
Não sei se já contei aqui, antes de vir pra Espanha, quando ainda estava no Brasil eu já me interessava pelo minimalismo. Eu vinculava o minimalismo a organização, ou a facilidade de manter as coisas organizadas e controladas. Me preocupava o comprar, comprar e comprar. Buscava a compra consciente, mesmo que muitas vezes não fazia.
Nunca fui de comprar roupas, comprava somente quando precisava, porém sempre comprava livros, mais do que era capaz de ler. Raramente comprava objetos de decoração, somente quando fiz a obra no apartamento e ai coloquei o que precisava, mas sempre tinha os armários da cozinha e a geladeira cheios, com mais comida do que comeríamos, acho que em alguma encarnação passei fome. Nunca comprava maquiagem, mas de 2 em 2 anos trocava de carro. Se converso sobre isso com um psicólogo, tenho claro que em poucos minutos ele traçaria meu perfil psicológico, jajaja.
Aqui na Espanha, sempre me preocupei em montar o apartamento e construir uma vida que fosse fácil de administrar. Poucos móveis, que infelizmente não foram os que eu queria (Ikea), porque a loja fica em La Coruña e naquele momento não podíamos ir ali, com isso, acabamos comprando aqui numa loja, que era pra ser baratinha, mas com uma qualidade razoável… Por fim, resulta que essa foi a melhor opção, pois nenhum móvel seria resistente aos caninos dentes do Rufus filhote e, melhor ter este sofá feio comido pelo Rufonildo, do que o que eu tanto queria da Ikea.
Hoje, com as mil mudanças diárias que passo com a adaptação em outro País, vi que o minimalismo também mudou para mim. Sinto falta de referências pessoais, sinto falta de memórias, sinto falta de amigos. Por isso defini um cômodo da casa, o quarto que faço de escritório e quarto de visita, para ter mais coisas. Ali tenho quadros na parede, mais livros que a estante pode permitir e algumas fotos expostas. Não há caos, porque o caos me deixa louca, má há mais informações acumuladas que em todo o resto do apartamento e, quando estou assim, mais saudosa, sento ali na poltrona e olho a vista. Respiro o ar deste quarto e me sinto em casa, uma casa qualquer, que seja a minha casa confortável e acolhedora. Outras noites preciso me refugiar e durmo ali, para recarregar energias.
O apartamento que vivo não é bonito, é velho e feio. Não está limpo, normalmente quem limpa são os homens da casa e fazem daquele jeito, que normalmente me estressa. E foi assim que descobri, o minimalismo, muito mais do que comprar ou ter menos é buscar o equilibrio. Compreender que ponto do menos é mais para você, e saber que esse ponto pode variar conforme a situação de vida que você tenha no momento. Por isso, relaxe, entenda seu momento, saiba quem é você e acima de qualquer rótulo, se valorize e se respeite.
E pra você, como surgiu o minimalismo? Como você encara o minimalismo?


Hoje quero compartir com vocês um assunto que nem todos vão entender, imagino. Vamos falar sobre a maternidade. Portanto, leitor amigo, se você é homem, tenha certo que ser pai é diferente de ser mãe. E segundo, pode ser neurose minha, mas ser mãe não é apenas parir, dar comida e todas estas coisinhas. Essa pra mim é a parte trabalhosa, porém fácil. O complicado, do meu ponto de vista, é que ser mãe envolve sentimentos de frustração por não saber como proteger e garantir 100% o futuro do meu filho.
No Brasil deixei de fumar, depois voltei, tornei a deixar e assim levava a vida. Um dia de cerveja fumava, depois ficava dias sem um cigarro e sempre tranquila. Quando estava para me mudar para a Espanha, nervosa com tudo o que tinha por fazer, fumava 1 carteira ao dia e me prometi que não fumaria aqui na Espanha. Oh, que bobinha fui.
Limpo em mim as memórias que compartilho com todos os que vão ler este texto. Eu sou Roseana F. S. e eu vejo e escrevo a cada um de vocês com os olhos do amor.


Uff, escribir dos posts en uno mismo día en castellano, no és fácil. Pero, no desistir és uno de mis lemas, y si tengo que hacer… lo haré.
