Cherry Chic é o nome de trabalho na internet da autora, que em realidade se chama Lorena. Ela diz ter uma vida muito simples rodeada de amigos e família. Se assim for é assim que ela fez parecer neste livro. Um romance água com açucar, bom para passar o tempo. Tampouco espere muito mais do que isso. Umas cenas de romance, um tanto de sexo para apimentar o livro e a vontade de que acabe logo, só para não deixar o livro pela metade. Muito açucar, sexo e uma família grande e intensa… demasiado para mim.
Comprei este livro no mesmo dia que comprei Mujercitas, buscava um romance que me arrebatasse o coração, mas não imaginava tanto. Não sei até que ponto este livro retrata a vida da autora, parte é real e o que mais me comove, é a forma como escreve. Texto cortado, intenso, rápido e dedicado a mãe. Uma carta-livro, como se homenageasse, culpasse e pedisse desculpas a mãe.
O livro é duro, conta o incesto que Christine sofre quando toma contato com seu pai, o livro me fez chorar, é profundo, conta os fatos e mostra as marcas que certos fatos deixam de rastro nas vidas. Este livro me trouxe sentimentos que estavam guardados e a necessidade imperante de escrever para minha mãe.
Difícil falar deste livro, tenho ele sobre minha mesa, ao lado do computador, me sinalilzando, que ele veio para minha mão com um motivo, o de contar meu relato pessoal, o de perdoar minha mãe. O de me perdoar.
Quero conhecer outros trabalhos desta autora, ela tem alguns prêmios, inclusive, um dos prêmios que recebeu ela recusou, dizendo que sua obra não estava a altura e em concordância com o prêmio a qual estava sendo nombrada. Uma mulher de personalidade é o que me parece.
Tinha a idéia de um romance delicado e de rápida leitura e me surpreendi. Sim, é um romance, mas com um tom espiritual. De alguma forma o autor põe o destino a dar voltas e significados para as coisas que se passam na vida de Teresa.
É como muitas vezes em minha vida, que sinto que a mão do destino me leva para rumos ou lugares não imaginados, mas que com o tempo, ao olhar o passado, vejo que tudo se encaixa e se justifica.
Termino o livro sem saber se de verdade parte desta história é real, se Alice e Teresa viveram. Mas sinto que em mim, vive uma história que se justifica como neste romance.
Tenho que fazer um aparte, minha edição, de capa dura, não tem mais a sobrecapa e parte da capa, meu cachorro Rufus, criou uma aficção por este livro que sempre que podia comia um pedaço dele. Mas o guardo, pois foi um livro delicado e que me surpreendeu positivamente.
A autora, Luisa Carnés, madrilenha nascida em 1905, viveu uma época em que as mulheres tinham muito a que conquistar, de uma família pobre, cedo começa a trabalhar enquanto escreve e vê seus textos sendo publicados. Na década de 30, quando vai trabalhar em um salão de chá ela vive parte da experiência que relata neste livro, publicado a primeira vez em 1934 e aclamado pela crítica.
Matilde, a personagem central, vive uma vida muito dura, com o pouco dinheiro recebido do trabalho como camareira, ela precisa ajudar em casa a mãe e aos irmãos. Vê muitas coisas passarem e nos conta sua visão de luta por uma vida digna.
Conheci este livro em alguma matéria de jornal, e ao ler que era o relato de uma camareira tive a curiosidade de comprar pois, como estava trabalhando como camareira, imaginei que pudesse ter idéias para iniciar meus escritos. O livro vai além da simples rotina de uma camareira, e fala das dificuldades da vida na década de 30, quando as mulheres ainda não tinham muito espaço e havia uma crise economica e trabalhista muito forte. Um livro delicado, com informações da vida de uma época que não vivi e que mostra a força das mulheres. Só podia ser escrito por uma mulher com uma história tão rica. A edição que tenho conta a vida de Luisa Carnés.
Vocês devem estar percebendo que os livros que leio são em espanhol, castelhano. Explico: ao morar aqui na Espanha é mais lógico que consiga livros com o idioma local. Acabo que aproveito essas leituras para melhorar meu espanhol. Porém, a hora de escrever no blog, faço em português, ainda não me sinto confortável escrevendo em espanhol, faço muita confusão com os 3 idiomas (português, castellano e gallego), são muito parecidos o que me deixa tonta, a hora de escrever piora um pouco.
Preciso praticar, quem sabe em breve não começo a escrever aqui em castellano?
Este livro foi uma escolha do meu filho, de 11 anos, ele viu a capa com uma menina negra e um título no mínimo curioso e . A proposta inicial era que ele lesse o livro, mas passado algumas páginas a leitura estava complexa para sua idade e ele acabou deixando o livro, porém eu já estava fisgada pela escrita de Jonas Jonasson.
Uma coisa que normalmente me encanta nos livros é a capacidade criativa dos autores e, neste livro foi assim, totalmente surpreendida pela história surrealista de Nombeko fui fisgada e li este livro em não mais que 3 dias. Quando terminei tinha tamanha curiosidade por saber mais do autor que fui pesquisar.
Jonasson é jornalista, trabalhou em importantes meios de comunicação da Suécia até que em 1996 montou uma empresa de comunicação e com sua dedicação a empresa alcançou sucesso e prestígio, porém Jonasson percebeu que o custo era sua vida em família e vendeu a empresa por muitos milhões. Com esse dinheiro decidiu comprar uma ilha e se dedicar a escrita. Seu primeiro livro, um Super Sucesso em Vendas, já lhe deu mais prestígio do que imaginava, “El abuelo que saltó por la ventana y se largó”. Ainda não li, mas pelo que já percebi, seus livros tem esse tom surrealista mesclado com contrastes com a realidade e um humor inteligente. Conhecer este autor e este primeiro livro foi uma grata surpresa! Espero em breve ler os outros llivros dele.
A edição que tenho é preciosa, daquelas para guardar com todo o carinho para que um dia você possa ler para suas netas.
Este livro é um clássico, quando comprei no El Corte Inglês, escolhi pela capa e pela edição, confesso que na hora não me recordava deste livro. Este livro já foi reproduzido em filme, lembro de ver com minha mãe na sessão da tarde, quando criança.
O livro conta a história de uma mãe com suas quatro filhas, vivendo as dificuldades da vida de pessoas pobres e em época de guerra, enquanto o pai está no campo de batalha, as quatro irmãs vivem as travessuras e rebeldias de suas idades, os descobrimentos, a enfermidade e a chegada do amor.
A história de Louisa May Alcott é de uma delicadeza ímpar. A força de cada uma das personagens e mostrada com a doçura da Meg, a timidez de Beth, a inteligência e energia de Jo e a rebeldia da pequena Amy. Elas vivem numa época de poucas provisões, guerra, e um mundo muito diferente do que conhecemos hoje com tanta tecnologia e vivem com uma simplicidade e alegria que fazem falta a todas as pessoas deste mundo moderno. Ao ler este livro me deparo com a impressão de que a modernidade e a tecnologia ajudam em muitos pontos, mas nossos relacionamentos mudaram muito e perdemos mais que ganhamos. Hoje não vejo mais essa dellicadeza, não vejo a simplicidade que busco e que neste livro encontrei. Simplicidade de pensamentos, de brincadeiras, de amizades e amores, relações simples e verdadeiras.
Um livro pra guardar e quando a amargura apertar ao peito, ler. Eu quero essa relação, esse amor para minha família.
Quem me conhece sabe o quanto amo um livro, preferencialmente os físicos. Tocar, folhear e cheirar o livro é uma coisa que me acalma. Me solte em uma livraria e me deixe ali, olhando capas, lendo páginas, folheando para ver a diagramação… posso ficar horas totalmente absorta em cada pedacinho de cada livro.
Este ano, até agora eu li um bocado, estamos em meados de fevereiro e já li alguns livros, que vou publicar resenhas aqui para que você possa conhecer um pouco do que li e, quem sabe se animar a ler.
Apartir de agora não terei tanto tempo para ler, com a mudança de trabalho tenho muitas horas fora de casa. Mas com a meta de organização e destralhamento, para minimizar as minhas coisas e ter mais tempo para me dedicar ao que realmente me importa, terei como me dedicar a leitura em alguns momentos da minha semana.
Fazem 1 ano e 5 meses que cheguei na Espanha e um dos meus objetivos era ter menos coisas em casa, uma vida mais fácil de levar e organizar. Mas hoje olho para meu lado e vejo que minha mesa está repleta de papeis, livros, cadernos, cadernetas, canetas e mais tralha que não consigo nomear. Penso no resto da casa, e sinto que segue esta mesma desordem.
Não culpo, tampouco justifico, minhas ações e inatividades, mas entendo que meu objetivo inicial, não foi alcançado pois não controlei a entrada em casa e, mais que isso, não vigiei minhas emoções. Sim, ainda compro coisas quando estou triste. Em especial compro livros e comida, é o que me faz sentir alimentada, como se um dia tivesse tido uma fome de vida, de mundo, que não tenha sido suprida. E os livros, me remetem a vidas mais bonitas, animadas, românticas… são formas de fugir do que me incomoda no aquii e agora.
Aos poucos, depois deste quase ano e meio de Espanha, de muito aprendizado e sofrimento, vou coloccando a cabeça em ordem e definindo meus objetivos. Vou reduzir livros, roupas, objetos de cozinha, canetas, papeis e tralhas… Meu objetivo, em 1 mês ter o escritório e meu armário em total ordem.
Sempre que chegamos ao final do ano fazemos planos para um novo ano, como se fosse uma nova vida. E para começar os planos nos perguntamos: << O que quero deste novo ano?>> << O que quero mudar na minha vida?>> << Qual meu maior sonho?>>. Há muitas outras perguntas que podem ser feitas, mas só com estas já tive muitos pensamentos, muitas incertezas e algumas certezas. Incerteza do que quero para este momento de vida, e certeza de que tenho sonhos e desejos, mas que antes de qualquer coisa, preciso ver até quanto quero lutar por cada um deles. Quando me pergunto o quanto quero lutar, vejo que alguns sonhos não são tão desejados, então ganho mais uma certeza a de que tenho que parar, respirar e fazer uma boa analise de cada situação idealizada.
Para começar fica:
Qual o seu maior sonho? O que mais quer pra sua vida? O que você precisa de verdade?