Tag: Amor

  • a farsa – por ana franco

    que duvida, escrever. a quem quero enganar, não saio do lugar e quero estar no topo da montanha olhando a todos de cima. é o galego, é o espanhol, é o portugués, nem um idioma único eu hablo.

    sou a farsa do monte que vejo na minha frente, que diz na placa que tem um rio. um rio verde com uma ponte centenária sobre o rio que secou pela falta do seu amor.

    quem ama quem? ninguém, a vida é toda uma farsa. todos mentem. mentem que amam mas não sabem quem é o outro com suas preferências.

    três mulheres cantam com suas vozes agudas um ritmo mesclado, inovando o velho conhecido, conquistando os jovens e os velhos que querem ser jovens. elas cantam a falsidade, o amor e a dor. antes, as que foram elas no passado, cantavam as dores da fome. elas as dores do amor.

    eu escrevo para quem sente, como elas, que cantam para quem sente. pode ser dor de amor, dor de vida ou dor de viver. se não sente, aqui não é seu lugar. este espaço é de quem sente. sinta o que sinta, sinta o que queira sentir ou deixar de sentir, este é o seu canto.

    A.F.

  • Segue a luz

    Segue a luz

    Amigo lector, no he podido escribir este texto en castellano. Para este necesitaba poner en palabras toda la fuerza, pasión y amor que no sabría cuantificar correctamente sino escribiera en mi idioma materno. Espero que se pueda comprender todo lo que he dicho de corazón y que dedico a una de las personas más importantes de mi vida.

    Acreditavam que ela estava louca, acreditavam que ela era uma pessoa difícil e que o orgulho e o egoísmo moviam seus atos inconsequentes. Inconsequentes para quem? Como estas pessoas analisavam os atos dessa mulher?

    Ela foi criticada pela família, justo quem esperamos que nos apoie. Ela foi criticada pelos vizinhos, sem perceber que não importa onde estamos os vizinhos sempre são uma classe de seres humanos abomináveis, que se creem donos da verdade e da retidão humana. De tanto ser criticada ela se tornou uma pessoa fechada e rigorosa até que a loucura começou a invadir o seu viver. Ela se mudou para uma pequena cidade de interior buscando paz e ali a solidão e a idade sepultaram as esperanças de encontrar o que buscava.

    Sou filha da loucura. Sou filha da solidão. Sou filha do amor. Sou filha da força. Todas estas mulheres habitam o corpo desta que briga dia a dia com o anjo da morte, dizendo que ainda não é o seu momento. Ela tem 84 anos e 48 quilos, nos separam milhares de quilômetros. Quando conversamos conto o necessário, não quero que ela se preocupe demasiado, que inocente eu sou… Ela diz que sabe de tudo, sabe que as coisas aqui não estão bem. Costumo esquecer que ela é como as bruxas, que sabem o que vai acontecer antes da hora. Diz que tem pesadelos e por isso reza dia e noite pela nossa salvação. Diz que sente saudades, mas fica mais de mês sem atender minhas ligações, brigando mentalmente com imagens de torturas e mentiras inventadas pela sua cabeça que trabalha incansavelmente, loucamente.

    Ela não acredita, mas eu sou ela. Igual e diferente. Solitária em meio da multidão, lutando com garra para proteger a minha família e para conquistar meu espaço. E louca por causa das minhas crenças, como dizem por aqui. Eu sou ela, diferente porque pertenço a outra geração. Diferente porque tive outras oportunidades. Diferente porque tive acesso a aprendizados e estudos que ela nem sabe que existem. Simplesmente diferente porque tenho um nome e uma alma diferente.

    Toda noite, quando oro, falo para ela que descanse, que deixe de sofrer e siga a luz. Toda noite, quando oro, falo para ela ir em paz, que estarei bem e que a amo profundamente por ter me dado a vida e me ensinado tanto. Toda noite, quando oro, peço que ela me perdoe, que ela se perdoe e olhe a luz, ali ela vai encontrar a paz que ela não teve nesta vida. Ttoda noite, quando oro, digo que sei que ela não é louca, apenas uma incompreendida, que via e sentia coisas que os que estavam ao seu lado não entendiam. Eu entendo, vejo e sinto energias como ela, só não me importo com o que dizem os que estão ao meu lado, porque encontrei pessoas – talvez distantes – que entendem, escutam, veem e sentem como eu. E, que nesses tempos em que encurtamos as distancias com as tecnologias, tudo fica mais fácil. E mais fácil fica quando aceito ser diferente do outros. Ela não aceitou ser diferente, ela não entendeu que era diferente, ela brigou e sofreu. Se fez bem ou mau, pouco me importa. Ela fez o que seu limitado conhecimento da vida lhe permitiu. E por isso digo:

    -Segue a luz mãe. Descansa e deixe de brigar com Azrael, o anjo que está ao seu lado te esperando. Saiba que eu eternamente te amarei e serei agradecida por ter sido minha mãe, por tudo o que me ensinou e por todas as vezes que me protegeu. Eu te amo.

  • Sim, eu sou.

    Durante muitos anos tive medo de dormir porque tinha pesadelos. Era uma criança tímida, superprotegida por minha mãe, que ao mesmo tempo não sabia me ajudar nos meus medos e pesadelos. Minha distração, nesse tempo, era ler, ouvir música e escrever. Acreditava que um dia poderia ser uma escritora de histórias em quadrinho ou somente escritora, mas nas vezes que brincava com minha bonecas o único que conseguia projetar para a boneca que me representava era a função de secretaria. Era como se me fosse impossível pensar algo além, não pensava em nenhuma profissão que me levasse a estudos e altos reconhecimentos. Eu era a secretaria que organizava, que administrava e que no final o chefe se apaixonava, um amor que eu não conhecia na minha casa.

    Na vida real tudo foi diferente, estudei arquitetura, mas a verdade que sempre escondo é que não pude me formar, por falta de dinheiro, por falta de entusiasmo e por falta de um rumo pessoal na vida. Deixei arquitetura no quarto ano e fiz moda, e só não me formei porque não tive dinheiro para pagar o final do curso. Mas finalizei as aulas e, antes do final já trabalhava com um dos meus professores e daí segui a vida.

    No amor, vaguei alguns anos entre dois amores que não se concretizaram da forma que eu desejava até que um dia encontrei o que hoje é meu par por mais de vinte anos. Não foi amor a primeira vista, mas foi uma chance a primeira vista. Ele parecia ser diferente de todos os outros e, por isso, dei a chance de que fizesse parte da minha vida e quando menos percebemos estávamos juntos há um ano e fomos morar juntos, por dificuldades familiares. Não foi uma definição, muito menos algo planejado, foi uma solução dada a um problema que surgiu e que logo depois gerou outro problema e demos outra solução. Hoje, mais de vinte anos depois, temos uma vida repleta de companheirismo e amor, não de cinema, mas bom de viver. Se olho para trás, vejo quantas dificuldades passamos ao longo deste período e o mais bonito, superamos todas as nossas dificuldades juntos, um apoiando o outro, mesmo quando discordamos um do outro.

    Tenho a ideia de que um dia me disseram que eu não poderia ter isso, mas tenho. Tenho um par, que dizer que é meu marido é pouco, ele é meu amigo, meu melhor amigo. Meu amante, me colo, meu apoio e o pai do meu filho. E tenho claro que ele também acredita que sou essa pessoa na sua vida. Tenho algo inédito no mundo atual? Talvez. Não deveria ser assim. Como conseguimos? Não sei responder, mas algumas palavras me vêm a cabeça, compreensão, paciência, dedicação e claro está, amor.

    Um ponto importante é dizer o que é o amor para mim. Na juventude pensava em amor e me vinha uma cena de cinema a cabeça, Julia Roberts e Robert Geere. Sim, totalmente conto de fadas e cúpidos. Não sei em que momento me dei conta que amor é muito mais do que isso, na realidade eu confundia amor com paixão, com tesão.  Na minha vida o amor esteve vinculado, inicialmente, à necessidade de ser aceita por outra pessoa, eu sempre fui muito tímida e tinha a estima destroçada por coisas que me aconteceram na infância e essa necessidade era brutal, não acreditava que alguém poderia olhar e se interessar por mim e assim comecei minha vida amorosa, precisando de uma bengala.

    Meu primeiro amor, foi um vizinho, namoramos por muito pouco tempo e terminamos por uma brincadeira de mal gosto que não foi bem interpretada e nem perdoada por ele. Como eu sofri.

    Meu segundo amor, foi um colega de faculdade. Ele era o mais similar que podia chegar da minha figura paterna, que foi ausente por tantos anos na minha vida. Namoramos por ano e meio e sofri muito além da conta quando terminamos. Eu não entendia o fim daquela relação e estava totalmente dependente a ter a minha bengala de apoio por ano e meio, tropecei e cai. Foi o que aconteceu quando terminamos.

    O tempo passou, muitos anos, um largo ciclo de sete anos, sem amor, até que começaram a aparecer um que outro flerte, nada sério, nada tão agradável, até que surgiu o que hoje é meu par e que me ensinou o que é amar de verdade. Ele também não sabia o que era amar, aprendemos juntos, cada um reconhecendo seus limites e suas razões por seguir, sem palavras, sem olhares e com entregas. Aprendemos juntos e não pense que somos bengala um do outro, não. Claro está que sofreremos muito com a perda um do outro, mas temos claro que essa perda será pela vida e entendemos que é parte do nosso crescimento e que nos encontraremos lá no outro plano da vida.

    Que quero dizer com tudo isso? Por que cheguei a esse assunto? Não tenho ideia, escrevi o que meu coração pedia, mensagens diretas do coração aos dedos pousados no teclado do computador. Deixei rolar e saiu o amor. Lembro agora que na juventude eu pintava e, em general, meus trabalhos tinham coração, alguns vistos outros não, um deles até queimei, era um enorme coração vermelho sangrento no centro de uma tela preta, que depois taquei fogo gradualmente e deixei os rastros do sangue, do rasgado, do queimado em uma tela negra, com um ponto de luz que indicava um possível caminho. Penso nisso tudo e está tão longe de mim hoje, que parece ser de outra pessoa, outra vida. Os anos, a experiência vivida e a idade, me tornaram muito diferente daquela pessoa. Não me reconheço naquela jovem, não vejo suas paixões, nem seus medos, nem seus sonhos. Mas ao mesmo tempo me reconheço ao cem por cento, vendo a garra que punha em tudo o que fazia e buscava e foi essa vontade desgarradora que me trouxe a esse ponto que estou hoje e estou muito feliz com quem me tornei. Quando falo assim, me vem imediatamente a cabeça o dinheiro que tenho no banco e as minhas dívidas e sei que nesse ponto estou longe do meu objetivo, ou do equilíbrio que preciso, mas uma voz me diz, calma, isso é só dinheiro, isso é só matéria o mais importante é o ser. E, sim, eu sou. Sou feliz com quem sou.

  • Los malditos 13 años

    pesadilla

    Te percibí diferente. Vi que tenías una erección, que hablabas cosas raras, no eras tu, no eras mi niño, no eras el niño que conocí hace 8 años, cuando llegó a mi casa, desconfiado mirando con atención cada detalle de su nuevo lar. Estabas nervioso, no parabas de caminar de un lado a otro. Fue cuando te cogí por el brazo para intentar controlarte que percibí que tenías una fiebre muy alta. Mi mano se quemaba al tocar tu cuerpo. Sentí la primera punzada de dolor, e te cogí de manos y salí por la calle en busca de ayuda. Buscaba a una mujer rubia de pelo largo, no me recuerdo su nombre, muy conocida. Sabia que ella era la única que podría curarte. Era una hechicera. No la encontraba, en ningún sitio. Por la calle, mucho revolucionada por las manifestaciones, noté que tus delirios aumentaban y molestaba a las personas. Pedía perdón y explicaba, era la fiebre. Te perdí en medio a la manifestación. Te encontré, en el alto del andamio, de la obra de la panadería. Allí, ajeno a todo lo que pasaba por las calles y al peligro, tu malabares. Te grite:

    – Quédate ahí! No salga de ahí! Voy en busca de ayuda! Te quiero, este quieto, te quiero!

    Tu no me contestaste, apenas sonreíste, la misma sonrisa de cuando nos conocimos, cuando tenías 5 años y entraste en mi vida.

    Corrí por las calles, timbré en los portales. Buscaba la mujer, la tal hechicera rubia. No la encontraba y tampoco encontraba a ti, ya no estabas más al andamio. Te había perdido en medio a tanta gente. La puta manifestación! La puta fiebre! Seguí caminando, aturdida, hasta que por fin, encontré la mujer, sentada con otra a puerta de un bar. Me caí de rodillas, llorando, implorando que me ayudase a encontrarte y que te curase. Fue cuando ella se arrodillo a mi lado, me sujetó con fuerza y dijo:

    – Tienes que ser fuerte. Estaba marcado en el destino! De una forma u otra, hoy era el día de su partida. Lamento que sea así.

    La miré, sin comprender lo que decía. Seguro era un error, no nos conocíamos, jamás teníamos nos visto. Le contesté:

    – Estas loca, tu no sabes quien soy, ni quien es mi hijo. De que hablas? Qué destino? Qué lamentas?

    A su espalda muchas personas nos miraban nerviosas, confundidas. Percibí que miraban al otro lado y a mi. No comprendía que pasaba. Puta manifestación, quiero a mi hijo. – era lo que pensaba. En este momento la mujer, me levanta del suel y pedindo que tenga fuerzas me lleva hasta el interior del bar.

    – Hija mía, tenga paciencia, con el tiempo todo se explicará. Hoy lo que necesitas es de fuerza para seguir con tu vida. Sea fuerte! Estábamos te buscando, tu hijo murió. Yo estaba aquí, te esperando llegar, porque sabía que ibas a necesitar de mucha ayuda en este momento. Se fuerte! Se fuerte!

    En este momento, sentí como si el tiempo parase, no había mas ruidos a calle, ya no vía a nadie. Me levanté, con las rodillas flojas, las piernas temblando y segui con la mujer. Allí, estabas tu, mi hijo, tan joven, tan amado y querido. La fiebre no te mato, lo que te mato fue un tiro que destrozó tu cara.

    – Por qué? Por qué? Dios, contéstame, por qué a mi hijo? – nadie, ni Dios, me contestaba. Sentí que me faltaba el aire, un dolor muy fuerte al pecho. Un grito estancado. Solo mi llanto y los puñetazos que daba al suelo, era lo único que hacía agarrada a ti, allí destrozado. No te parí, pero te amé mas que cualquier madre. Sentí todo el dolor tuyo, cada momento. Sentí tus alegrías. Conmemoré cada victoria y conquista. Te amé, mas que a mi misma. En este momento logro gritar, un grito tan fuerte.

    Doy un salto y siento en la cama. Estoy sudando. Tengo la imagen de todo lo que ha pasado. Una pesadilla, esta fue la peor pesadilla de mi vida. Salgo de mi cama corriendo para ver como está mi hijo, si tiene fiebre, si pasa algo. Nada, todo en paz, duerme tranquilo el agitado sueño de los 13 años. Me quedo a su lado, tumbada, con los recuerdos de la escena en que estas caído al suelo de un bar con la cara destrozada. Pienso conmigo, hijo mío, jamás permitiré que algo te pase.

    El poco que resta de esta noche, ya no durmo. Me quedo a su lado, tumbada a cama, entre mirarte y recordarme de la pesadilla pasa el tiempo y suena el despertador. Tu te marchas a estudiar y yo me quedo a casa, aún con la sensación de tu fiebre, aún ansiosa, nerviosa. Intento meditar, no soy capaz. Intento llorar, no soy capaz. Me siento a un sillón, con nuestro perro sobre mis piernas y lo único que puedo es hablar con el Universo. Le digo:

    – Me has dado el mayor regalo, un hijo. Sea como sea, es mi hijo. Lo amo más que todo y lo protegeré. Lo protegeré inclusive de Ti. Permita que este niño viva muchos años y sea un ejemplo para muchos. Todo lo que vivió y lo que vive, la alegría que lleva por donde va no puede terminar en el suelo de un bar, destrozado por el destino.

    por Anna Franco

  • Interferência # 1

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    amor3.jpegAnjo susurrou no meu ouvido. Brinca no meu quintal, o sol quarando a roupa e nós dois. Ah meu quintal!

    Eu escuto os teus  sinais, o anjo sussurrou no meu ouvido. Anuncia, layá layá layá… Teus sinais. Meu quintal. Tu vens! Ah, que tu vens!

    Beija-flor invadiu, invadiu, beijou… ah saudade, saudade sem fim. Trabalhar é minha sina eu gosto mesmo é d’ocê. Beijos de um beija-flor. Renasce meu coração.

    Yo quiero te namorar, AMOR.

    Chama na cama amor, coberta de flor. AMOR, chama, eu vou. AMOR.

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  • La rutina de una casa

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    Todos los días tengo largas peleas a casa por esta situación. Los lectores que tengan hijos van a comprender lo que digo. Mi hijo, un adolescente, siempre protesta por todo. Que le gusta vivir en una habitación desordenada, que le gusta la ropa sin planchar, que no le gusta lavar los platos, ollas y cubiertos, que no comprende porque hay que hacer todos los días. Bueno, después de mucho hablar, explicar, gritar y hacer, hoy decidi hacer distinto. Cuando él empezo con la discusión de por qué esto, por qué aquello y tal y tal. solo comenté. – Por dos horas no voy hablar, voy a meditar, leer y hacer lo que me de la gana. No te lo voy a comentar lo que tienes que hacer ni el porque, ya tienes las respuestas pues todos los días es lo mismo. Tu sigue a lo tuyo que yo voy a lo mío y basta de habladuría en esta casa. – Después de esto me fue para una habitación que hago de despacho, donde tengo mis libros y ordenador y me quedé alli, tranquila y en silencio. Mi hijo intentó hacer que hablase, pero nada, me quedé en total silencio y empecé a escribir. Escribí unas cuantas hojas donde ponía las reglas de la casa para cada habitación y la distribución de tareas por personas. Las hojas escritas a mano fueron puestas en cada puerta de la casa, a decir. Las reglas del uso y limpieza del baño, colgué con un trozo de pegatina en la puerta del baño. Las reglas de la cocina, lo mismo. Las reglas de las habitaciones, ah esta fue larga, pues la habitación de mi hijo está siempre cerrada, oscura y sucia, con las ropas al suelo y sobre la mesa de estudio, que usa para todo, menos para estudiar. Como eso me enfada y esta semana él noto la factura de una habitación caótica en su salud, con 3 días con crise de asma por la noche. Después de 3 horas en el ambulatório, esperando su médica y con tantos niños pequeños gritando, correndo y haciendo el caos en la 3a planta, él me miró y dijo. – Si, mamá, tengo que cambiar la situación de mi habitación, no quiero que me pase esto novamente, no quiero perder horas de mi día en este ambulatório lleno de niños gritando. – Es cuando me pregunto, los adolescentes son tan cabezotas que tienen que pasar por las cosas para hacernos caso? Resulta que 2 dias después, ya sin las crises nocturnas de asma, la cossa volvió a la misma. Hoy por la mañana me despierto y encuentro la cocina echa un caos, la habitación de mi hijo, toda cerrada y caótica, el baño… mejor ni recordar.  Cuando lo despierto, para salir con su perro, empezó con las cansativas protestas y llegué al extremo, el uso del silencio y de las reglas escritas. A mayores de las reglas escritas en hojas pregadas en las puertas de cada ambiente de la casa, también he escrito un texto que dejé en la habitación de mi hijo, para le ayudar a reflexionar sobre sus decisiones y las consecuencias. Es lo que quiero enseñarlos ahora.

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    Cuidar de una casa es un acto de amor. Amor hacia tu família y a ti mismo. No creo en el cuento de que a una persona le guste vivir en la desorden, en el caos y en un ambiente sucio. A nadie le gusta eso, lo que passa és que la pereza y el “vaguismo” (si, he criado una palabra que represente la actitud de un vago, como se fuera una escuela o una cadena que une a todos los que así son) entorpecen la persona que luego empieza a decir estas tonterías.

    Una casa, tal como el amor, son tareas insaciables y sin fin. Todos los días, cuando nos despertamos tenemos que mirarnos al espejo y cuidarnos, tal como tenemos que hacer con nuestra casa. Un día que no nos duchemos trae consecuencias tal como un dia que no limpiamos nuestra habitación, puede ser un mal olor o una piel grasienta, siempre hay consecuencias.

    Hay una otra cosa que debemos de tener en cuenta, siempre. Cada persona vive en una casa, una família. Puede que no sea la mejor, pero es la que uno tiene y hay que valorarla y cuidarla. Imagina que un día, por despiste o mismo por deseo de cambio, entras en una casa que no es la tuya y allí se queda. Qué pasará cuando los verdaderos dueños de esta casa lleguen? Qué pasará, cuando tu família te busque en tu casa y no te encuentre? Bueno, los primeros se enfadarán, pues no tendrán espacio para vivir y tendrán toda su intimidad invadida por una persona que no pertenece aquél circulo. Ya tu família, se quedará preocupada y te buscará por todas las partes, sin lograr te encontrar y se quedarán muy tristes y desilusionados. Traslademos esta situación para las cosas de una vivenda, cada cosa tiene su sitio, así mantenemos la orden y sabemos donde está cada cosa que tenemos. Ahora, toca ver una posible consecuencia para tu desorden. Tu eres más que apasionado por el futebol, verdad? Tienes la ilusión de un día jugar en el mejor equipo de España y para eso entrena todos los días y vá a todos los campamentos y partidos que te convocan, verdad? Ahora imagina conmigo una situación. Hoy para tu sorpresa, recibes una llamada en que te invitan para un partido con el mejor equipo del mundo, y te comentan que el entrenador deste equipo pensa en te contratar, caso haga un super partido. Eufórico, ilusionado, tu coges la mochila de futebol y sigue rumo al local del partido, no quer retrasarse y por eso prefere apurar y esperar allá do que correr el riesgo de que algo vá mal y no llegue a tiempo. Una vez ali, habla con uno, con otro. Mira al cielo y ora a Dios, pedindo que te ayude con el mejor partido de tu vida para que el entrenador te contrate. Llega el momento del partido, todos para el vestuário a cambiarse. És cuando tú empiezas a temblar, mierda, tus guantes no están en la mochila y no hay más tiempo para volver a casa o pedir que alguna persona los traiga. Nervioso miras al lado y encuentra el otro porteiro, que también está allí para participar de la selección para la portería del mejor equipo de futebol de España. Te fastidia la situación, pero no hay alternativa, no puedes perder la oportunidad de ser contratado, es tu momento. Respira hondo, crea coraje y habla al otro porteiro y le pide ayuda, le explica que por algun motivo tus guantes no están en tu mochila y que necesita que él te empreste sus guantes, cuando for la hora de que tu entres en el partido de selección. Él, sin creer en lo que pides, mira para ti, y sonreí. Tu, ilusionado, acredita que es un sí, pero, él te comenta: ”claro que no, yo no soy tan bueno como tu, pero, cuido de mi material de trabajo, lo tengo aqui. Ya, tu, eres lo mejor, eres un crack, pero siempre vá despistado. El Universo sonrió para mi, tu fallo es mi única oportunidad, lamento, no te lo voy a emprestar mis guantes.” Te han pillado, perdiste la oportunidad de tu vida, sin guantes no puedes jugar, sin jugar ya está claro que no será contratado. Todo porque no fuiste ordenado, dejaste por hacer lo que tenía que hacer al momento. En este momento te viene a cabeza la vieja madre, que siempre te reñía, porque no hacias las cosas al momento. Para ti, aquelas eran cosas de una madre vieja, aburrida, antigua. Pero ahora, pensas en lo que te pasó y lo sabes, si al llegar tuviese cuidado de tu mochila y de tus cosas y al día seguinte de lavar todo, lo tuviese guardado en su sitio, ahora no tendría pasado eso…

    Cuando vivimos en una comunidade, sea nuestra propia família o con amigos, la división de tareas es fundamental, para no sobrecargar a uno, para no abusar de otro y para que todo flua, en orden y en paz. Lo mejor en estos casos es tener una lista, para que día a día, se pueda saber lo que hay que hacer. Por eso he colgado las listas en las puertas de la casa, así, tu sabrás como interactuar correctamente con cada ambiente de la casa, con tus tareas y con la família.  Recorda que cuidar de la casa, es amor, es amor hacia ti y a tu familia. Por eso cuento que cada día pueda hacer tu parte del trabajo, para que así todos tengamos tiempo para disfrutar de nuestra casa y familia.

    ***

    Que os parece? Que dificil és la relación con nuestros hijos adolescentes. Hay que tener paciencia y criatividad para enfrentar a todas las que nos aparecen.

     

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    Jamás pensé que un día tendría una mascota. Cuando niña tenía miedo y celos, mi padre tuvo unos cuantos perros y todos, sin duda, tenían más conforto y eran más amados que yo. Eso me dolía mucho y por eso no me gustaban los perros y gatos, sobretodo los perros.

    Mi hijo fue el responsable por me enseña que podría amar a un perro. Él insistió tanto en tener un mejor amigo a casa, garantizando que no lo dejaría acercarme, ni hacerme daño. Lo creí y permití la entrada de Rufus en nuestras vidas. Llegó hace casi 2 años, en su momento tenía 3 meses, era tan pequeñito que no fue capaz de tener miedo, el pobre tenía mucho más miedo. Le demos los cuidados necesarios y hoy es el terremoto de nuestra casa. Corre por todos los lados, juega con sus juguetes y nos mima con cariñosas lambidas.

    Rufus tiene la capacidad de mudar mi animo, como en un pase de magia. Mismo en mis peores días de trabajo, cuando llego a casa él viene a me recibir con alegría. Muchas veces llego y lo veo sentado a butaca, junto a ventana, basta que me vea a calle para que levante las orejas y empiece a ladrar informando a todos de casa que estoy llegando. Busca el primero que encuentra y ladra, indicando que me abra la puerta. Cuando llego a puerta él esta allí, abanando la cola en una velocidad abismal, que le hace requebrar todo su cuerpo como si fuese romper. Ya, si llegó y Rufus no está a ventana, cuenta mi marido que él deja de jugar o despierta y mira en dirección a la puerta del piso. Así que entro al edificio él se acerca a puerta y ladra, diciendo; mamá llegó! En este momento, pula y me regala muchos besos mojados. Cuanta alegría! Imposible no cambiar mi animo al llegar a casa.

    Rufus, tus abuelas no saben de tu existencia. Caso lo sepan nos llamarán de locos. A mi me dá igual, no importa. Ellas no tienen idea de lo que una mascota como tu puedes hacer por una persona, un niño y una familia. Te agradezco a cada momento que estuviste a mi lado. Cuando estuvimos todos enfermos a casa, cuando tuve una de las peores crises de depresión de mi vida. Cuando mi marido no sabía que hacer, por no tener trabajo ni dinero. Cuando mi hijo no tenía amigos para jugar. Aun, recuerdo la dolor y tristeza que nos abatió cuando huiste a calle, y la pronta alegría por encontrarte, bendito chip!

    Rufus, no tienes idea lo grande que eres. No te das cuenta de todo lo que nos ha enseñado y aportado. No hay dinero no mundo que pague lo amor que tenemos en esta casa, las guerras que vencemos, todas con tu enseñanza. Dicen que los perros fueron humanos en otra vida, no lo sé. Algunas veces creemos que mi padre ha encarnado en ti, no lo sabemos. Sea como sea, eres “El Puto Amo” aquí en esta casa. Gracias por nos enseñar el verdadero amor. Te quiero!!!

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