Categoria: Viver no Exterior

  • Carta a Flávia 1

    Hola Cumadre,

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    Como te echo de menos. Que saudades! Si, es lo que ves, te escribo en castellano y tendrás que comprender todo, jajaja. Puedes me contestar en portugués, no pasa nada. Pero mis respuestas serán en castellano, tengo que esforzarme a cada momento para escribir mejor.

    Amiga mía, como me haces falta, llevo 2 años en España y no tengo amigos hasta ahora. La vida fuera de nuestro País es muy dura, hay muchas cosas buenas, pero hay que tener mucha fuerza para superar situaciones que nos imponen el cambio de País. Mismo con toda la documentación, aquí soy una eterna brasileña, una extranjera.

    Como está la vida por ahí? Los niños? Edu? Tu madre? Besos a todos!!!

    Aquí ya estamos con frío y lluvia, ni empezó el invierno pero ya hace mucho frío, dicen que tendremos el peor invierno de los últimos 100 años.

    Enrique sigue sin trabajo y yo estoy trabajando como comercial en una multinacional. Mi trabajo es duro, la venta que hacemos en esta empresa es de puerta en puerta. Por la mañana tengo que visitar comercios a pie de calle y por la tarde voy de vivienda en vivienda. Recibimos muchos nos por la cara, pero con esfuerzo y argumentación saco las ofertas y ventas necesarias. Tengo mucho que aprender aun, hay mucho espacio para crecer en esta empresa y espero no tardar mucho en esto. Hoy mi sueldo es muy bajo y como Enrique no trabaja lo que gano tengo que hacer milagros para llegar al fin de mes. Una situación que ha mucho no vivía en Brasil. Tu lo sabes bien, en Brasil ganaba bien, pero como tenía muchos gastos y el coste de vida es muy caro, no tenía para lujos pero teníamos una vida confortable.

    Tu ahijado está gigante, mayor que Enrique y empieza la dura fase de la adolescencia. No quiere estudiar y hay que tener mucha paciencia con él al mismo tiempo que darle duro para que estudie y no perca las oportunidades de la vida. Tengo la percepción que ser madre hoy es mucho más difícil, tampoco es fácil ser un joven. Hablamos que los niños tienen que ser niños, pero las dificultades para el mercado laboral hace con que los niños y jóvenes que tengan ilusión por algo en la vida luchen desde muy temprano. Luiz Felipe sigue con la ilusión con el futbol, este año cambió de equipo, fue para una que disputa la liga gallega, lo que hace que entrene 3 días y tenga partidos muy disputados sábados y domingos. Ni siempre quiere entrenar, le explico que si no entrena puede perder la oportunidad de estar en una equipo buena, tiene que dedicarse y trabajar mucho, pero él no tiene la madurez necesaria para comprender y aceptar. En mi trabajo tenemos muchos objetivos y controles, trabajamos con metodología de ventas para control y crecimiento de cada uno, intento enseñar a Luiz Felipe y hacerle seguir un camino más ordenado, para su propio bien, pero le falta la madurez. Puedo estar engañada, pero tengo la percepción que aquí los niños son trabajados desde muy temprano a dar resultados. Ahora Luiz Felipe está al instituto, que seria la 7a de Brasil, y desde el colegio ya tenia ingles en nivel más alto que el dado en los colegios de Brasil. A mayores ya les enseñaban a hacer plan mental (mapa mental), para mejor comprensión de las asignaturas. Yo nunca he aprendido a hacer uno. Ahora al instituto, a mayores del castellano que él ya domina pero tiene mucho que aprender aun, tiene clases de gallego, inglés y francés. Todos los días su clase empieza a las 8:45h y finaliza a las 14:30h. Martes tiene clase por las tardes de 16:30 hasta las 18h. Que te parece eso? Yo lo veo bien, la cuestión es la falta de madurez, para mi lo que falta a Luiz Felipe es eso. Una lastima que no hay pastillas de madurez para comprar a farmacia y no sé que hacer para que él conquiste la comprensión y la madurez que necesita. Y tus niños, Bia y João?

    Has percebido que cuando hablo de tu ahijado siempre digo que le falta madurez? Pues si, creo que será una gran persona, cuando conquiste la madurez que necesita.

    Bueno, esta fue una carta para decir lo cuanto te echo de menos y darte un poco de informaciones de aquí. Hace mucho que no hablamos, con la diferencia de horas dificulta en mucho, ya por aquí tu puedes me contestar sin disculpas. Ya sé que te lías con el trabajo y la vida, no me venga con justificativas tontas, jajaja.  Si, estoy metendo presión tal como recibo al trabajo… jajaja.

    Te dejo, mañana tengo que trabajar y ya son 00:25h por aquí.

    Muchos besos a todos y uno especial para ti con un gran abrazo.

     

    p.s.: imagen usada sacada del enlace: https://camilaum.wordpress.com/2009/10/02/um-caminho/

     

  • BEDA #17 + Reto de los 100 días #17

    De porta em porta

    Já te contei do meu trabalho aqui na Espanha?

    Toda pessoa que vai mudar de País tem que estar preparada para tudo o que possa aparecer em sua vida. Se, um dos objetivos da mudança é começar uma vida nova e buscar trabalho no novo País, é importante que venha legalizado. Eu recomendo!!! Acreditamos que chegando em outro País a vida rapidamente se organizará e, muitas vezes acreditamos que vamos encontrar as oportunidades dos sonhos fora da nossa casa Brasil. Acreditamos nas histórias dos filmes, só pode ser. Em partes, eu também acreditei, pois vim pra Espanha com documentos, marido e filho espanhóis, e lugar próprio para morar. Pensava que chegaria aqui e qualquer empresa me contrataria, pois tenho experiência no Brasil com grandes empresas, grandes contas e que seria uma vendedora que em 1 mês já estaria trabalhando na melhor gráfica local e ganhando bem. Inocente!!!! A realidade foi outra. Demorei para conseguir um trabalho e o primeiro não foi nada bonito, a situação de trabalho era tão ruim que não coloco esta experiência no meu currículo e não suportei mais do que 15 dias ali.

    Percebi melhor a situação, quando perdi uma oportunidade de trabalho que colocava como requisitos mínimos coisas que para mim eram mais que garantidas; comercial bilingue  português/espanhol além de ter conhecimentos técnicos de processos de impressão. Vamos combinar? O Universo conspirava a meu favor, este anuncio tinha sido criado pra mim, eu era a pessoa que eles buscavam e, esta era a vaga que eu buscava. Estava super radiante, passei pela primeira entrevista, com uma pessoa de Madrid, não tive nenhuma dificuldade para falar o espanhol, nem para compreender o que a pessoa falava. Fiquei super confiante acreditando que naquele meu segundo mês de Espanha eu já seria contratada por uma multinacional e seria a pessoa de vendas de todo o norte da Espanha. Nada me assustava, estava confiante. O tombo foi duro, não acreditaram que eu seria capaz, por ser mulher, mãe e estrangeira, deram a vaga para um homem espanhol, que tinha bem menos conhecimento técnico que eu. Não digo que isso passe em 1100% dos casos, mas sim garanto que em muitos casos, preferem primeiro dar a vaga para uma pessoa local, de nascimento e vida. Hoje depois de 2 anos de Espanha, tenho isso claro, pois escutei de diversas pessoas. Já ouvi muitas histórias e conheci muitos estrangeiros por aqui, a maioria conta o mesmo.

    Fato é, meu currículum aqui não era valorado e, algumas vezes não foi considerado, pois minha experiência não é local, não é possível pedir referencias ao meu antigo empregador ou a seguridade social (que seria o nosso INSS). Aqui, como não temos uma carteira de trabalho, para comprovar que trabalhamos nas empresas que informamos no currículum, pedimos para a seguridade social um relatório que indica todos os pagamentos da contribuição social e porque empresa foi feito. Como eu não tinha, não conseguia comprovar.

    Para começar a me movimentar por aqui e ganhar algum dinheiro, fui trabalhar como extra num hotel 5 estrelas. Ali me consideravam velha, pois só contratavam fixo as mulheres com menos de 30 anos, as outras eram chamadas para momentos específicos de alta, na época do verão. Ali fiquei 4 meses. Sai porque ganhava muito pouco e sobria muito de dores no corpo. O trabalho de camareira, embora parece ser simples, não é. A exigência é alta por qualidade e velocidade. Eu não conseguia. A falta de experiência e a minha coluna toda destruída não me permitiam fazer com agilidade, só cumpria o requisito da qualidade, mas o outro era fundamental. Sabia que ao final do verão não ficaria e sai, fui trabalhar no bar que montamos por indicação. Este foi o pior período de minha vida aqui na Espanha. Trabalhávamos todos os dias de 07:30h até no mínimo 22 horas. Não descansávamos, não passeávamos e ganhávamos muito pouco dinheiro. Não compensava a quantidade de trabalho e estresse para tão pouco dinheiro. Fechamos o bar e comecei a trabalhar na empresa que já estou há 8 meses.

    Esta empresa tinha me chamado para uma entrevista na semana que assinamos o contrato do bar, por isso recusei a oferta naquele momento. Agora, depois de fechar o bar, ela me chamava novamente e queria que começasse de imediato. Ali fui. Hoje vendo sistemas de alarme para o pequeno comércio, casas e apartamentos, a maiores de um\ tele assistência. O modelo de venda é feito exatamente como na foto acima. Chamando casa a casa, negócio a negócio, apartamento por apartamento. Para se dar bem nesse tipo de venda as exigências são muito elevadas:

    • resistência a pressão;
    • resistência aos nãos e frustrações;
    • a pessoa não pode ter vergonha e nem se dar desculpas por não fazer as tantas mil portas ao dia, afinal são estas tantas portas é que farão com que um número muito pequeno de pessoas ter escutem por completo e, um número ainda menor, de pessoas que te deixem falar de preço.

    Nesse trabalho não há tempo ruim, seu animo, sua determinação, sua capacidade de argumentação e a resistência sempre devem estar no mais alto nível. Você tem que ser capaz de se auto motivar a cada segundo. O que não é fácil, confesso que alguns dias me venho a baixo, principalmente quando lembro o trabalho confortável que fazia. Mesmo com as largas noites que passei em gráfica, minha vida anterior sempre foi muito mais fácil que a de agora. Como sempre, gosto de pensar muito na vida, questionar, analisar. E rapidamente percebi que não tenho outra opção, ou encaro, ou encaro. Esta é a minha única opção de vida, o dinheiro não nasce em  árvores, como dizia minha mãe.

    Quando estive no bar, acabei ficando com uma depressão muito forte e precisei tomar remédio. pois é, conversando com meu médico de cabeceira aqui na Espanha, chegamos a conclusão que não deveria ter parado, preciso desta medicina. Por alguma questão meu organismo não está se relacionando bem com tanta mudança, tanta exigência, tanta dificuldade, tudo inerente a uma vida nova, num País novo. E, foi assim que voltei a tomar a pastilha da depressão. Voltei hoje. Sei que os próximos 15 dias serão complicadinhos, a adaptação do corpo a este remédio é difícil. Mas vou superar, sou guerreira e vitoriosa. Já venci muitas e esta vencerei também!!!

    Se quiser conte aqui, nos comentários suas experiências profissionais fora do Brasil. Quem quiser pode contar suas histórias de superação da depressão. Vou adorar conhecer algo de cada um de vocês.

    Um grande beijo.

     

  • BEDA #15 + Reto de los 100 días #15

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    Olha, não quero fazer um post daqueles tristes, que todos fugimos. Hoje com as mídias sociais, só queremos ver coisas bonitas para invejar a vida do vizinho, afinal, a grama do vizinho é sempre mais verdinha, né?

    Para a alegria dos invejosos de plantão, tenho uns que me seguem nas redes sociais, que (rindo aqui) vão ficar felizes com o relato que vou fazer agora.

    Não, minha grama não tá verdinha. Pode ser que para outra pessoa esteja, mas para mim, para minhas expectativas de vida, não está!!! Em muitos momentos penso muito se fiz besteira em vir pra Espanha, acho que não, pois todos os amigos que ficaram no Rio de Janeiro dizem que ali está absurdo de ruim. Mas a verdade é que aqui a coisa não está nada boa, volto a dizer, para as minhas expectativas.

    Quando me mudei, tinha ilusão de uma vida diferente em muitos aspectos. Esperava mais facilidades, afinal já vim com documentação e com lugar para morar, mas que nada, tá sendo difícil pra caramba. É muito difícil fazer amigos, muito difícil conseguir trabalho de qualidade pra mim e mais difícil ainda, conseguir trabalho para o Enrique, que já está há 2 anos parado.

    Em alguns pontos, aqui estou muito melhor que no Brasil, um deles demorei uns 6 meses para perceber. No Brasil já estava tão acostumada com a falta de segurança que não vi que estava com um comportamento beirando a neurose, tudo por hábitos que fui adquirindo para me sentir mais protegida. Ali já não usava relógio e nenhuma outra jóia, nem que fosse de pouco valor. Também não falava ao celular na rua, se um cliente me ligasse, eu sentiria pela vibração e entraria em alguma loja para atender, jamais na rua.  Aqui, tudo mudou, posso andar na rua as 3 ou 4 da madrugada, com celular na mão, relógio, anel que nada me acontece. Sei que se estivesse em Madrid ou Barcelona não poderia fazer, mas tampouco faria se estivesse numa Cidade de interior no Brasil. Ou seja, sim, vivo num lugar muito tranquilo. Como disse, demorei 6 meses para perceber, para cair a ficha e, pouco a pouco, desacelerar.

    Saúde e educação, são outros dois pontos a considerar, e que são muito melhores quando comparados com os do Brasil.  Do meu ponto de vista a saúde pública daqui é similar a privada do Brasil, e a educação pública, é superior a de muitos colégios privados no Brasil. Eu acredito que nossa analise de bom ou ruim é sempre com base em experiências anteriores. os espanhóis reclamam porque a qualidade tanto da saúde como do ensino já foi melhor do que é hoje, mas para mim, que posso comparar com o que tinha no Brasil, digo que aqui estamos muito melhor.  Os dois serviços são públicos e funcionam de igual a superior que os particulares, o que me dá muita tranquilidade, sei que meu filho sempre estará bem assistido aqui.

    Só que a vida não é só isso, e aqui muitos dias me sinto triste, muito triste. Não sou apaixonada pelo meu trabalho daqui e sinto falta da rotina de trabalho flexível que tinha. Sinto falta do trabalho criativo que fazia com muitos dos meus clientes. Sinto falta  do meu escritório em casa, do armário cheio de amostras, do café que tomava quando estava falando com alguma pessoa, do cigarro que fumava na varanda quando parava para ver as árvores do condomínio. Sinto falta do trabalho bem feito e bem remunerado.

    sinto falta

  • BEDA #12 + Reto de los 100 días #12

    a2e619faa9d2f4a4a8adec45f802859fNo Brasil deixei de fumar, depois voltei, tornei a deixar e assim levava a vida. Um dia de cerveja fumava, depois ficava dias sem um cigarro e sempre tranquila. Quando estava para me mudar para a Espanha, nervosa com tudo o que tinha por fazer, fumava 1 carteira ao dia e me prometi que não fumaria aqui na Espanha. Oh, que bobinha fui.

    Ao chegar na Espanha me deparei com um País que fuma muito mais que no Brasil. Bom, na verdade não sei se todo o País, Galícia que é onde vivo e Santiago de Compostela… sim, as pessoas fumam muito, os cigarros são caros e muito mais fortes que no Brasil.. Aqui voltei a fumar, e agora que estou há 10 dias sem cigarro…. sinto a ansiedade e a falta do cigarro como nunca senti nas outras vezes que o deixei. Não sei dizer se isso passa por ser um cigarro mais forte do que eu fumava no Brasil (lá fumava Free e aqui fumo LM, não existe o Free por aqui e não encontrei nenhum similar) ou se é pelo nervoso que vivo com tantas coisas por resolver e probleminhas que tenho na vida.

    Seja como seja… estou determinada a vencer este vício.

    E você, que vício quer vencer? Te convido a nos juntarmos para passarmos as barreiras iniciais da quebra do vício. Que te parece?

  • BEDA #10 + Reto de los 100 días #10

    as pessoas e suas mascaras

    Naturalmente tenho o costume de dizer para meus meninos (marido e filho) que desculpas são justificativas para o fracasso. Sim, sei que sou muito exigente, isso piorou um bocado ao trabalhar com vendas, com tantos objetivos e metas tão duras. As empresas não te colocam metas fáceis, o fácil acomoda, o difícil te tira da zona de conforto. A questão é que há pessoas que suportam esta pressão por metas difíceis e outras que não suportam. Bom, meu objetivo aqui não é falar sobre as metas e as dificuldades de conquistar-las, nem falar da pressão e o que isso causa em nossas vidas. Usei toda essa explicação para dar mais entendimento para o que realmente quero comentar neste BEDA 10 e reto 10.

    • No primeiro dia do mês de agosto, no primeiro BEDA, disse que iria postar todos os dias para participar do BEDA de Agosto. Não cumpri.
    • No primeiro dia do mês, disse que por 100 dias seria positiva. Não cumpri, por muitos me senti muito triste e incluso percebi a depressão voltando a minha vida.
    • No primeiro dia do mês, disse que todos os dias faria algo que me deixaria feliz. Qualquer coisa simples, que me deixasse feliz. Não cumpri.
    • De tudo o que propus, só fiz uma coisa, não consumi refrigerantes (refrescos para os espanhóis).

    Minha lista de coisas a fazer em agosto, ou por 100 dias, não era grande nem muito difícil. Mas não cumpri, por algum motivo essa lista foi pesada demais para mim, e não darei justificativas. Simplesmente não consegui cumprir, senti as dores e tristezas e não fui forte o suficiente para sair desses sentimentos. O que não farei é me culpar, já carrego muita culpa na minha vida e não quero mais uma, ao contrário, quero tirar todas as culpas das minhas costas.

    Agora, sem cobrança, curtindo o momento, escreverei o que me vem a cabeça e ao coração, farei o que puder para que nos próximos dias eu poste. Se puder, ótimo. Se não tiver energia, primeiro cuidarei de mim. Por toda uma vida pensei primeiro nos outros e sempre me cobrei para fazer e fazer e fazer… por isso agora ando tão na linha da crise emocional.

    Percebi que aqui na Espanha, mais que no Brasil, tentei fazer amigos, criar vínculos e me violei com isso, deixando de ser ou de acreditar em coisas que são importantes para mim. Acredito na energia que me circunda, que me movimenta. Acredito no Reiki, acredito na meditação, acredito na carta ao universo, acredito em fadas, papai noel, duendes e em todas estas fantasias. Isso é o que me faz assim, como sou. Por escolha, consciente, não me abandonarei mais, não seguirei os passos e crenças de outros. Aqui encontrei pessoas muito distintas, com valores e crenças diferentes e, para me adaptar, me misturar e criar amigos, passei meus limites e menosprezei quem sou. Me perdoo, não me culpo, mas tiro a máscara e assumo quem sou, como sou e vivo minha vida.

  • BEDA #3 + Reto de los 100 días #3

    Casi me pasa el día y no escribo nada. Que horror!

    Hoy aquí en España tuvimos un día infernal, calor de 38 grados. En nuestra premera ola de calor ya contamos con 3 muertos. Es neste momento que tu vas me decir, pero como si en Brasil és peor el calor. Si, si que és. En Rio de Janeiro llegamos fácil a lo 45 grados, la cuestión es que estamos acostumbrados con las altas temperaturas y en general nos hidratamos más. Aquí, los cambios de temperatura son muy bruscos, la humedad está muy baja ahora en este momento y las personas que trabajan a calle, al sol, en obras o al rural, ni siempre tienen el habito de hidratarse y protegerse. Conto todo esto para que imaginen como fue hoy, trabajar a calle, picando puertas… infernal. No me fue posible comer, solo bebi agua, y cuando llegué a casa, muerta, cansada al extremo, tomé una ducha y me senté con mis chicos para ver una péli, Coco. L-I-N-D-A! LINDA A LO SEGUINTE!!!

    Después de ver esta película, tuve la más grata sensación de felicidad. Pasar este rato con mis chicos, disfrutando un helado mientras mirávamos la tele con las luces del salón apagadas y tanta hermosura en esta história. Qué experiencia, qué amor y qué trabajo más belo que tuvieron los de Pixar para hacer algo tan especial. Lo recomendo a todos, que reserven un tiempo en sus agendas ajetreadas para solos o, con las personas más queridas, descobrir una história tan-tan-tan….

    Y ahora los dejo con este otro vídeo que comenta detalles desta película.

  • Mariposas en el estomago

    mariposas en el estomagoHay un termo en español que me encanta, este más que otros, porque el castellano tiene unas palabras y frases muy simpáticas.

    “Mariposa en el estomago”, tener la sensación de que el estomago está lleno de mariposas. És lo mismo que decir que tiene mucha ansiedad, pero ansiedad por cosas buenas, que te emocionen, mismo que tenga miedo, pero te apasiona.

    Que ganas tengo de sentir mariposas en mi estomago, atualmente sinto presión y dolor en mi estomago, más por la tensión de los días y de los problemas.

    Cuando nos enamoramos sentimos, cuando estamos por concretar un sueño también. Creo que este año pueda sentir mariposas en mi estomago, por lo mínimo 2 veces, cuando mis conquistas y sueños se concretaren.

  • BEDA#27 – sentimientos del cambio

    sentimientos del cambio

    Cuando decidimos cambiar de País, decidimos España por la história de Enrique y su família. Por lo mismo motivo elegimos Santiago de Compostela. Al llegar aquí todo era novedad, conocer calles, arquitectura, hacer documentos y nos adaptar con el piso, colegio y todo más.

    Con el tiempo fue percebendo que me cambié para una Ciudad que és menor que el barrio que vivia en Brasil. Pasado más unos meses percebi que Galícia se puede comparar con Minas Gerais, más rural y con pocas oportunidades de empleo comparado con las zonas más industriales.

    Santiago és una Ciudad con muchas ofertas de trabajo en el sector de servicios y ventas, para los jóvenes, de mi punto de vista, eso és muy limitador, hay que buscar nuevos sítios y mejores oportunidades. Para mi, en especial, que soy comercial, tuve que buscar una buena situación, pues muchas ofertas no me sonaban creíbles. Hacer ventas puerta fría, como lo hacemos, és dura. La condición empeora mucho si tienes una empresa intermediando su relación con la empresa objeto de la venta, o si el producto o servicio ya está saturado en el mercado.

    Esta semana estuve pensando, podríamos ter hecho un cambio de ciudad o Provincia en Brasil, quizá podríamos ter ido para una pequeña Ciudad de Minas Gerais, São Paulo o Rio de Janeiro, en alguns aspectos seria similar al que vivimos aquí, pero en otros en definitivo que no. Confeso que mi adaptación no fue sencilla, los cambios de cultura y tamaño de la Ciudad fueron y son dificiles aun, pero aquí tenemos cosas que no hay no Brasil, como:

    • educación de calidad para nuestro hijo;
    • incentivo al deporte, el Consello tiene un gran centro deportivo – el Multiusos de Sar, por exemplo – para practica de diversas modalidades y los clubes y colégios apoyan a que los niños practiquen actividades no periodo de la tarde, cuando no hay clase;
    • sanidad publica de calidad. Los españoles protestan contra la calidad, perlo por mi punto de vista, comparativamente al que tenemos de sanidad publica en Brasil, aquí la tienen de maravilla. Para los españoles no es tan buena, pues ya la tuvieran mejor, y para eso protestan, lo que me parece muy bien, así se mejora lo que hay;
    • incentivo para la cultura (artes y literatura), aquí en Santiago tenemos una biblioteca muy grande donde podemos coger libros emprestados, sin custo alguno. Siempre hay exposiciones y actividades culturales, muchas de ellas vienen indicadas en el enlace web do Consello de Santiago;
    • seguridad, por más que sepa de robos, atracos y situaciones de abusos, nada se compara con lo que vivia en Brasil. Hoy ando por la calle, hablo en mi móbil, uso reloj, tudo sin la preocupación y el miedo que tenia en Brasil;
    • por ultimo, precios accesibles. Los sueldos son muy bajos, comparado principalmente con otros Países de Europa, pero tenemos condiciones de vivir con dignidad y comer con calidad. Aqui un sueldo mínimo no es suficiente, pero se hace muchísimo más que con un sueldo mínimo en Brasil.

    Podría me quedar días relacionando cosas distintas de los dos Países, pero lo que quiero que sepáis es que, aquí vivo más tranquila y no creo que en una pequeña Ciudad de Brasil lo seria capaz. Pasados 4 meses que vivía en Santiago, hoy tengo 19 meses, he percebido que era una persona neurótica en Brasil, la tensión que vivia cuando salía a calle o tenia mi marido o hijo a calle, eran brutales, ya las tenia en mi interior y no las percebia, con los meses aquí me noté rara y percebi que por las noches dormia mejor, que caminaba más, que tenia mis muslos más sueltos y que aquí comía mejor. Como resultado, al largo deste tempo que estoy en España adelgacé cerca de 12 kilos y me sinto mejor conmigo misma.

    Para todos los que tengan ganas de cambiar de Ciudad o País, recomendo. Por más que sea difícil, que doa, se aprende mucho. Y deste aprendizado crescemos. Hay que tener la mente abierta y tranquila

  • BEDA#22 – mudei para España, e agora?

    Como a maioria deve saber tem 1 ano e meio que moro na España, nesse período aprendi muita coisa, conheci lugares lindos e sofri com a falta de amigos e com a mudança de cultura. Mas tudo é nada no meio de tanta coisa nova e de tantas novas oportunidades na nossa vida e, principalmente, na vida do filho.

    Neste post quero que você me diga quais são suas dúvidas, o que quer saber? O que quer que contemos da nossa viagem? Da mudança? Da España?

    Espero suas dúvidas!

  • BEDA#8 – quando voltei para o minimalismo.

    Passada toda a turbulência do acidente fatal do meu Pai, segui vida e esqueci meus planos de fazer uma vida com conceitos minimalistas. Comecei comprando coisas para fazer a obra do apartamento, a idéia é que a obra fosse pequenina, mas acabou sendo completa por todo apartamento. Depois, decidi trocar de carro, Depois resolvi comprar umas roupas… e assim foi até que um dia, meu marido chegou em casa com uma decisão tomada. Vamos nos mudar do Brasil, você tem duas escolhas, ou vai, ou vai.

    Opa??? Como assim???

    cara-de-susto

    Sim, ele fez exatamente isso, decidiu mudar do Brasil para a Espanha e não me deixou opção de escolha, nem de negociação. Os motivos dele escolher a mudança são inúmeros, mas um deles, é a situação crítica que já se notava no Brasil e no Rio de Janeiro.

    Uma mudança desta magnitude significa ajustes na vida de forma brutal. Primeiro lugar tivemos que falar com o Consulado, fazer uma série de documentos o que me deu um prazo de 6 a 8 meses para termos tudo. Enquanto isso, definimos se íamos alugar ou vender o apartamento. Como uma vez fora do Brasil, não me via voltando, queríamos vender, para facilitar o fechamento da vida por lá. Mas não foi possível, a crise já estava na porta e não conseguimos comprador. Para alugar, já foi o contrário, a primeira pessoa que viu nosso apartamento se apaixonou e decidiu ficar com ele, porém, ela precisava do apartamento no inicio do mês seguinte, ou seja, teríamos 20 dias para liberar o apartamento para ela morar.

    Nesse momento a primeira palavra que me veio a cabeça foi: MI-NI-MA-LIS-MO!!! Por que não tinha reduzido minhas coisas ainda? Porque deixei isso parado? Agora seria tão mais fácil e rápido. Poucos dias depois de começar a anunciar tudo para venda, Selma, nossa amiga da agência de viagem me liga para lembrar que temos limites de malas, por pessoa são 2;  sendo 1 grande e 1 pequena de bordo. OU seja, teríamos 6 malas. Mas como não teria graça um Blog  chamado “umavidaem6malas”, e como não me coube tudo em 6 malas, tive que colocar o que sobrava, bem apertadinho em mais uma mala pequena. Assim nasceu umavidaem7malas.com e, assim voltei a ser minimalista. Foi tudo no susto.

    Num dos próximos blogs vou contar um pouco do ser minimalista na Espanha, quando se está começando uma vida nova. Se tiverem dúvidas ou quiserem contar alguma experiência pessoal, mão deixem de me enviar comentários.

    tag-minimalismo