Tag: Ser mãe

  • Día 08 – Sigo aquí

    Hoy las clases empezaron. Pensaba que iba a ser mucho peor con mi hijo. Lo que sí percibí es que la medicina le hace corta, con el fin de las vacaciones la tomó más temprano y por la mitad de la tarde ya se le veía distinto, nervioso, su voz estaba algo agresiva y él no dejaba de hablar. Creo que a partir de mañana que tiene futbol todos los días le dará abasto la dosis, pues usará esta energía suya para lo que le encanta hacer y lo hace muy, pero muy bien.

    Hable con el director del club y su entrenador, para que sepan lo de la medicina. Fueron las personas más amables y atentas que he visto, propondo que lo dejemos entrenar más horas a la semana, para usar la energía que tiene a mayores. Ya, lo mismo no pasó con su profesora de clases de refuerzo, que pago para ayudarle, más que al fin solo le puso a bajo con comparaciones y reclamaciones, sin incentivarlo apenas criticando. Qué rabia! En su momento trague saliva pues no fue capaz de gritar y llamarla de nombres horribles, pero me sentí muy mal, por permitir que hablase así de mi hijo. Peor, habló así con ello, que no fue capaz de defenderse. Me siento mal por no haber tenido la fuerza para defenderlo con palabras. Lo que hice fue quitarlo de esta clase. Mañana toca concertar cita urgente con la tutora del instituto para que ella pueda saber lo que pasa y allí sí tengo que ser fuerte y defender a mi hijo.

    Tengo que ser la madre que no he tenido.

    Tengo que ser la madre que él necesita.

    Tengo que ser la madre, la súper madre, no me contento con menos.

  • BEDA #14 + Reto de los 100 días #14

    como ser maeHoje quero compartir com vocês um assunto que nem todos vão entender, imagino. Vamos falar sobre a maternidade. Portanto, leitor amigo, se você é homem, tenha certo que ser pai é diferente de ser mãe. E segundo, pode ser neurose minha, mas ser mãe não é apenas parir, dar comida e todas estas coisinhas. Essa pra mim é a parte trabalhosa, porém fácil. O complicado, do meu ponto de vista, é que ser mãe envolve sentimentos de frustração por não saber como proteger e garantir 100% o futuro do meu filho.

    Ao mesmo tempo que me preocupo tanto com o futuro dele, em outros pontos dou liberdade. Deixo ele sair (de dia) para ir sozinho ao colégio, ao campo de futebol, no mercadinho e em alguns outros lugares que possa ir a pé. Além disso permito que veja filmes polêmicos, como foi o caso de uma série do Netflix, em que uma menina se suicidava e contava o motivo pelo qual tinha chegado a esse ponto. Vimos esta série juntos em família, debatendo as questões que apareciam e algumas vezes inclusive sinalizando com exemplos de nossas vidas, afinal eu e o pai, já fomos jovens e passamos por muitas. Compreendo que algumas pessoas podem dizer que estamos antecipando fases, permitindo que meu filho veja e saiba de coisas duras da vida. Sim, pode ser, mas sempre preferi conhecer e dar a conhecer com o apoio familiar.

    Eu não tive esse apoio familiar e aprendi na rua, na vida. Nem tudo foi gracioso, nem tudo aprendi em seu momento, algumas coisas aprendi muito cedo e outras muito tarde e, ao aprender na rua, com pessoas que se diziam amigos… também passei por situações de bulling. Em casa ele aprende, argumenta, escuta opiniões (eu e o pai nem sempre concordamos, muitas vezes temos ideias diferentes) e ele próprio chega a conclusões para a vida, com base em uma relação de confiança e amor.

    Outro dia preocupada com o futuro do meu filho, me fechei no quarto e chorei muito. Ele me pegou nesse momento e não me deixou em paz até saber o motivo de tanto choro. Não gosto de mentir, nem de esconder coisas dele e contei:

    – Filho, eu cometi um erro grave e por isso perdi uma coisa muito importante para o seu futuro, que te ajudaria e que poderia ser uma base para você.

    Ele nesse momento me abraçou e disse:

    – Mãe, quantas vezes eu errei? – tentei interromper para explicar que meu erro não era como os erros de uma criança, mas ele não permitiu, disse que era sua vez de falar, e seguiu: – Mãe, eu ja errei muitas vezes e todas as vezes que falhei no futebol ou numa prova o que você sempre me falou é que com os erros aprendemos. Então? Você aprendeu com seu erro?

    Chorando respondi com a cabeça que sim e completei. – Filho, meu erro é erro grave e de adulto, pois vai impactar no nosso futuro e numa coisa que eu queria deixar para você, mas não poderei. Eu calculei mal e fiz um investimento errado e perdi um dinheiro que serviria para o seu futuro, para a sua faculdade, para a sua vida.

    Nessa hora ele me olhou serio, pensou e falou. – Você tá assim por dinheiro? Mas eu não te pedi dinheiro, eu quero meu pai e minha mãe. Dinheiro eu terei o meu.

    E me abraçou e pediu para não chorar e esquecer, que já era passado.

    Parei de chorar naquele momento, mas a verdade é que ainda me martirizo pelo que aconteceu e sigo sofrendo pelo futuro dele. Agora, nesse exato momento ele chega de um partido de futebol e me conta as conquistas e perdas e junto com elas as dores físicas. Comemoro com ele, mas no fundo do meu coração já percebo, a angústia que aperta o peito e me corta a respiração e com isso, volto a sofrer pelo futuro dele, sem saber se ele vai conseguir conquistar os seus sonhos….