Hoje estou trabalhando em Portomarin. Foi uma grande surpresa conhecer esta pequena cidade, um Pueblo, como chamam por aqui. Tem uma arquitetura e um astral que me encantou. A principal renda é o turismo, perdi a conta de quantos albergues e bares que encontrei aqui.
Parei para comer num dos bares que estava cheio de peregrinos, muitos ingleses, uns poucos chineses e um italiano encantador que me pediu ajuda para falar por telefone. Ele queria reservar uma cama num albergue que está a 10 km daqui de Portomarim e falando Italiano ninguém o compreendia, nem eu. Mas a lingua dos sinais e do olhar amável muda tudo. No final ele se foi feliz, por seu caminho, rumo a cama reservada por 10€, e eu fiquei com o coração agradecido por ter ajudado uma pessoa. Mas como dizia, o restaurante está cheio de peregrinos, a maioria ingleses, pela aparencia tem mais de 60 anos e a maioria são mulheres, lindas, com seus cabelos brancos e loiros, em cortes diversos, mas sempre muito bem arrumados. Mulheres vaidosas com apenas um batom e uma roupa simples, complementada pelas bufandas coloridas.
Não faço o caminho de Santiago, mas acabo viviendo o meu caminho de Santiago, viajando diariamente por Galícia a trabalho e conhecendo pessoas. Em alguns lugares faço breves amigos, que marcam meu dia com um sorriso e uma palavra amigável. Vejo a natureza e a arquitetura deste novo País que vivo e me pergunto, sempre, porque não vim antes? Não sei responder, não há resposta para o tempo, há coisas que acontecem em nossa vida no tempo exato da vida, e não conseguimos mudar.
Perceber que os valores que sempre quis transmitir para o meu filho, não são os seus valores me faz sentir culpada. Culpada por não ver que ele tem uma personalidade própria e muito distinta da minha. Culpada por esperar que ele responda como desejo. Culpada por dar mais tempo e dedicação a ele do que a mim mesma. É como se o avião tivesse despencado e eu tivesse me preocupado em salvar a vida do meu filho e de seu pai, e deixado a minha para o fim, acreditando que sou a super mulher maravilha, e ao fim, descubro que não. Não sou essa mulher, perdi a eles e a mim mesma.
Um poço sem fim se abriu diante de mim e não tenho visão do fundo, apenas um poço estreito, comprido e muito escuro. Tenho que descobrir uma forma de me agarrar a uma dessas pedras para não cair no fundo do poço, mas também posso descobrir uma forma de aprender, rapidamente, a voar. Assim fico livre de toda esta opressão que corrói meu coração.
A imagem que tenho tua é de um homem grande, com a cabeça enorme que podería ser sinônimo de seu grande intelecto, mas não é o que percebo. Um homem com o aspecto que não me atrai em nada, nem como amigo, muito menos como amante. Sim, pelo que sei você é um bom funcionário, toda uma vida dedicada a mesma empresa. Para mim não é um mérito, mais sim comodismo e medo de arriscar a ser algo melhor na vida. Você se satisfez com o salário recebido, a velha casa pequena e desordenada. O velho fusca, que já não anda, ali parado no corredor que leva a casa.
Quando te conheci eu não tinha uma lata de cerveja na mão, mas você insiste em dizer para todos que sim, eu tinha. Entendo que esta é a ideia que você tem, de uma ilusão, queria que a mulher de seu amigo fosse uma alcóolatra como você. Sim, não tenho outro adjetivo para te dar. Sempre o excesso de bebida e comida, as largas gargalhadas causadas pelo alcóol, a voz forte e alta que se escuta da esquina. Não crio ilusões contigo, não pertenço e nem quero pertencer a este mundo.
Confesso que tentei, por um bom tempo busquei formas de me aproximar, mas as pessoaws que giravam ao seu entorno, não me diziam nada. O favelês que escutava em sua casa gritava ao meu ouvido e me deixava com forte enxaqueca, tudo divergia do mundo que vivi e do colégio francês que frequentei. Não sou mais nem melhor, só busco uma vida diferente, quero viajar e conhecer a arquitetura, a cultura, os costumes. Não me contento em conhecer os bares e a comida.
Podemos viver os dois num mesmo mundo, só não podemos estar os dois numa mesma casa por mais de 3 horas. Você não me convence e seu tom debochado me eriça a alma. Melhor que se vá, mesmo que fale que não sou cordial e educada. Que posso esperar de ti? Que compreenda que não sou feita da mesma matéria que você? Que entenda que seu amigo, por algum motivo, que nem eu mesma sei, me escolheu para estar 20 anos a seu lado? Sim, 20 anos, não entendo como chegamos tão longe. Uma criança disse, ele ao lado deste amigo sorri como nunca vi. Então que faz comigo se lhe tiro o sorriso? Melhor que acabe agora, melhor que não complete 21, nem 30. A vida é única e curta demais para viver sem sorrir e ao lado de alguém que não te alegra.
Hoje é domingo, neste ponto do planeta, são 14 horas de um dia ensolarado de outono. Nesta cidade, algumas pessoas pensam sobre fatos que aconteceram no dia e na semana, outros se divertem sem pensar. De tantos pensamentos, quatro culpavam a uma mulher por situações de um domingo ensolarado de outono, mas nenhum deles foi conversar com a mulher, que por sua vez se sentia incompreendida.
Assim muitos levam a vida. Avançamos em tantos aspectos, porém a cada dia retrocedemos num que, para mim, é o primordial, a comunicação. Tenho ulguns exemplos:
em uma sala de reunião cinco comerciais são questionados sobre o mal resultado da semana, percebo que todas as mentes respondem, porém nenhuma pessoa se atreve a por voz a seus pensamentos, estão descontentos com as políticas da empresa, mas nenhum quer se expor e falar o que pensa, todos escolhem calar, deixar ir a oportunidade de se comunicar e entender o que pode ser feito e melhorado.
uma família recebe visitas em casa, ao total na casa são quatro homens e uma mulher, por não se comunicarem adequadamente, por pensar e não falar, por não saber dar limites, por não saber dizer não, acontece o inevitável. Uma briga e as visitas se vão magoadas, mas a mágoa persiste na família que ficou, alguma parte se perdeu e a relação perdeu o encanto e o motivo de pertencimento.
Esses exemplos são reais, e o que antes era uma cidade, uma família, uma equipe, agora se multiplica. A mulher, única nos dois exemplos recebeu uma proposta de trabalho em outra cidade e se foi, deixou a equipe comercial calada na mesa de reunião e, também deixou a família com as visitas.
A sala de reunião de tão calada, perdeu seu chefe, que cansado de não ter respostas, largou tudo e foi plantar batatas.
No caos emocional do meu dia, no momento que limpava a casa, buscando indiretamente limpar os pensamentos, pus o celular para falar, queria calar minha mente e ao final vi que o caos piorou. Escutei diversos audios do Leandro Karnal, um grande filósofo e palestrante, e acabei pensando mais sobre o que tenho feito com minha vida. Desde que cheguei aqui na Espanha, percebi que as pessoas por aqui não são creentes em energias e misticismos como eu, resultado, desde que cheguei aqui me sinto sentdo posta a prova em todas as minhas crenças. E, hoje, ouvindo o audio abaixo, me questionei mais ainda.
No último mês, com minha relação mais intensa com o trabalho, com novos formas de atuação e entendendo o modelo de negócio com olhos limpos de pré-julgamentos e aberta ao que estava aprendendo, dando uma oportunidade para o novo, vi que o resultado foi diferente e a tendência é que tudo mude seguindo os passos do que criei com estes novos hábitos de trabalho.
Leandro diz que os resultados são correspondentes ao esforço feito, e não à macumba, a roupa amarela da virada do ano, nem ao karma de cada um. O que colhemos é exatamente relativo ao quê e quanto planto e, a como me relaciono com as interferências do dia-a-dia, se sei usar corretamente meu tempo, as ferramentas tecnológicas, minhas emoções e meu planejamento. Por fim, depois de ouvir o audio e, com tudo o que tenho vivenciado, acredito que estou no caminho de mudanças de crenças, deixando de lado as magias em que acreditava e me baseava para explicar tudo o que me acontecia e me tornando uma pessoa prática. Existe um grande risco nessa mudança de comportamento, posso acabar abrindo caixas que estão fechadas há muitos anos e, assim posso causar uma grande revolução na minha vida e de outras pesssoas, agora o caminho já foi iniciado, não tenho como voltar atrás, posso ir devagar, mas não retroceder. Pode doer, mas ao final tenho certeza que estarei mais perto de minha verdadeira essência e quem sabe mais feliz do que estou hoje.
Busco uma pessoa, que me compreenda, que me estimule a crescer e aprender. Busco uma pessoa que converse, que tenha a mente simples com a palavra clara e pontual. Busco uma pessoa sem os floreios da modernidade e com a simplicidade de uma vida vivida. Que tenha o equilibrio como dom do viver, que não seja preconceituosa, nem generalista, uma mente aberta com gosto pelos livros e que não acumule objetos, apenas histórias para contar.
Busco uma pessoa que independente da idade, seja jovem na mente e no desejo de sempre conhecer mais. Um amante do fazer junto, do sentar para um chá com leitura na terraza, aproveitando os últimos raios de sol de uma fria tarde do inverno europeu.
Busco uma pessoa, que não sei se a encontrarei. As que tinha, acabo de deixar. Me encontro só, num escuro quarto, numa noite de sábado, no outono europeu.
Me sinto uma completa intrusa em minha própria casa.
Acostumada a viver em uma família reduzida, não sociável, confesso que não sei me relacionar com pessoas dentro do lugar onde vivo. Posso contar nos dedos das mãos, as vezes que recebi visitas em minha casa, as vezes que recebi família. Desde pequena fui apresentada a uma vida doméstica muito simples, reservada e solitária. Hoje, como resultado, não sei estar quando tenho pessoas na minha casa, principalmente se estas vêem para ficar dias e tomam conta dos espaços com uma naturalidade maior que a minha, como se tudo fosse deles. Neste momento cria em mim uma barreira que não consigo transporne-la e, sem a verdadeira ajuda familiar (dos poucos que vivem comigo), a barreira se torna maior e não consigo nem sair da minha cama.
Não sei como funciona com vocês, eu tenho ritmos e rotinas matinais que gosto de seguir-las para que meu dia tenha um bom ritmo, não é uma rotina rígida, mas sim silenciosa, sentada a minha cadeira, tomando meu café com leite gelado. Não, não é um pedido meu, mas é o que meu marido me serve todos os dias e por isso tomo, sem protestar, para mim é mais sagrado o silêncio e a tranquilidade matinal que a forma como está meu café. Neste momento gosto de estar, por 5 minutos que seja, em paz, com meu cachorro ao meu lado, com a camisa e a calça posta, mas por fechar, sentada calmamente assimilando o novo dia que chega. Receber visita de férias, quando sua vida não está em sintonia com férias, quando sua conta bancária não te permite nem um centimo de gasto a maiores, é um grande transtorno. Me sinto mal por não saber reacionar a tudo isso, estou chateada por me isolar e não me sentir nem compreendida, nem amada. Me sinto decepcionada com tudo o que construí.
Hoje me tocou trabalhar em Palas de Reis, uma cidade na Provincia de Lugo. Palas é uma das cidades do caminho que leva a Santiago, pelo caminho francês. É uma cidade histórica, o castelo da foto é do ano de 702, foi residencia de um rei visigodo que matou ao duque de Galícia, que havia transformado o ducado visigodo em reino. Uma história de traição dentre tantas nos períodos de guerra e disputas de poder.
A cidade é tão pequena que tem uma rua principal e algumas transversais, paralela a principal, nada…rs. O forte da cidade é o caminho de Santiago, vi mais albergues que negócios. Gosto desse astral de cidade pequenita, mas fico imaginando o morador daqui, ele deve cansar de viver num lugar que depende principalmente do turismo, os turistas, cada vez menos tem respeito ao lugar e às pessoas locais. a culpa não é do turismo ou turista, acho que este é só um reflexo de como está a humanidade, cada vez mais egoísta e intolerante. Avançamos tanto em tecnologias e conhecimentos que deveríamos mudar o chip das relações e fazer melhor, mas não é o que vejo.
hoje pela manhã no trabalho fui elogiada, pelo meu dia anterior. Deveria estar feliz, acontece que o ser elogiada, causa desconforto em outras pessoas, que sentem incomodo porque atingi resultados que buscam os chefes. Sem buscar muito eu consegui,, pode ser por coincidência astral, ou porque mudei minha forma de me relacionar com a vida e com as pessoas, de verdade não sei, não tenho claro o que me fez conseguir o resultado. O que tenho muito claro na minha cabeça, a reação da equipe, que deixa de falar comigo, tomar o café e sai do escritório com a cara e a energia transformada é a única que não me agrada. Eu não posso fazer nada por eles, lamento, fiz por mim, nosso trabalho é isolado, dependemos pouco de cada colega, e sim, dependemos muito de nossa predeterminação a conquistar. Uma pena isso tudo, o ser humano por mais educado que seja, ainda tem muito o que aprender, o que evoluir. As vezes penso que mudamos pouco comparado com os homens das cavernas.
Estou muito atrasada, eu sei, já estamos no final de setembro, um mês depois. Tinha deixado este post feito no rascunho e me esqueci dele, essa é a verdade. Então, agora que encontrei, ai vai.
Dizem que o mês de agosto é o mês dos desgostos, por isso decidi fazer dele um mês minimalista, não criei muitas expectativas, embora tinha metas para ele, que não consegui cumprir, pois trabalhei mais que imaginava. Assim, levei o mês com tranquilidade, superando dia a dia o que me aparecia.
No trabalho escutei dos meus companheiros que era um mês horrível com as pessoas de férias e, uff, me cansei de tanta lamentação. Minha paciência não é muito grande, sou ariana. Acredito que melhor que lamentar, devemos olhar para frente e para os lados, para buscar novas alternativas, alguma forma de reverter as situações e, como nem sempre conseguimos mudar o cenário, minha dica é que relaxe e viva, espere passar o que incomoda, afinal nada é eterno. O principal nesse momento é não focar no negativo, se não consegue por um caminho busque outro, pare, respire, espere a nova maré e siga caminho.
Com tudo isso, não quero dizer que meu mês de agosto foi maravilhoso, mas sim garanto que foi um mês de muitas descobertas e conquistas. Nem todas as minhas metas foram alcançadas, porém as que foram, são importantes.
Conseguimos definir a equipe de futebol que o filho vai jogar. Foi uma decisão difícil, que me encheu de ansiedade porque não queria escolher nada errado para meu filho. Resulta que com 2 semanas de treinos e alguns partidos amistosos, ele está muito feliz. Isso é o que importa!
Consegui dedicar tempo de qualidade para estar com a minha família. Mesmo com o sufoco do meu trabalho, os poucos momentos que passamos juntos, dedicamos para, em equipe, fazer coisas pela casa, por e para nós. Foi divertido e prazeroso.
Sobrevivemos a um mês com muito pouco dinheiro (a empresa me descontou um bocado pelos dias de baixa que tive quando caí e me machuquei, e não pude trabalhar). Tivemos alguns momentos tensos, sem saber como fazer, mas fomos criativos e agora o mês de agosto é todo passado.
Sigo com duas negociações muito importantes no Brasil, elas caminharam mais em agosto do que em todo o ano. Veremos o resultado em breve, assim espero.
Conseguimos manter a casa organizada, ou mais organizada do que nos últimos meses.
Consegui controlar minha dores. Passei um período feio, com muitas dores no corpo, e agora controlo, com a ajuda de meditação e uma medicação que em pouco tempo vou eliminar. Quem me conhece bem sabe que não gosto das medicinas. Já me basta a que sou obrigada a tomar por toda a minha vida.
O Ho´oponopono voltou a fazer parte da minha vida. Agora tenho mais conhecimento do método e todos os dias dedico tempo para ler e meditar. Notei uma diferença considerável na minha energia. Esta técnica se encaixa muito bem com minhas crenças espirituais, por isso não foi difícil me adaptar.
Assim vou vivendo, a cada dia tenho a oportunidade de começar tudo do zero, fazer melhor do que fiz no dia anterior. Aprender algo novo e conhecer uma pessoa nova. Dia a dia tenho motivos para agradecer a vida.
Não quero ser mais uma de tantas falando sobre minimalismo como moda. para mim é uma busca pessoal, por simplicidade, felicidade e um adeus ao stress. Estes dias percebi que o minimalismo vai mais além do que buscava ou estava vivendo. Não é apenas simplicidade de vida e felicidade, o minimalismo pode ir muito mais longe, é um conceito de vida que com dedicação pode afetar valores que estavam enraizados em nossa pessoa. Como percebi? Tive uma experiência que me fez sentir a pessoa mais feliz do mundo e quando parei para observar o que me dava esta sensação plena de felicidade vi que tinha muito pouco a ver com dinheiro, lugar onde estava (Brasil ou Espanha, uma casa linda ou meu velho apartamento) e sim, tinha tudo com a relação e a simplicidade do momento em família. Me senti a mulher mais feliz do mundo por estar na cama com meu marido, filho e cachorro, conversando e rindo. E, nesse momento não falávamos sobre compras e coisas, mas sim sobre um momento delicioso que tivemos em família no café da manhã, quando todos juntos na nossa velha cozinha disfrutamos de um delicioso pão com manteiga e depois brigamos, de brincadeira é claro, por pedaços de um melão super docinho.Esse momento de descontração e diversão em família, certamente ficará em nossas memórias e sim, isso é felicidade, isso é plenitude e abundancia de vida.
Ontem enquanto trabalhava, e minha cabeça não parava de pensar no meu principal problema, acabei por fazer uma lista mental de todos os últimos problemas que tive e percebi que a maioria estava relacionado com dinheiro. Tudo se resumia em uma palavra, dinheiro. Não quero amaldiçoar o dinheiro, mas sim colocar ele num lugar determinado, que não seja o ponto focal de minha vida. Ele não me salvará e nem colocará em perdição, e por isso, perceber que o dinheiro é o único que pode solucionar os problemas que tenho agora, me ajuda a perceber que deixar ir, pode ser a grande solução para os maiores problemas ou dores.
Explico: hoje sofro muito porque estou prestes a perder um apartamento que tenho no Brasil e que não consigo pagar o financiamento, não consigo pagar por uma série de circunstâncias que não tenho como dizer se fiz certo ou errado. Quando mudei de País deixei um valor considerável no banco para fazer os pagamentos mensais do apartamento, acreditando que em X’s meses eu já teria um bom emprego aqui e poderia mandar uma quantia ao mês para efetuar os pagamentos, acontece que os planos A, B e C, não aconteceram e agora estou me reinventando, porém isso leva tempo e de momento, não tenho dinheiro para fazer o pagamento e assim estou para perder um imóvel. É triste, acredito que não estava preparada para o perder, por isso pensando cheguei a conclusão do “deixar ir”.
Quando comecei a viver o minimalismo, lá neste apartamento que agora estou perdendo, vivia com a intensão de facilitar a vida, tinha sofrido muito fechando a vida do meu pai que era um acumulador desorganizado e decidi que eu não seria assim, eu teria tempo pra mim e para minha família, foi assim que comecei, limpando e destralhando o armário do escritório, dali passei para roupas de casa e depois para as roupas da família, estava determinada a facilitar a vida. Nesse momento surgiu a novidade, a mudança de País e assim tive que fechar mais um apartamento e transformar tudo o que tínhamos em algumas poucas malas, incorporei o minimalismo. Com o passar do tempo, claro que acumulei algumas coisas aqui no novo País, mas sempre tenho a atenção e de tempos em tempos faço uma limpeza e destralho coisas que já não uso, vigiar é importante, pois as velhas manias sempre podem voltar. Assim, mantenho o controle, mas este final de semana consegui me aprofundar mais no conceito do minimalismo, percebendo a felicidade de momentos tão simples e vendo que sempre dei ao dinheiro um valor maior que o que deve ter na vida que busco.
E vocês, como vêem o dinheiro? Que relação vocês têm com ele? Como encaram e vivem o minimalismo? Me contem, ficarei muito feliz em conhecer um pouco de cada um dos meus leitores.