Tag: Sentimentos

  • Poço sem fim

    Perceber que os valores que sempre quis transmitir para o meu filho, não são os seus valores me faz sentir culpada. Culpada por não ver que ele tem uma personalidade própria e muito distinta da minha. Culpada por esperar que ele responda como desejo. Culpada por dar mais tempo e dedicação a ele do que a mim mesma. É como se o avião tivesse despencado e eu tivesse me preocupado em salvar a vida do meu filho e de seu pai, e deixado a minha para o fim, acreditando que sou a super mulher maravilha, e ao fim, descubro que não. Não sou essa mulher, perdi a eles e a mim mesma.

    Um poço sem fim se abriu diante de mim e não tenho visão do fundo, apenas um poço estreito, comprido e muito escuro. Tenho que descobrir uma forma de me agarrar a uma dessas pedras para não cair no fundo do poço, mas também posso descobrir uma forma de aprender, rapidamente, a voar. Assim fico livre de toda esta opressão que corrói meu coração.

  • Melhor que acabe, agora.

    A imagem que tenho tua é de um homem grande, com a cabeça enorme que podería ser sinônimo de seu grande intelecto, mas não é o que percebo. Um homem com o aspecto que não me atrai em nada, nem como amigo, muito menos como amante. Sim, pelo que sei você é um bom funcionário, toda uma vida dedicada a mesma empresa. Para mim não é um mérito, mais sim comodismo e medo de arriscar a ser algo melhor na vida. Você se satisfez com o salário recebido, a velha casa pequena e desordenada. O velho fusca, que já não anda, ali parado no corredor que leva a casa.

    Quando te conheci eu não tinha uma lata de cerveja na mão, mas você insiste em dizer para todos que sim, eu tinha. Entendo que esta é a ideia que você tem, de uma ilusão, queria que a mulher de seu amigo fosse uma alcóolatra como você. Sim, não tenho outro adjetivo para te dar. Sempre o excesso de bebida e comida, as largas gargalhadas causadas pelo alcóol, a voz forte e alta que se escuta da esquina. Não crio ilusões contigo, não pertenço e nem quero pertencer a este mundo.

    Confesso que tentei, por um bom tempo busquei formas de me aproximar, mas as pessoaws que giravam ao seu entorno, não me diziam nada. O favelês que escutava em sua casa gritava ao meu ouvido e me deixava com forte enxaqueca, tudo divergia do mundo que vivi e do colégio francês que frequentei. Não sou mais nem melhor, só busco uma vida diferente, quero viajar e conhecer a arquitetura, a cultura, os costumes. Não me contento em conhecer os bares e a comida.

    Podemos viver os dois num mesmo mundo, só não podemos estar os dois numa mesma casa por mais de 3 horas. Você não me convence e seu tom debochado me eriça a alma. Melhor que se vá, mesmo que fale que não sou cordial e educada. Que posso esperar de ti? Que compreenda que não sou feita da mesma matéria que você? Que entenda que seu amigo, por algum motivo, que nem eu mesma sei, me escolheu para estar 20 anos a seu lado? Sim, 20 anos, não entendo como chegamos tão longe. Uma criança disse, ele ao lado deste amigo sorri como nunca vi. Então que faz comigo se lhe tiro o sorriso? Melhor que acabe agora, melhor que não complete 21, nem 30. A vida é única e curta demais para viver sem sorrir e ao lado de alguém que não te alegra.

    Melhor que acabe, agora.

  • Fuja do pensamento mágico

    No caos emocional do meu dia, no momento que limpava a casa, buscando indiretamente limpar os pensamentos, pus o celular para falar, queria calar minha mente e ao final vi que o caos piorou. Escutei diversos audios do Leandro Karnal, um grande filósofo e palestrante, e acabei pensando mais sobre o que tenho feito com minha vida. Desde que cheguei aqui na Espanha, percebi que as pessoas por aqui não são creentes em energias e misticismos como eu, resultado, desde que cheguei aqui me sinto sentdo posta a prova em todas as minhas crenças. E, hoje, ouvindo o audio abaixo, me questionei mais ainda.

    No último mês, com minha relação mais intensa com o trabalho, com novos formas de atuação e entendendo o modelo de negócio com olhos limpos de pré-julgamentos e aberta ao que estava aprendendo, dando uma oportunidade para o novo, vi que o resultado foi diferente e a tendência é que tudo mude seguindo os passos do que criei com estes novos hábitos de trabalho.

    Leandro diz que os resultados são correspondentes ao esforço feito, e não à macumba, a roupa amarela da virada do ano, nem ao karma de cada um. O que colhemos é exatamente relativo ao quê e quanto planto e, a como me relaciono com as interferências do dia-a-dia, se sei usar corretamente meu tempo, as ferramentas tecnológicas, minhas emoções e meu planejamento. Por fim, depois de ouvir o audio e, com tudo o que tenho vivenciado, acredito que estou no caminho de mudanças de crenças, deixando de lado as magias em que acreditava e me baseava para explicar tudo o que me acontecia e me tornando uma pessoa prática. Existe um grande risco nessa mudança de comportamento, posso acabar abrindo caixas que estão fechadas há muitos anos e, assim posso causar uma grande revolução na minha vida e de outras pesssoas, agora o caminho já foi iniciado, não tenho como voltar atrás, posso ir devagar, mas não retroceder. Pode doer, mas ao final tenho certeza que estarei mais perto de minha verdadeira essência e quem sabe mais feliz do que estou hoje.

  • Momento intrusa.

     

    Me sinto uma completa intrusa em minha própria casa.

    Acostumada a viver em uma família reduzida, não sociável, confesso que não sei me relacionar com pessoas dentro do lugar onde vivo. Posso contar nos dedos das mãos, as vezes que recebi visitas em minha casa, as vezes que recebi família. Desde pequena fui apresentada a uma vida doméstica muito simples, reservada e solitária. Hoje, como resultado, não sei estar quando tenho pessoas na minha casa, principalmente se estas vêem para ficar dias e tomam conta dos espaços com uma naturalidade maior que a minha, como se tudo fosse deles. Neste momento cria em mim uma barreira que não consigo transporne-la e, sem a verdadeira ajuda familiar (dos poucos que vivem comigo), a barreira se torna maior e não consigo nem sair da minha cama.

    Não sei como funciona com vocês, eu tenho ritmos e rotinas matinais que gosto de seguir-las para que meu dia tenha um bom ritmo, não é uma rotina rígida, mas sim silenciosa, sentada a minha cadeira, tomando meu café com leite gelado. Não, não é um pedido meu, mas é o que meu marido me serve todos os dias e por isso tomo, sem protestar, para mim é mais sagrado o silêncio e a tranquilidade matinal que a forma como está meu café. Neste momento gosto de estar, por 5 minutos que seja, em paz, com meu cachorro ao meu lado, com a camisa e a calça posta, mas por fechar, sentada calmamente assimilando o novo dia que chega. Receber visita de férias, quando sua vida não está em sintonia com férias, quando sua conta bancária não te permite nem um centimo de gasto a maiores, é um grande transtorno. Me sinto mal por não saber reacionar a tudo isso, estou chateada por me isolar e não me sentir nem compreendida, nem amada. Me sinto decepcionada com tudo o que construí.

  • Hay días

    HAY DIAS 2

    Hay días que perco el foco.

    Hay días que perco las fuerzas.

    Hay días que como las nuves, algo camina por mi y me deja así,

    con el lloro atragantado.

  • Mariposas en el estomago

    mariposas en el estomagoHay un termo en español que me encanta, este más que otros, porque el castellano tiene unas palabras y frases muy simpáticas.

    “Mariposa en el estomago”, tener la sensación de que el estomago está lleno de mariposas. És lo mismo que decir que tiene mucha ansiedad, pero ansiedad por cosas buenas, que te emocionen, mismo que tenga miedo, pero te apasiona.

    Que ganas tengo de sentir mariposas en mi estomago, atualmente sinto presión y dolor en mi estomago, más por la tensión de los días y de los problemas.

    Cuando nos enamoramos sentimos, cuando estamos por concretar un sueño también. Creo que este año pueda sentir mariposas en mi estomago, por lo mínimo 2 veces, cuando mis conquistas y sueños se concretaren.

  • Se Deus estivesse ao meu lado

    pastor-ovelhas

    Se Deus estivesse aqui ao meu lado eu pediria para não cometer mais erros, eu tenho um medo absurdo de na minha velhice não ter onde morar, nem o que comer. Pediria para cuidar de minha família, em especial da minha mãe que não sei como lidar com suas questões e do meu filho, que ainda é pequeno e temo pelo seu futuro.

    Sim, pediria por mim, que me dê a fé e a certeza de que nunca ficarei com fome e que sempre terei uma cama para dormir, abrigada do frio, da chuva e dos perigos da rua. Mas não sei se pediria muito mais que isso, embora tenha sempre sonhado em ter muito dinheiro. Quando era mais jovem, pedia para ganhar na loteria. Sonhava em comprar uma casa grande, decorá-la com muitos poucos móveis, mas todos de muita qualidade e ver espaços livres e brancos, para que eu pudesse me sentir livre. Nesse sonho sempre via a conta bancária com muito dinheiro, muito mais do que eu poderia necessitar em minha vida. Olhava para o lado via uns poucos amigos, todos com seus problemas financeiros resolvidos. Minha amiga Glória com um lugar seu para morar, sem ter que enfrentar as discussões do dia-a-dia. Minha mãe com dinheiro na conta, para não sentir o medo e a angustia que lhe tocam a alma. Ele com dinheiro para resolver os problemas familiares e para pagar o seu apartamento, não tendo que ficar no desespero da Caixa sem pagar. A ONG que gosto, que faz as operações nas crianças? Sim, esta teria dinheiro garantido por muitos anos, para poder ajudar muitas outras crianças, faria doações mensais e anônimas, não quero publicidade com meu nome. O mesmo faria com a Instituição onde conheci ao L.F., eles precisam de ajuda, são muitas bocas para alimentar e uma casa muito grande para manter, seguro que faria doações mensais e anônimas. Não quero ser política, só quero um mundo melhor.

    Pra mim? Não preciso de muito, garantia de comida pelo resto de minha vida, casa ampla, simples e confortável, com muita luz. Preciso de um quarto amplo para caminhar ao redor da cama, um armário com poucas roupas e luz, muita luz. Tudo branco. Um escritório, colorido pelas capas dos livros, com uma mesa, um computador com a impressora e uma confortável poltrona para que possa ler. Teria uma rotina em que dedicaria parte do meu dia ou noite a leitura e escrita. Não sei se viveria desta arte, mas viveria por esta arte. Uma boa música, um bom filme, um bom vinho para reflexionar e escrever. Provavelmente me isolaria um pouco do mundo, pois o vejo feio, triste, egoísta. Buscaria a beleza na natureza. Todos os dias tomaria meu café na varanda, vendo as árvores. Com meu cão, fiel amigo sentado aos meus pés. Acho que teria outros 3 ou 4 cachorros, de raças distintas, todos soltos pelo jardim, vivendo a vida em paz e alegria, sendo mimados como, hoje é o meu Rufus. Rufus não perderia seu posto de queridinho da casa, duvido que no mundo haja um cão mais amado e mimado que este. E sim, ele ganharia um grande presente, uma casa ampla, com um jardim enorme para ele correr e reinar, como o cão mais velho e querido. Imagino Rufus nessa casa, contente, correndo, olfateando, e pulando feliz como já o vi em uma casa em Portugal. Aquela casa me bastaria, 3 quartos, uma ampla sala conjugada com a cozinha e um quintal/jardim, muito maior que toda a casa. Viver a vida com a simplicidade que hoje não posso ter, porque tenho que correr e matar 3 leões por dia.

    Se Deus estivesse aqui, pediria para acabar com o dinheiro no mundo, assim meus medos iriam embora e eu ficaria em paz. O que eu quero é pouco, não é luxo, não é uma Ferrari nem a roupa de moda. Eu quero uma casa no campo com o jardim maior que a casa, para deitar no chão e ver o dia passar e o Rufus correr.

    Se Deus estivesse aqui, pediria para resolver o problema que tenho hoje, aquele problema… Os outros, não são nada. E Deus toca no meu ombro e diz, mas Eu estou aqui, por que você não me pede? E eu, envergonhada, olho para o chão e no fio de voz que me sai da boca peço, me ajuda, resolve este problema e coloco os papéis em Suas mãos. Ele olha e sorri para mim.

    pegadas-na-areia-i2

  • Dores emocionais e formas de lidar com elas.

    dor-emocional

    Não sei se passa com vocês, comigo há momentos em que minha confusão mental é tão grande, que a desordem da casa me incomoda mais que nunca. A psicologia explica muito bem isso. é a insatisfação com a vida pessoal, acúmulo de stress ou situações que precisamos urgentemente de uma ordem para nos sentir mais controladores dos resultados. Eu particularmente busco resultados positivos, acredito que eles estejam aqui, mas não os sinto na intensidade ou tamanho desejado e por isso me estresso muito. A mudança de País dói, depois de uma situação estável e uma série de conquistas, tenho que recomeçar tudo do zero, num lugar diferente, com idioma distinto e com dificuldades de uma região que está com a economia estagnada.

    Galícia é uma região muito bonita da Espanha, mas dura, com pessoas desconfiadas, frias (também pelo clima) e com uma população que envelhece a olhos nus. As oportunidades são poucas e muito disputadas. Aqui tenho que provar a cada minuto minha capacidade por ser estrangeira, por ser mulher, por minha idade e por minha personalidade não tão amigável (ou seja lá como posso explicar). Isso tudo me cansa, me agota emocionalmente. Algumas vezes penso que o mundo não foi feito para pessoas como eu, que sentem demasiado, que se importam demasiado, que desejam demasiado, que acreditam demasiado, que esperam demasiado.

    Busco o minimalismo para alcançar a leveza que não consigo ter, a simplicidade na casa, e assim olhar o horizonte doméstico com mais amplitude e menos laços rodeados como um caracol de dúvidas e incertezas. Busco o minimalismo como forma de pensar para na simplicidade sofrer menos, não sei se me faltam crenças para encarar este modelo de vida e entrar de cabeça, ou se todas a dificuldade vem por viver com pessoas desorganizadas e que não são minimalistas. Não, não os culpo por não conseguir, no geral, nunca culpo ao outro, mas sim a mim mesma, minha baixa estima não me permite acreditar que a culpa seja do outro, do meio, da sociedade, da economia… Por isso sofro, melhor dizendo, também por isso sofro.

    Queria uma pessoa que me acolhesse, e me ensinasse a viver de forma menos dolorida. Uma pessoa que compreendesse o que sinto e me ajudasse a sair dessa espiral que me leva ao fundo da terra onde me queimo a cada passo que dou rumo ao centro de larvas.

    Sei que amanhã ou depois estarei melhor, mas aqui, cada vez mais sinto estas dores emocionais vindo ao meu encontro. Outro dia me disseram que é muito comum, que 85% das pessoas que mudam de País sofrem com depressões e dores emocionais, não gosto de me imaginar dentro deste percentual, tenho que ser mais forte.

    Boas atitudes são importantes para este momento, abaixo indico algumas que tento fazer, nem sempre são possíveis, mas quando as faço surtem um efeito muito agradável e acabo me esquecendo dessas dores emocionais.

    • ajudar pessoas que necessitam, fazer atividades voluntárias em ONGs;
    • brincar com o filho e com o cachorro, um tempo passado com eles, brincando e rolando no chão, rindo de bobagens ou simplesmente um abraço, tem um efeito reparador melhor que muitos remédios e que uma noite de sono;
    • meditar, caminhar, ouvir música, dançar, ou seja fazer atividades que envolvam a mente e o corpo, ajudam a mudar o foco e esquecer o que me incomoda, até que fico tranquila, mais relaxada;
    • ler um livro ou ver um filme;
    • escrever no blog, num caderno, numa folha de papel, seja para guardar ou queimar, o importante é escrever, essa é uma técnica que ajuda muito, desafoga as emoções e não satura o ouvido das pessoas. \\mas se você tem um super amigo de mão ou um psicólogo/analista, falar trás efeitos mais benéficos ainda;
    • fazer faxina, limpar a casa, passar roupa, organizar o exterior ajuda a organizar o interior.

    O objetivo neste momento é desfocar a mente do looping que entra com o pensamento atordoante, assim a dor passa e você renova forças para seguir a vida.

    Espero que estas palavras possam te ajudar de alguma forma, e se quiser compartilhar dores ou experiências, inclusive o que faz para melhorar, me conte nos comentários.

    Um abraço a todos e força, todos nós podemos o que quisermos.

  • Uma história

    mao enfaixadaEstou em casa de molho, em repouso, por um tombo em que fissurei a união de dois dedos, o 4 e 5 dedo da mão direita, com isso não posso trabalhar, dirigir e nem escrever. Agora, para digitar, levo muito mais tempo do que o habitual, pois tenho somente a mão esquerda para teclear. Ao menos isso sei fazer com a esquerda. De resto, tudo se torna muito difícil, desde das coisas mais simples como escovar os dentes e comer, é como se tivesse que aprender novamente. Não foi nada grave e espero logo tirar esta placa metálica e atadura.

    Eu sou das pessoas que acredito que de tudo devemos tirar algum proveito, melhor me explico se uso a palavra aprendizado. E destes dias de baixa, de repouso, acredito que os benefícios são muitos, como:

    Aceitar – aceitar o que aconteceu e tomar o tempo necessário, indicado pelo médico, para minha recuperação.

    Aproveitar – aproveitar para dar amor e carinho a minha família e a mim mesmo, que na correria da vida e do dia-a-dia de trabalho não tenho feito.

    Pensar – pensar no que quero, onde e quando perdi algum valor pessoal e o rumo de coisas que não me vão muito ao meu agrado.

    Ler – ler é minha paixão, e com a rotina de trabalho tenho deixado de lado o que me ajuda a repor energias. Por isso, vou ler tudo o que possa nesse período, desde livros sobre vendas, a romance, auto ajuda… tudo o que possa me rechear de energia e conhecimento.

    Aprender – aprender com o tempo, a aceitar o tempo da vida. Como minha mãe dizia, dar tempo ao tempo e controlar a angustia e a ansiedade.

    Enfim, muito o que me envolver para não ficar a cama dormindo e me lastimando com medo do que me pode passar. Sim, confesso que ontem tive medo, estou há pouco tempo no trabalho, 4 meses, e uma baixa como essa não sei o que pode me impactar na empresa, não conheço as leis daqui para saber se corro riscos. A verdade é que, esteja onde esteja, se trabalha na área comercial e não vendes, sempre existe o risco… espero que aqui se valore a situação. E se não valorarem, como dizia minha mãe, outra empresa melhor me chamará e terei uma melhor condição. Sim, minha mãe em sua boa fase sempre foi uma referencia em luta e positividade, mas chegou um momento que seu animo se foi com a dureza da vida, e ela entrou em uma depressão muito forte, que não reconheceu e não tratou, o que a isolou de toda a sua família, inclusive de mim, sua única filha. Sinto saudades da mãe forte, que quando eu era pequenina, com 6 anos, mais ou menos, me punha a dormir e sentava na sala para estudar o telecurso. Lembro que me levantava, pé ante pé, e ia espiar o que ela fazia ali sozinha e a via com livros, lendo e lendo e lendo. Nunca falamos sobre isso, em meu intimo sempre soube que ela fazia por ser uma mulher muito forte, que não teve oportunidade de estudar e queria ser alguém na vida, mais que uma costureira. Acho que ela não conseguiu finalizar este curso, nunca vi um certificado em casa, e na época de colégio chegou um momento que ela me disse:

    – Agora não posso mais te ajudar, você já tem mais estudos do que eu, e não tenho capacidade para te ajudar nos deveres, você precisa aprender a fazer sozinha.

    Isso aconteceu mais ou menos quando eu tinha 12 anos, uma criança ainda, má já tinha mais estudo e conhecimentos que minha mãe. Porém, lembro que geografia ela sempre gostou de acompanhar comigo, ela tinha muita facilidade pra entender os mapas, acho que era por seu desejo de conhecer lugares, infelizmente ela não conheceu muitos.

    Mãe, esteja onde esteja, esteja como esteja, sinto falta de você. Da mãe que foi e não pode ser por muito tempo, sempre me preocupei muito por você. Sei que em suas fantasias mentais, te fazia acreditar e imaginar coisas a meu respeito que não são reais, te perdoo por isso, sei que foram os transtornos mentais que faziam isso e não você, você sempre teve um bom coração, amargurado e sofrido é verdade, mas em seu intimo sempre muito bom e inocente!

    Mãe, acho que cada dia mais se faz hora de escrever a carta que sempre tive em mente, ela é longa, dolorosa e libertadora. Não sei se você a lerá, não sei como você está agora, fazem meses que não tenho notícias suas e não sei como falar com você, você se isolou mais ainda, e espero que seu sofrimento ….uff,  não tenho palavras, agora só lágrimas me saem…

     

  • Hoy no terá video, pero terá texto y fotos.

    Hola Chicos y Chicas!

    Que tal?

    Hoy no terá vídeo, tal como ayer. Tengo mi hijo con fiebre a casa y necesito dar atención a él. Nada que mimos de madre no curen.

    Hoy estuve trabajando aquí en Santiago, pero ayer conocí a Muros, y mientras trabajaba, hice unas fotos para me recordar deste sitio precioso. Me gustó mucho el resultado de las fotos, espero que los encanteis con las fotos, así como yo. Muros esta en la provincia de La Coruña, una región de playa y tiene 10.050 habitantes (2011). En verano estará a top, o sea, muy distinto de como vemos en las fotos. Esta ciudad tiene la arquitectura típica gallega, que contrastada con el lindo día de ayer, me ayudo muchísimo para sacar estas fotos.

    Si quieres conocer a Muros, no perca la fecha de 29 de junio, cuando hacen la más tradicional fiesta de la región dedicada a San Pedro, con concurso de las empanadas, mucha verbena y fuegos artificiales. Abajo unas pocas fotos hechas por mi.

    Hoy, después de una charla con un amigo y unos momentos de meditación, estuve pensando y me hice unas cuantas preguntas.

    • Que me hace feliz, contenta en un trabajo?
    • Que me hace levantar de la cama todos los días, cual és mi propósito de vida (para toda la vida o solo para este momento)?
    • Que valores tengo?
    • Tengo mis metas, objetivos personales bien definidos?

    No que estas preguntas me tengan sido hechas por mi amigo, no, de verdad que no. Pero de nuestra charla, me quede pensando en la vida, en mi vida y me vino estas preguntas a cabeza. No lo sé si tu tienes estas respuestas claras en tu mente, yo si, las tengo, y las tengo aliñadas con mi corazón, de mi punto de vista es importante tenerlas aliñadas para que tu estes contenta, mismo cuando el momento actual no sea tan sencillo, al tener objetivos claros y aliñados, tu tendrás más fuerza para sobrevivir a las dificultades que pasen. Por eso te indico que piense, medite, sin prisa. Conteste a estas preguntas lo más fiel a tus sentimentos, muchas veces la premera respuesta es la que vale, la real, pero la intentamos ocultar pues poden nos traer sorpresas y medos. No critique lo que penses, admita que puede haber una persona dentro de ti que queira salir a vivir y, por N factores puede estar oculta en tu día a día. Permita se viver y descobrir tus deseos, valores y verdades.

    Y por fin, sabes que estas preguntas y respuestas poden te llevar a un camino minimalista? Porque? Simples, al saber lo que quieres y quien eres puedes enfocar tu vida a este camino, puede hacer lo esencial para las conquistas idealizadas. Y eso, es puro minimalismo de vida y mente. Simples y al punto, al foco.