Tag: Espanha

  • Mi día y sin, hay racismo en España

    Hola, que tal?

    Si, hoy tengo ganas de gritar para todo mundo oír. Para quien desea cambiar de País, hay que estar preparado para todo, mucho trabajo, muchas dificultades, muchas peleas. Ya lo sé, vas me preguntar se vuelvo para mi País, Brasil.

    NOOOOO, no vuelvo, ni muerta.

    Soy dura y testaruda. Aquí estoy y aquí voy a conquistar mi espacio.

    Venga, ahora llega de escribir, tengo que dormir. Mira el video!

    Besos a todos.

  • Tem video no ar – Uma vida minimalista em 7 malas.

    Olá pessoal,

    Hoje resolvi fazer de forma diferente, não tenho tido tempo para escrever, sou detalhista e escrever é uma paixão, mas ao ser tão detalhista gosto de escrever e reler algumas vezes, por isso, desta vez vai em vídeo. Para ganhar tempo e seguir informando dos meus propósitos.

    Espero que gostem, que curtam e que comentem, aqui ou lá, tanto faz.

    Beijos para todos.

     

  • BEDA#27 – sentimientos del cambio

    sentimientos del cambio

    Cuando decidimos cambiar de País, decidimos España por la história de Enrique y su família. Por lo mismo motivo elegimos Santiago de Compostela. Al llegar aquí todo era novedad, conocer calles, arquitectura, hacer documentos y nos adaptar con el piso, colegio y todo más.

    Con el tiempo fue percebendo que me cambié para una Ciudad que és menor que el barrio que vivia en Brasil. Pasado más unos meses percebi que Galícia se puede comparar con Minas Gerais, más rural y con pocas oportunidades de empleo comparado con las zonas más industriales.

    Santiago és una Ciudad con muchas ofertas de trabajo en el sector de servicios y ventas, para los jóvenes, de mi punto de vista, eso és muy limitador, hay que buscar nuevos sítios y mejores oportunidades. Para mi, en especial, que soy comercial, tuve que buscar una buena situación, pues muchas ofertas no me sonaban creíbles. Hacer ventas puerta fría, como lo hacemos, és dura. La condición empeora mucho si tienes una empresa intermediando su relación con la empresa objeto de la venta, o si el producto o servicio ya está saturado en el mercado.

    Esta semana estuve pensando, podríamos ter hecho un cambio de ciudad o Provincia en Brasil, quizá podríamos ter ido para una pequeña Ciudad de Minas Gerais, São Paulo o Rio de Janeiro, en alguns aspectos seria similar al que vivimos aquí, pero en otros en definitivo que no. Confeso que mi adaptación no fue sencilla, los cambios de cultura y tamaño de la Ciudad fueron y son dificiles aun, pero aquí tenemos cosas que no hay no Brasil, como:

    • educación de calidad para nuestro hijo;
    • incentivo al deporte, el Consello tiene un gran centro deportivo – el Multiusos de Sar, por exemplo – para practica de diversas modalidades y los clubes y colégios apoyan a que los niños practiquen actividades no periodo de la tarde, cuando no hay clase;
    • sanidad publica de calidad. Los españoles protestan contra la calidad, perlo por mi punto de vista, comparativamente al que tenemos de sanidad publica en Brasil, aquí la tienen de maravilla. Para los españoles no es tan buena, pues ya la tuvieran mejor, y para eso protestan, lo que me parece muy bien, así se mejora lo que hay;
    • incentivo para la cultura (artes y literatura), aquí en Santiago tenemos una biblioteca muy grande donde podemos coger libros emprestados, sin custo alguno. Siempre hay exposiciones y actividades culturales, muchas de ellas vienen indicadas en el enlace web do Consello de Santiago;
    • seguridad, por más que sepa de robos, atracos y situaciones de abusos, nada se compara con lo que vivia en Brasil. Hoy ando por la calle, hablo en mi móbil, uso reloj, tudo sin la preocupación y el miedo que tenia en Brasil;
    • por ultimo, precios accesibles. Los sueldos son muy bajos, comparado principalmente con otros Países de Europa, pero tenemos condiciones de vivir con dignidad y comer con calidad. Aqui un sueldo mínimo no es suficiente, pero se hace muchísimo más que con un sueldo mínimo en Brasil.

    Podría me quedar días relacionando cosas distintas de los dos Países, pero lo que quiero que sepáis es que, aquí vivo más tranquila y no creo que en una pequeña Ciudad de Brasil lo seria capaz. Pasados 4 meses que vivía en Santiago, hoy tengo 19 meses, he percebido que era una persona neurótica en Brasil, la tensión que vivia cuando salía a calle o tenia mi marido o hijo a calle, eran brutales, ya las tenia en mi interior y no las percebia, con los meses aquí me noté rara y percebi que por las noches dormia mejor, que caminaba más, que tenia mis muslos más sueltos y que aquí comía mejor. Como resultado, al largo deste tempo que estoy en España adelgacé cerca de 12 kilos y me sinto mejor conmigo misma.

    Para todos los que tengan ganas de cambiar de Ciudad o País, recomendo. Por más que sea difícil, que doa, se aprende mucho. Y deste aprendizado crescemos. Hay que tener la mente abierta y tranquila

  • Contando um segredo… “Te comento un secreto”

    Sabe o que mais sinto falta aqui na España? Não só de amigos, mas sim de pessoas inteligentes com quem conversar. Não quero dizer que os espanhóis são burros, não, por favor me entenda. Os espanhóis são muito reservados, não me parece que seja uma característica de todos, mas sim dos galegos. E, o que sinto falta não é de ter um amigo qualquer, mas um amigo especial e inteligente, que goste de conversar sobre coisas que nos façam crescer como pessoas.

    “Sabe lo que más hecho de menos, aquí en España? No son los amigos, mas sin, personas inteligentes para hablar. No digo que los españoles son tontos, no, me lo comprenda, por favor. Lo que pasa és que los españoles son muy reservados, por lo que veo, esta es una característica de los galegos. Y, yo hecho de menos un amigo especial con quien pueda hablar de muchas cosas, y sobretodo de cosas inteligentes, que guste de hablar de cosas que nos haga crecer como personas.”

  • BEDA#22 – mudei para España, e agora?

    Como a maioria deve saber tem 1 ano e meio que moro na España, nesse período aprendi muita coisa, conheci lugares lindos e sofri com a falta de amigos e com a mudança de cultura. Mas tudo é nada no meio de tanta coisa nova e de tantas novas oportunidades na nossa vida e, principalmente, na vida do filho.

    Neste post quero que você me diga quais são suas dúvidas, o que quer saber? O que quer que contemos da nossa viagem? Da mudança? Da España?

    Espero suas dúvidas!

  • BEDA#8 – quando voltei para o minimalismo.

    Passada toda a turbulência do acidente fatal do meu Pai, segui vida e esqueci meus planos de fazer uma vida com conceitos minimalistas. Comecei comprando coisas para fazer a obra do apartamento, a idéia é que a obra fosse pequenina, mas acabou sendo completa por todo apartamento. Depois, decidi trocar de carro, Depois resolvi comprar umas roupas… e assim foi até que um dia, meu marido chegou em casa com uma decisão tomada. Vamos nos mudar do Brasil, você tem duas escolhas, ou vai, ou vai.

    Opa??? Como assim???

    cara-de-susto

    Sim, ele fez exatamente isso, decidiu mudar do Brasil para a Espanha e não me deixou opção de escolha, nem de negociação. Os motivos dele escolher a mudança são inúmeros, mas um deles, é a situação crítica que já se notava no Brasil e no Rio de Janeiro.

    Uma mudança desta magnitude significa ajustes na vida de forma brutal. Primeiro lugar tivemos que falar com o Consulado, fazer uma série de documentos o que me deu um prazo de 6 a 8 meses para termos tudo. Enquanto isso, definimos se íamos alugar ou vender o apartamento. Como uma vez fora do Brasil, não me via voltando, queríamos vender, para facilitar o fechamento da vida por lá. Mas não foi possível, a crise já estava na porta e não conseguimos comprador. Para alugar, já foi o contrário, a primeira pessoa que viu nosso apartamento se apaixonou e decidiu ficar com ele, porém, ela precisava do apartamento no inicio do mês seguinte, ou seja, teríamos 20 dias para liberar o apartamento para ela morar.

    Nesse momento a primeira palavra que me veio a cabeça foi: MI-NI-MA-LIS-MO!!! Por que não tinha reduzido minhas coisas ainda? Porque deixei isso parado? Agora seria tão mais fácil e rápido. Poucos dias depois de começar a anunciar tudo para venda, Selma, nossa amiga da agência de viagem me liga para lembrar que temos limites de malas, por pessoa são 2;  sendo 1 grande e 1 pequena de bordo. OU seja, teríamos 6 malas. Mas como não teria graça um Blog  chamado “umavidaem6malas”, e como não me coube tudo em 6 malas, tive que colocar o que sobrava, bem apertadinho em mais uma mala pequena. Assim nasceu umavidaem7malas.com e, assim voltei a ser minimalista. Foi tudo no susto.

    Num dos próximos blogs vou contar um pouco do ser minimalista na Espanha, quando se está começando uma vida nova. Se tiverem dúvidas ou quiserem contar alguma experiência pessoal, mão deixem de me enviar comentários.

    tag-minimalismo

     

  • Vida no exterior

     

    morar-no-exterior2.png

    Muitos acreditam que viver fora do Brasil é um mar de rosas, oh pobre, como este se engana. A vida aqui é tão dura ou até mais do que quando estava na minha terrinha. Lógico, que com as dificuldades que enfrentam o Brasil e o Rio de Janeiro, pode ser que nós estivéssemos numa situação bem desconfortável, não tenho como saber.

    A questão é; fizemos a escolha, fechamos toda a nossa vida, da forma que creiamos ser a mais correta para a situação como se apresentava. Fizemos muitos  planos, porém diria que 90% deles foram pelo ralo e a vida por aqui, teve momentos bem duros. Duros pela falta de trabalho, ou pelo trabalho escolhido. Duros pela falta de dinheiro e pela diferença do idioma, que embora muito parecido causa dificuldades e gera preconceito. Ainda passamos outros momentos difíceis pela falta de apoio familiar (os poucos que ficaram no Brasil) e por não termos Amigos (com A maiúsculo) locais para nos apoiar e abraçar, dar um carinho. Tudo isso nos faz mais fortes, mas tiveram momentos que não resisti e chorei, me afundei na cama com a sensação de que não havia mais saída. Porém a verdade é que sempre há.

    De 7 malas, hoje, nossas vidas se transformaram num container de informações e experiências novas. Quando estamos imersos na dificuldade e na dor, não percebemos, mas eu tenho a oportunidade de sair do casulo e vir escrever, me distanciando um bocado de tudo isso e repondo forças. Sigue sendo difícil, ver que todas as suas ilusões não se concretizaram e agora, com a idade que tenho, preciso recomeçar. Mas olha que ponto mais fantástico, estou viva e posso recomeçar, sempre!!! Basta estar viva!!!

    Para os que não sabem, fechamos o bar. o El Bendito terá vida nova em mãos de outras pessoas, não fomos felizes ali e sim, acredito que um negócio deve ser rentável financeiramente, mas principalmente, emocionalmente, e não foi o que aconteceu. Se seguíssemos com o bar algo de dinheiro ganharíamos, não o que o tornasse rentável para justificar o tanto de trabalho que dava, porém morreríamos ali… E a vida vale mais, muito mais, do que só um negócio.

    O Universo é tão poderoso comigo que saí do El Bendito, num dia, com uma gripe muito forte que me deixou de cama por 4 dias e, quando levantei, já estava empregada em uma multinacional. Sigo meu caminho como comercial, vendendo uma empresa séria e num mercado altamente competitivo, com uma venda de ciclo curto, que até hoje fiz muito pouco, o que significa? Que estou viva e tenho mais uma vez a chance de começar e aprender!!! Aqui na Prosegur, estou há 3 semanas, começando meu trajeto que espero que seja duradouro como foi minha relação com as empresas que trabalhei. Sou o posto mais baixo da hierarquia de vendas, não busco ser chefe, mas quero ser uma Super Vendedora, como já fui no Brasil e, para isso, tenho alguns degraus a subir.

    Eu posso, eu sou muito mais do que tudo isso, eu consigo!

  • Meu filho, um desabafo.

    Vou explicar uma coisa e espero que fique bem claro!

    É sobre meu filho, e se resume em dois pontos:

    1º. não adotei um filho para virar modelo de comportamento, muito menos para criar atrito ou desafiar minha família ou a do Enrique.

    2º. não mantenho meu filho tão ativo no futebol porque quero que ele seja a salvação da minha vida e ganhe milhões como jogador de futebol.

    Uma vez que os pontos foram ditos, vou explicar um pouco sobre cada um e espero que as coisas fiquem claras!

    Quem me conhece bem, sabe que tenho princípios e valores muito próprios e não quero perder meu tempo com fofocas e críticas à vida alheia. Antes de tudo acredito que devo cuidar da minha casa e família, observando tudo o que posso aprender e melhorar individualmente e no conjunto familiar, portanto este textão é um desabafo relativo a uma série de coisas que já ouvimos e sentimos, e que tantas vezes não respondemos a altura devida.

    Quando decidimos que era hora de ter um filho, já estávamos há algum tempo vivendo juntos, aqui já seguíamos nossos conceitos de vida e estávamos juntos, sem nenhuma formalização social, como o casamento, pois não acreditávamos na sua necessidade para nos manter unidos e felizes, seguíamos o rio do nosso coração que já mostrava ir contra a correnteza do rio que navegava a família. Passamos alguns anos, esperando o filho e sem a surpresa da barriguinha, decidimos consultar um médico, pois como tenho um problema hormonal de nascimento, imaginei que por isso eu não engravidava e, se fosse necessário, eu faria um tratamento, desde que não fosse nada muito complexo e caro. Foi neste momento que descobrimos que nascemos um para o outro, somos os opostos perfeitos, enquanto eu produzia alguns hormônios a mais, Enrique produzia os mesmos a menos, desta forma só poderíamos ter um filho por inseminação artificial, e como o nome diz; é artificial e não topamos. Eu particularmente não gosto de nada que não seja 100% verdadeiro.

    Nesse momento sentamos e conversamos, coisa que é rara para o Enrique sempre muito calado, mas a sugestão da adoção partiu dele e eu aprovei de imediato. Na semana seguinte a esta conversa entramos com o processo para capacitação e liberação para sermos pais adotivos. O processo inicial foi tranquilo, demoramos cerca de um ano para receber o certificado que nos deu permissão para visitar os abrigos e buscar nosso filho, enquanto nosso nome seguia na lista de pais em espera de seu filho.

    Aqui faço uma parada para explicar o que entendo e percebo do processo de adoção no Brasil. Muitos questionam a demora e a desorganização, nós não temos do que reclamar, pois temos crenças muito próprias para a vida, que vou explicar mais a frente. O fato que vejo nas adoções são pessoas que buscam filhos modelos e perfeitos, com características físicas ou de personalidade que não condizem com a realidade da adoção e do Brasil. Alguns exemplos: muitos definem características físicas para a criança a ser adotada, isso é um dos pontos que dificulta o processo. Segundo informações divulgadas frequentemente na mídia, há um número considerável de pais pedindo: menina, com até 2 anos, de pele e olhos claros. Quando olhamos para a realidade da sociedade brasileira e das crianças que seguem para a adoção, vermos, de imediato, que são pequenas as chances de existir uma criança assim. E, há ainda, casos de adoção em que as famílias aceitam crianças com mais idade, porém acabam por devolver, com a justificativa de que o comportamento e a personalidade da criança é inadequado para aquele meio famíliar. Eu sou da opinião de que a maternidade/paternidade deve envolver um olhar tridimensional sobre tudo o que representa aquele ser “filho” que passa a ser de sua responsabilidade. Uma criança não é um objeto, mas sim um ser em formação e este processo árduo é de total responsabilidade dos pais; se falhamos e temos problemas com o filho gestado, é lógico que o mesmo vai se passar com o filho do coração. Neste caso temos que considerar toda a vida da criança, desde a gestação até o momento que chega a nossa vida, nossa casa. Provavelmente essa criança passou por desilusões, abandono e muito mais coisas podem ter acontecido e na grande maioria dos casos elas passam por todas estas situações sem ter um apoio de um adulto capaz para ajudar emocionalmente e psicologicamente. Quando recebi meu filho, com 5 anos de vida, eu tinha muito claro que tudo aquilo seria novo para mim, mas muito mais novo e desafiador para ele. E neste momento, eu e o Enrique, tínhamos que ser as pessoas referências para que ele se abrisse ao novo, com paciência, amor e dedicação. Nós tínhamos que reconstruir a vida da criança, não podíamos querer que ele fosse como um boneco, que moldávamos seus modos, comportamentos, falas e tal. Tínhamos claro em nossos corações que íamos aprender muito com nosso filho e nenhuma verdade era tão verdadeira que não pudesse ser descartada e repensada. Juntos os três (3) decidíamos a cada momento como resolver as coisas, lógico que em muitos momentos tivemos que agir com a autoridade nata dos pais, mas em muitos outros cedemos, descemos ao nível da dor daquele coração, ou da infantilidade e imaturidade daquele pequenino homem para aprendermos com a sua personalidade. Sim, as crianças podem nos ensinar muito e, digo de coração aberto, meu filho me fez uma nova mulher, quebrei muitos paradigmas, refleti sobre conceitos, me reinventei e gosto muito mais da mulher que sou hoje. Tiveram momentos que ele nos colocava em encruzilhadas e não sabíamos como agir, buscamos ajuda de amigos e de profissionais, mas o mais importante, nunca rotulamos. Qualquer atitude inadequada que ele tivesse não significava um rótulo, mas sim uma oportunidade para juntos em família formarmos melhor aquele menino. O que vejo acontecer em muitas famílias e relações é a criação de rótulos, porque uma pessoa falou ou agiu de uma determinada forma ela ganha um rótulo e vira aquilo por toda a sua eternidade. Eu não gosto de rótulos, e não sou os rótulos, sou muito mais do que uma atitude, uma ação, um dia. Sou uma vida, uma história, uma junção de pensamentos, aprendizagens e sentimentos. Assim penso e assim levo as minhas relações em casa, no trabalho e na vida.

    Muitos reclamam do processo de adoção e dizem que a justiça demora para que as crianças sejam postas ou liberadas para adoção. Em nosso caso, a justiça deu todas as oportunidades para que a mãe biológica pudesse se ressocializar e ter a oportunidade de seguir com ele em uma vida com mais segurança. Com outras crianças que estavam abrigadas na mesma época do nosso pequeno, vimos a justiça tentando alternativas para que a criança seguisse junto a sua família biológica, eles entendem que manter este laço é o ideal para a criança. A mãe de nosso pequeno, tentou por um ano se reabilitar, ter um lar fixo, um emprego, tudo com o apoio de instituições indicadas, mas no final vencida, sem forças para seguir ela liberou ele para adoção. Aqui está a diferença, ela teve um gesto de amor nobre, reconheceu sua limitação e liberou seu filho amado (todos no abrigo nos contavam como ela era carinhosa e amava ele) para que não vivesse daquela forma e fosse entregue para outra família. Não nos conhecemos, quando surgimos na vida de nosso filho ele estava totalmente liberado para adoção. Infelizmente os casos não são parecidos e muitas crianças ficam nos abrigos esperando que um familiar a acolha em definitivo, são diversas situações que prendem as crianças e a justiça fica presa, limitada em recursos, sem poder destituir as famílias. Acredito que em muitos casos se perceba, a olhos claros, que a família não terá condições de dar o básico para a criança, e deveria haver alguma forma da justiça acelerar estes processos de destituição. Mas ao invés de criticar, prefiro ajudar contar minha história de sucesso e amor, e ser esperança para outras famílias. Se não posso ajudar, não vou atrapalhar.

    Muito bem, uma vez que estávamos de posse do certificado, começamos a buscar nosso filho, visitando abrigos no Rio de Janeiro. Era como se estivesse grávida, o coração batia forte a cada sábado ou domingo que visitávamos um abrigo. O coração sofria com o futuro que parecia reservado a tantas crianças abrigadas, como disse antes, nem todas estão liberadas para adoção. Um dia chegamos a um orfanato no Jardim Botânico, na rua Faro. Ali, umas poucas freiras cuidavam de outras poucas crianças, não tinham mais de sete crianças. Neste lugar cheio de preciosas árvores, que parecia esquecido pelo mundo, numa região nobre do Rio de Janeiro, eu me encantei por um menino e Enrique se apaixonou por uma menina, com um pouco de conversa descobrimos que eram irmãos e que tinha mais uma menina, aquele pequeno núcleo famíliar era composto por uma pequenita espoleta de 2 anos e meio, um menino encantador de 7 anos e uma princesa desconfiada de 12 anos. Era muito, não podíamos receber as três crianças de uma única vez em nossas vidas, não teríamos como pagar colégio, saúde para todos, nosso apartamento era um pequeno sala e quarto em Botafogo e eu trabalhava cerca de 10 horas ao dia. Impossível!!! Nesse dia decidimos que não poderíamos seguir buscando nosso filho daquela forma, porque nos apaixonaríamos por todas as crianças e daríamos esperanças para cada uma. Não podíamos ser portadores de mais dor para aquelas criaturinhas e, tampouco, podíamos escolher um filho. Um filho não é uma roupa que vou à loja, provo e escolho a que melhor se adapta comigo. Não posso escolher o da barriga, sendo assim, o do coração muito menos seria escolhido. Naquela noite, chegamos em casa e da minha cama, olhando o céu eu pensei:

    Vamos ficar na fila, esperando a nossa vez, o filho que está determinado para ser nosso vai aparecer. Assim será! – E assim foi, ficamos 2 anos na fila de espera, até que um dia resolvemos ligar par ao juizado de menores para me informar se precisava revalidar o certificado pelo tempo que já estávamos cadastrados, a pessoa que me atendeu perguntou do nosso perfil e quanto tempo estávamos na espera. Se espantaram que com um perfil tão abrangente ainda estivéssemos esperando. No dia seguinte à minha ligação ela me chama e diz que tem uma criança no Romão Duarte, disponível para a nossa visita. Fomos até ali e, era ele, o menino que de alguma forma eu conhecia de outras vidas, de meus sonhos. Era aquele rosto que eu esperava, aquele sorriso, tudo nele era perfeito e se encaixava com o que sempre quis sem saber que queria. Era ele!!!! Nos pediram para ler sobre sua história, uma criança com 5 anos e uma vida já cheia de sofrimentos, mas que sorria com o sorriso mais lindo do mundo, como se a dor e o passado não fizessem parte daquele corpo. Nos questionaram se mesmo depois de ler ainda queríamos ser seus pais e “claro, claro que sim” é o que dizíamos. Nada nos tiraria da ideia fixa de que aquele menino era o que esperamos por 2 anos mais o tempo da certificação.

    Sim, de verdade acredito nisso. Acho que em algum momento lá no céu, numa grande mesa redonda e branca, sentamos todos; Enrique, Luiz Felipe, eu, os pais biológicos, ainda estávamos acompanhados da alguns bons amigos espirituais que auxiliaram naquele momento e, juntos definimos que eu e Enrique não poderíamos ser os pais biológicos do Luiz Felipe, mas que ele era o nosso filho, determinado em outras vidas e que de alguma forma aqui o encontraríamos. Os pais biológicos do Luiz Felipe, seriam apenas pessoas instrumentos para que ele chegasse até nós, mas nos perdemos uns dos outros e ele demorou um pouco mais. Mas o Universo e Deus, trabalharam lá de cima e enfim nos encontramos. Sempre contei esta história para meu filho e, de verdade é a história que acredito.

    Muito bem, acho que já podem entender que adotamos por nossas crenças e pela desejo de ter um filho, não para atacar a família com uma criança que não tem nosso sangue nem nossa raça. Aliás, vamos combinar este papo de raça – pra mim – é a coisa mais ultrapassada do planeta! Somos todos iguais, como digo: temos dois braços, duas pernas, dois olhos, um nariz, um rosto e uma boca. Pequenas diferenças em cada um, que é o que nos faz únicos no mundo, mas só isso, no final somos todos iguais e depois quando morrermos voltamos ao pó.

    Você deve estar se perguntando porque escrevo isso, mas sim, de verdade, tiveram pessoas que disseram que adotamos um menino negro para afrontar. Minha resposta só é uma, as costas. Não dependemos de nada, nem de ninguém para nos ajudar no dia-a-dia com nossa casa e filho, não dependemos de ajuda da família. Erramos em muitas coisas, eu principalmente, sou a que mais erros cometi na vida, pago por meus erros e também aprendo com eles. Mas também tive muitos acertos e assim levamos a vida, caindo e levantando, mas uma coisa tenho clara, a construção da minha família é na base do amor, não em imposição e ameaças.

    Agora sobre o segundo ponto, eu falei que ia ser textão. Algumas pessoas já me disseram por palavras retas e tortas que estamos investindo no nosso filho e nos mudamos para a Espanha para que ele fosse um jogador de futebol famoso. É, eu gosto de ver o futuro, estudo o tarô e a numerologia, mas não tenho nenhuma certeza e muito menos garantia, se tudo o que descubro nesses estudos realmente vão se concretizar, afinal existe o livre-arbítrio.

    Se perguntado, o Luiz Felipe, como outras tantas crianças vão dizer que quando crescer serão jogadores de futebol, cantores, atores e muitas outras profissões de glamour, mas quem nos garante que chegarão lá? O que de verdade não faço é limitar os sonhos do meu filho, se ele quer, que lute por seus sonhos. Mas deixo claro, tem que estudar e ter plano A, B, C, D, E, F e tantos outros necessários para que a vida não fique parada e perdida no meio de um sonho de criança. Vou além e digo, que ele seja o que ama, que ele trabalhe com o que lhe encanta, que nunca perca o sorriso no rosto, aquele sorriso que me conquistou. Não tenho como saber, nem com minhas cartas do tarô se ele será um jogador de sucesso, famoso e milionário. Nas cartas tenho os sinais que me bastam, que ele será feliz e realizado. Ser feliz e realizado para ele pode ser diferente do que seria para mim e para outras tantas pessoas. Por isso lhe ensino a lutar por seus sonhos, mas sempre ter alternativas para caso este sonho e plano falhem em algum momento e também para o caso dele mudar de sonho. Não temos como saber se ele terá a altura ideal para um goleiro, não temos como prever se ele continuará sendo bom como é hoje e que não vai aparecer nenhum outro que seja muito melhor que ele. Neste meio, as oportunidades são pequenas e não sei se estaremos no lugar certo e na hora certa, como também não sei se isso está escrito no destino dele.

    O esporte na vida dele tem função terapêutica, gasta energia que sobra em seu corpo para que depois em casa ele possa ficar mais calmo e centrado para as tarefas de casa e do colégio. Ele escolheu o futebol, eu lhe dei todas as alternativas e possibilidades, mas ele decidiu e se dedicou a cada treino, cada conquista, por isso o mantemos e o incentivamos no futebol. O esporte socializa, educa, fortalece o corpo e a mente, prefiro que faça esporte que tome remédios para controlar a ansiedade, a falta de foco e o colesterol. Ele é uma criança, e se diverte e faz amigos com o esporte, então que siga fazendo disso um impulso para ser uma pessoa melhor. Eu digo que sua meta é estudar e ser feliz, fazer o bem e ter valores que o destaquem no meio da multidão. Ser mais um, igual a todos, não! Não há mais espaço no mundo para quem faz igual ou pouco.

    Nos mudamos para a Espanha, porque não gostávamos do Brasil que nosso País estava se tornando, não estávamos vendo a luz no final do túnel e nos preocupamos com o nosso futuro. Nos mudamos para a Espanha porque era o País possível, Enrique e Luiz Felipe têm nacionalidade espanhola. Se aqui vim por causa do meu filho? Sim, de certo modo sim, pois o futuro dele no Brasil estava comprometido. Aqui ele tem mais oportunidades de vida, mais qualidade de estudo e de vida. Aqui temos mais segurança e tempo para viver em família.

    Nosso maior ganho aqui, foi exatamente isso, a possibilidade de vivermos mais em família. O tempo aqui corre de forma diferente, temos mais tempo para fazer tudo o que precisamos, comemos sempre em casa e juntos, os três a mesa. Temos tempo para conversar e acompanhar o crescimento e formação do nosso filho. No Brasil não percebíamos, mas a educação do nosso filho não seria a mesma, não teríamos o controle e a participação que aqui conseguimos. Os hábitos de vida e a possibilidade de viver num condomínio grande, repleto de segurança e laser que nos permitia deixar o filho no play com outras crianças, a principio parecia bom, mas agora percebemos que cobraria um preço com o passar do tempo e seria na união familiar e na formação do nosso filho. Um preço que hoje avalio e acredito que seria caro e indesejado. Aqui, pelo estilo de vida diferente, horário de estudo, frio e chuva, a vida se passa muito em família, e assim, tenho todas as chances de estar junto do meu filho, conhecendo seus pensamentos, atitudes e formando seus valores.

    Como disse antes, esse texto é um desabafo, por todas as besteiras que já ouvimos, mas além disso é um recado para nosso pequeno grande menino. Quero dizer que estou feliz pelo menino que você se torna a cada dia. Responsável dentro da sua preguiça. Feliz dentro do seu humor rabugento. São fases, eu também fui assim, e um dia acordei e joguei fora o mau humor e a preguiça. O que você não deve jogar fora – nunca – é o seu encantamento, seu sorriso, seu amor pela vida, isso é a tua luz. Te amo, te amo, te amo!

  • Um novo trabalho

    find a job

    Hoje dia 15 de maio começo em meu segundo trabalho na Espanha. Depois de muitos anos de vida profissional razoavelmente estabilizada, no Brasil, sigo em inicio de vida num País novo e com atividades que nunca buscaria em meu País

    Meu primeiro trabalho foi de agente de seguros, como autônoma, com metas e tendo que ligar para diversos telefones comerciais e residenciais, além de bater em portas, tudo para  oferecer meus serviços de seguro. Este, de fato, poderia ser meu trabalho se eu tivesse mais tempo de Espanha e muitos contatos, como não é o meu caso neste momento e, fui chamada para uma outra empresa… decidi mudar.

    Não posso dizer que este é o meu segundo emprego, porque entendo que em emprego não se trabalha tanto como tenho que fazer nestas duas empresas. Tenho um horário de trabalho que não é extenso, são as 8 horas diárias que regem o dia de trabalho aqui como no Brasil, com um diferencial, na Espanha há a “siesta” e por isso os horários de vida aqui são bem diferentes. As empresas funcionam com base no horário dos colégios que começam às 9horas e seguem com aula até às 14horas, que é quando todas as empresas param para seguir com o momento de almoço e “siesta”. Neste horário as ruas estão vazias, só vemos as pessoas que se deslocam do trabalho para casa e logo as 17horas a Cidade começa a ter movimento de pessoas que voltam ao trabalho e outras que vão fazer coisas no comercio que pouco a pouco abre. Sim, meu horario de trabalho será picado, vou trabalhar de 10:30h até 14horas e depois de 17 horas até 21:30horas,   não é um horário fácil, e o trabalho é mais cansativo do que difícil. Tenho que bater em pelo menos 200 portas ao dia, oferecendo uma oferta de Vodafone, uma das empresas de telefonia e internet aqui da Espanha. Para evitar que as pessoas enrolem no trabalho temos um controle bem grande de atividades, a coordenadora de equipe faz uma gestão da equipe por whatsapp, solicitando a direção da pessoa (ubicação, não sei como dizer isso em português) e o tablet controla todas as portas que visitei e o que se passou em cada uma. O controle é rigoroso, para evitar que isso me aborreça, tenho pensado que é uma forma nova de trabalhar e que tenho que aprender a fazer diferente.

    Cada vez estou mais certa que para me adaptar bem tenho que ter um pensamento e uma vida minimalista. Há momentos para projetar o futuro e há momentos para simplificar e aceitar, não posso querer ter de Santiago, uma cidade com 95mil habitantes, o que tinha no Rio de Janeiro com seus 6.498.837 habitantes. Aqui não terei a violencia, a agitação, a correria, o transito infernal e nem o stress, tampouco terei o horário continuo de funcionamento das empresas,  e as boas oportunidades de trabalho (agora, com a crise, nem o Rio de Janeiro tem mais as boas oportunidades). Enfim, viver uma vida com mais segurança e qualidade de vida significa ganhar em uns pontos e perder em outros.

    Pouco a pouco, vou me adaptando e construindo o que já tive estruturado.

  • Primeiro trabalho na Espanha

    Muitos dias sem escrever, motivo? Consegui um emprego e estou me adaptando aos horários de trabalho  na Espanha.

    Mais que me adaptar aos horários tenho que me adaptar ao trabalho. A principio me disseram que seria Assessora de Seguros, agora descobri que sou Agente de Seguros. Não sei a diferença, na prática? Nenhuma. Tenho que andar pelas ruas que me são designadas vendendo seguros, oferecendo às pessoas uma assessoria para contratação de seguros da empresa que represento com exclusividade. Ofereço o serviço de seguros batendo à porta das casas (e apartamentos) das pessoas, o  trabalho em sí é duro porque as pessoas estão resistentes a todo tipo de venda porta fria. Quando falo deste trabalho para muitas pessoas (aqui e no Brasil) todos fazem cara de pouca alegria, poucos amigos. Mas, mesmo com estas caras e bocas, eu vejo muitos pontos positivos, posso fazer uma lista deles:

    • melhorar meu nível de espanhol;
    • aprender a falar galego;
    • conhecer mais pessoas;
    • conhecer melhor a região que vivo, não só a Cidade de Santiago, como também os Conselhos ao redor;
    • me tornar conhecida em algum meio;
    • sair de casa e me ocupar;
    • me desenvolver em uma nova profissão (?);
    • trazer dinheiro pra casa e não depender do que tenho no Brasil.

    É, acho que tenho bons motivos para seguir neste trabalho, independente do difícil que seja e do quão desacreditada esteja este trabalho.

    Mas há um ponto que me incomoda muito, as pessoas com quem trabalho. Não digo os agentes de seguro, não, com estes estou descobrindo pessoas e histórias incríveis, histórias de luta e superação, que me deixam com vergonha dos meus sentimentos de incapacidade e me recordam que a vida é muito mais do que as minhas pequenas dores de coluna, minhas tristezas existenciais e qualquer outra bobeira que eu possa reclamar. Os que me incomodam estão na direção da empresa. Não percebo o desejo de fazer esta equipe dar certo, mas sim, vejo que querem sugar o que pudermos dar e se em algum momento não dermos deixamos de ser parte. Resultado, resultado e resultado, é o que querem, sem treinamento adequado, jogados a fogueira, para ser frito ou pular e se virar rapidamente por resultado para o bem da empresa. Porém pergunto, existe empresa saudável sem que sua equipe esteja integra, saudável e feliz? Eu não acredito nisso.

    O primeiro ponto que me colocou em alerta foi quando me pediram para mudar meu nome. Justificativa: meu nome não é comum na Espanha e os espanhóis terão dificuldade de entender e falar…  Para mim é uma afronta este pedido. Meu nome é minha identidade, a única coisa que trouxe do Brasil e levo para qualquer lugar, muda o som, mas não muda a escrita (a não ser que vá para o Japão, China ou Países que a tipografia não seja a mesma em que meu nome foi composto). Não, meu nome eu não mudo. Ele conta a minha história passada, presente e futura. Ele me representa, me identifica no meio da multidão, afinal nem no Brasil ele é um nome comum. E que graça há em ter um nome comum?

    O segundo ponto de alerta total, justo ao final do primeiro mês de trabalho vieram me pedir uma venda, que deveria ser passada a outra “garota” que trabalha comigo. Ela tinha 2 vendas e eu 6 e com 2 vendas ela não poderia receber o salario determinado para o primeiro mês. COMO????? Isso não foi acordado em momento algum, não disseram que se não tivéssemos 3 vendas no primeiro mês não poderíamos cobrar o salário do mês. E o “PERÍODO DE GRAÇA” que disseram que teríamos???? Não me importo em dar uma venda minha, muito menos para a pessoa que me pediram para ajudar, faço de coração. O que não concordo e me revolto, é que não houve em momento algum a informação de que não receberíamos o fixo se não tivéssemos as 3 vendas. E, esta pressão é real? Não sei, me parece que não, porém agora não vou acreditar mais nas metas e nas pressões. Mentira, pra mim, é um dos piores defeitos de uma pessoa.

    Terceiro ponto, se antes da suposta mentira, sobre a pressão, já achava o diretor pouco humano, agora, mais do que tudo, não confio nele. E, pouco a pouco deixo de confiar na minha coordenadora. Para mim são pessoas que não me olham como uma pessoa com história e qualidades, mas sim, como um número. Não, me recuso a ser uma marionete por estas mãos, mãos das quais não notem nenhuma qualidade que me brilhe aos olhos.

    Quarto ponto, para mim ter muito dinheiro, ser casado com funcionário nivel A (*), ter muitos bens, conhecer muitos lugares ou outras situações materiais e quantitativas não me empolgam. E, neste lugar escutei exatamente isso, acredito que tenham este discurso porque muitas pessoas que vão parar ali estão apenas interessada no dinheiro e poder que ele dá. Mas eu não quero, confesso que cheguei a me enrolar nesta trama do poder de compra que posso ter se ganho 1mi, 2mil ou 3mil Euros ao mês, mas agora, refletindo sobre o que eu de verdade quero pra mim e minha família, me recordei do pensamento minimalista que me inspirou a encarar esta mudança de País e definitivamente, não é isso que vai me mover. Não me movo pelo ter, mas sim pelo ser! E, se comparo a minha lista de motivos que me fizeram aceitar este trabalho com a lista de pontos negativos desta empresa, vejo que tenho mais motivos para amanhã, depois do dia do trabalho, acordar, me arrumar bem bonita e ir para a rua conhecer pessoas, conhecer a cidade e, se Deus me permitir, ajudar alguma pessoa lhe dando assessoria para contratar algum seguro. Se for o meu, ótimo, se for o do meu concorrente, muito bom, voltarei para a casa contente por ter ajudado uma pessoa a se proteger da melhor forma e com a melhor oferta. E, assim vou viver, até que não seja possível ficar nesta empresa. Mais foco a quem posso ajudar e menos, ou quase nenhum, aos “vampiros”.