleo famíliar era composto por uma pequenita espoleta de 2 anos e meio, um menino encantador de 7 anos e uma princesa desconfiada de 12 anos. Era muito, não podíamos receber as três crianças de uma única vez em nossas vidas, não teríamos como pagar colégio, saúde para todos, nosso apartamento era um pequeno sala e quarto em Botafogo e eu trabalhava cerca de 10 horas ao dia. Impossível!!! Nesse dia decidimos que não poderíamos seguir buscando nosso filho daquela forma, porque nos apaixonaríamos por todas as crianças e daríamos esperanças para cada uma. Não podíamos ser portadores de mais dor para aquelas criaturinhas e, tampouco, podíamos escolher um filho. Um filho não é uma roupa que vou à loja, provo e escolho a que melhor se adapta comigo. Não posso escolher o da barriga, sendo assim, o do coração muito menos seria escolhido. Naquela noite, chegamos em casa e da minha cama, olhando o céu eu pensei:

    Vamos ficar na fila, esperando a nossa vez, o filho que está determinado para ser nosso vai aparecer. Assim será! – E assim foi, ficamos 2 anos na fila de espera, até que um dia resolvemos ligar par ao juizado de menores para me informar se precisava revalidar o certificado pelo tempo que já estávamos cadastrados, a pessoa que me atendeu perguntou do nosso perfil e quanto tempo estávamos na espera. Se espantaram que com um perfil tão abrangente ainda estivéssemos esperando. No dia seguinte à minha ligação ela me chama e diz que tem uma criança no Romão Duarte, disponível para a nossa visita. Fomos até ali e, era ele, o menino que de alguma forma eu conhecia de outras vidas, de meus sonhos. Era aquele rosto que eu esperava, aquele sorriso, tudo nele era perfeito e se encaixava com o que sempre quis sem saber que queria. Era ele!!!! Nos pediram para ler sobre sua história, uma criança com 5 anos e uma vida já cheia de sofrimentos, mas que sorria com o sorriso mais lindo do mundo, como se a dor e o passado não fizessem parte daquele corpo. Nos questionaram se mesmo depois de ler ainda queríamos ser seus pais e “claro, claro que sim” é o que dizíamos. Nada nos tiraria da ideia fixa de que aquele menino era o que esperamos por 2 anos mais o tempo da certificação.

    Sim, de verdade acredito nisso. Acho que em algum momento lá no céu, numa grande mesa redonda e branca, sentamos todos; Enrique, Luiz Felipe, eu, os pais biológicos, ainda estávamos acompanhados da alguns bons amigos espirituais que auxiliaram naquele momento e, juntos definimos que eu e Enrique não poderíamos ser os pais biológicos do Luiz Felipe, mas que ele era o nosso filho, determinado em outras vidas e que de alguma forma aqui o encontraríamos. Os pais biológicos do Luiz Felipe, seriam apenas pessoas instrumentos para que ele chegasse até nós, mas nos perdemos uns dos outros e ele demorou um pouco mais. Mas o Universo e Deus, trabalharam lá de cima e enfim nos encontramos. Sempre contei esta história para meu filho e, de verdade é a história que acredito.

    Muito bem, acho que já podem entender que adotamos por nossas crenças e pela desejo de ter um filho, não para atacar a família com uma criança que não tem nosso sangue nem nossa raça. Aliás, vamos combinar este papo de raça – pra mim – é a coisa mais ultrapassada do planeta! Somos todos iguais, como digo: temos dois braços, duas pernas, dois olhos, um nariz, um rosto e uma boca. Pequenas diferenças em cada um, que é o que nos faz únicos no mundo, mas só isso, no final somos todos iguais e depois quando morrermos voltamos ao pó.

    Você deve estar se perguntando porque escrevo isso, mas sim, de verdade, tiveram pessoas que disseram que adotamos um menino negro para afrontar. Minha resposta só é uma, as costas. Não dependemos de nada, nem de ninguém para nos ajudar no dia-a-dia com nossa casa e filho, não dependemos de ajuda da família. Erramos em muitas coisas, eu principalmente, sou a que mais erros cometi na vida, pago por meus erros e também aprendo com eles. Mas também tive muitos acertos e assim levamos a vida, caindo e levantando, mas uma coisa tenho clara, a construção da minha família é na base do amor, não em imposição e ameaças.

    Agora sobre o segundo ponto, eu falei que ia ser textão. Algumas pessoas já me disseram por palavras retas e tortas que estamos investindo no nosso filho e nos mudamos para a Espanha para que ele fosse um jogador de futebol famoso. É, eu gosto de ver o futuro, estudo o tarô e a numerologia, mas não tenho nenhuma certeza e muito menos garantia, se tudo o que descubro nesses estudos realmente vão se concretizar, afinal existe o livre-arbítrio.

    Se perguntado, o Luiz Felipe, como outras tantas crianças vão dizer que quando crescer serão jogadores de futebol, cantores, atores e muitas outras profissões de glamour, mas quem nos garante que chegarão lá? O que de verdade não faço é limitar os sonhos do meu filho, se ele quer, que lute por seus sonhos. Mas deixo claro, tem que estudar e ter plano A, B, C, D, E, F e tantos outros necessários para que a vida não fique parada e perdida no meio de um sonho de criança. Vou além e digo, que ele seja o que ama, que ele trabalhe com o que lhe encanta, que nunca perca o sorriso no rosto, aquele sorriso que me conquistou. Não tenho como saber, nem com minhas cartas do tarô se ele será um jogador de sucesso, famoso e milionário. Nas cartas tenho os sinais que me bastam, que ele será feliz e realizado. Ser feliz e realizado para ele pode ser diferente do que seria para mim e para outras tantas pessoas. Por isso lhe ensino a lutar por seus sonhos, mas sempre ter alternativas para caso este sonho e plano falhem em algum momento e também para o caso dele mudar de sonho. Não temos como saber se ele terá a altura ideal para um goleiro, não temos como prever se ele continuará sendo bom como é hoje e que não vai aparecer nenhum outro que seja muito melhor que ele. Neste meio, as oportunidades são pequenas e não sei se estaremos no lugar certo e na hora certa, como também não sei se isso está escrito no destino dele.

    O esporte na vida dele tem função terapêutica, gasta energia que sobra em seu corpo para que depois em casa ele possa ficar mais calmo e centrado para as tarefas de casa e do colégio. Ele escolheu o futebol, eu lhe dei todas as alternativas e possibilidades, mas ele decidiu e se dedicou a cada treino, cada conquista, por isso o mantemos e o incentivamos no futebol. O esporte socializa, educa, fortalece o corpo e a mente, prefiro que faça esporte que tome remédios para controlar a ansiedade, a falta de foco e o colesterol. Ele é uma criança, e se diverte e faz amigos com o esporte, então que siga fazendo disso um impulso para ser uma pessoa melhor. Eu digo que sua meta é estudar e ser feliz, fazer o bem e ter valores que o destaquem no meio da multidão. Ser mais um, igual a todos, não! Não há mais espaço no mundo para quem faz igual ou pouco.

    Nos mudamos para a Espanha, porque não gostávamos do Brasil que nosso País estava se tornando, não estávamos vendo a luz no final do túnel e nos preocupamos com o nosso futuro. Nos mudamos para a Espanha porque era o País possível, Enrique e Luiz Felipe têm nacionalidade espanhola. Se aqui vim por causa do meu filho? Sim, de certo modo sim, pois o futuro dele no Brasil estava comprometido. Aqui ele tem mais oportunidades de vida, mais qualidade de estudo e de vida. Aqui temos mais segurança e tempo para viver em família.

    Nosso maior ganho aqui, foi exatamente isso, a possibilidade de vivermos mais em família. O tempo aqui corre de forma diferente, temos mais tempo para fazer tudo o que precisamos, comemos sempre em casa e juntos, os três a mesa. Temos tempo para conversar e acompanhar o crescimento e formação do nosso filho. No Brasil não percebíamos, mas a educação do nosso filho não seria a mesma, não teríamos o controle e a participação que aqui conseguimos. Os hábitos de vida e a possibilidade de viver num condomínio grande, repleto de segurança e laser que nos permitia deixar o filho no play com outras crianças, a principio parecia bom, mas agora percebemos que cobraria um preço com o passar do tempo e seria na união familiar e na formação do nosso filho. Um preço que hoje avalio e acredito que seria caro e indesejado. Aqui, pelo estilo de vida diferente, horário de estudo, frio e chuva, a vida se passa muito em família, e assim, tenho todas as chances de estar junto do meu filho, conhecendo seus pensamentos, atitudes e formando seus valores.

    Como disse antes, esse texto é um desabafo, por todas as besteiras que já ouvimos, mas além disso é um recado para nosso pequeno grande menino. Quero dizer que estou feliz pelo menino que você se torna a cada dia. Responsável dentro da sua preguiça. Feliz dentro do seu humor rabugento. São fases, eu também fui assim, e um dia acordei e joguei fora o mau humor e a preguiça. O que você não deve jogar fora – nunca – é o seu encantamento, seu sorriso, seu amor pela vida, isso é a tua luz. Te amo, te amo, te amo!

  • Um dia melhor que o outro.

    flor a pedra

    A vida é curta demais para viver presa ao passado, a pensamentos negativos, a tristeza e em tarefas que não te encantam.

    É verdade que algumas tarefas, que não me encantam, precisam ser feitas. Como passar roupa ou cuidar de casa no meu dia de folga do trabalho, ou ainda, sentar com o filho e estudar quando o que mais quero é uma cama ou um passeio em família. Quando falamos que a vida é curta demais para se envolver com o que não te valoriza, pensamos direto em largar estas tarefas, mas não podemos ser frívolos em abandonar o que faz o nosso dia-a-dia e família melhor. Cuidar da casa, para mim é fundamental. Gosto de uma casa limpa, organizada e cheirosa. Ver meu filho entendendo o que está estudando e envolvido comigo é mais que fundamental, é essencial.

    Então, o que posso largar para viver melhor?

    A começar, posso eleger que vou controlar meus pensamentos para que sejam o mais positivos e esperançosos possíveis. Posso selecionar o que leio e os programas de televisão que vejo. Posso evitar pessoas que não me façam bem, que suguem minha energia, que tenham inveja, que não me valorizem. Posso entender que algo no momento não vai bem, mas tudo na vida é passageiro, inclusive este momento. O chefe que não me tratou bem, o dinheiro do mês que acabou antes da hora, ou o salário baixo, tudo isso é passageiro se me envolvo para fazer do meu amanhã um dia melhor. Sim, meu chefe é passageiro, hoje não pensamos mais em ficar a vida toda em uma empresa e nos aposentar, ficar na mesma atividade com o mesmo salário, pior ainda. Mas para conseguir que meu dia de amanhã seja melhor que o meu dia de hoje, preciso de verdade me dedicar a fazer o que me aparece bem, ser honesta, ser ética, ter valores de qualidade são fundamentais para que a sua vida caminhe conforme os seus sonhos.

    Ah, falando em sonhos, não acredito em milagres sem trabalho. Então sonhos mirabolantes não entram na minha crença de conquista. Ter uma Ferrari na garagem, uma casa de 6 quartos, viajar o mundo todo e não trabalhar não é um sonho real, não nasci e nem casei com milionário. Porém, sonhar em ter uma casa com jardim para que o meu pequeno Rufus possa correr e se divertir, sim é possível. Sonhar em ter um carro melhor, sim também é possível. Mas isso tudo é consumo, e quero muito mais da vida do que apenas consumo. Quero ser a melhor mãe que meu filho pode ter, para isso tenho que dia-a-dia, me dedicar, trabalhar, cuidar e aprender. Sim este sonho é real e me torna melhor. Quero ser uma melhor profissional, uau, mais que possível, hoje com a experiência que tenho sei que sou uma pessoa dedicada, responsável e comprometida, posso conseguir. Ser melhor esposa, melhor amiga, sim todos sonhos viáveis. E viajar, conhecer lugares, aprender idiomas… sim para isso preciso de dinheiro e muitos podem dizer, consumismo. Para mim não, viajar e aprender idiomas, hoje é me fazer uma pessoa maior. E, é em busca disso que estou! A casa ficará para um dia, o apartamento feinho que mora me protege do frio, do calor, da chuva e me propicia bons momentos com minha família. O carro velhinho, que nem é tão velhinho assim, está com o motor perfeito e nos leva a lugares que nunca conheci, é o começo das minhas longas viagens pela Europa.

    Portanto, vivo a vida, uns dias tristes porque o trabalho ainda não me satisfaz, mas logo o que busco chegará. Posso dizer que hoje este trabalho que quero está mais perto de mim, que estava ontem, e amanhã estará mais perto. Não acredito em milagres, mas acredito em destino e este trabalho está no meu destino, e cada dia estou mais perto de conseguir.

    Para amanhã segunda, eu desejo que todos nós possamos acordar, abrir a janela, olhar para o céu e, independente de como esteja o dia, dizer: “Obrigada por mais uma noite, obrigada por mais um dia! Hoje eu farei melhor que ontem e amanhã, melhor que hoje.” E, com um sorriso no rosto e a certeza de um dia melhor, fazer todas as tarefas que dependem de mim.

     

  • hoje

    caminho_rio

    hoje me sinto triste, perdida, pequena.

    não consigo sair da cadeira, meus pés não alcançam o chão.

    percebo o chão fluindo, como um rio, que leva suas águas para banhar outros lugares.

    não sou sempre assim, apenas quando algo me impede, quando eu me impeço de caminhar.

    o medo me trava, e por isso não grito aos cantos do mundo que quero me libertar.

    eu sei o que me trava, mas levo uma bagagem que não posso permitir que naufrague comigo, por isso insisto no caminho que me trava.

    mas estou travada e não consigo seguir.

    preciso descobrir como me destravar,

    preciso encontrar a trava para baixar a cadeira e conseguir por os pés no chão.