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  • Reseña Hotel Silencio – Audur Ava Ólafsdóttir

    hotel silencio

    Libro: Hotel Silencio

    Autor: Audur Ava Ólafsdóttir

    Idioma: castellano, tradución de Fabio Teixidó

    Genero: Narrativa internacional

    Paginas: 175

    Editora: Alfaguara

     

    Para empezar tengo que decir, este libro es de lo más sensacional que he leído. Si no lo mejor, seguro que uno de los mejores. Mi libro está todo señalado con las miles de frases y situaciones que me tocaron, marcaron. Este es el primero libro que leo de esta autora, que ya tiene conquistado algunos premios por este y sus otros libros. Este libro fue editado por Alfaguara, que para mí es sinónimo de calidad, pero este libro me atrajo como un imán por su portada y por su título.

    Caso alguna vez tengas pensado en suicidarte, tienes que leer este libro. Y, si conoce alguna persona que tenga planteado esta situación, por favor, lea y regale este libro a esta persona. Por qué digo eso? Te lo cuento.

    Jónas Ebeneser, el personaje principal, un hombre de 48 años, se ve sin motivos para seguir pues, su mujer, después de 25 años juntos, lo deja y le cuenta que su hija en realidad no es su hija. Sin saber qué hacer, sus verdades ya no son reales, ya no tiene mujer ni hija y su madre con una enfermedad mental y bajo los cuidados de especialistas, nadie depende de él que decide suicidarse. Al decidirse por el suicidio, empieza a buscar formas de hacerlo y mientras estudias las posibilidades descubre que el País más peligroso del mundo, asolado por una guerra, se encuentra en paz y decide ir para allá, donde va a poner su plan de suicidio en acción. Jónas imagina que tenga todo controlado, pero al descubrir un País devastado por la guerra con supervivientes intentando vivir y rehacer el País, todo cambia en Jónas.

    No puedo decirle a esta joven que ha pasado tantas penas por sobrevivir junto a su hijo y su hermano pequeño bajo un aluvión de bombas – en un país donde discurre sangre por los cauces de los ríos y donde hasta hace apenas unas semanas los pelotones de fusilamiento teñían el agua de rojo – que he recorrido todo este camino para quitarme la vida; no puedo explicarles a estas personas que he venido con una caja de herramientas para clavar un gancho, que para mi llevar un taladro es como para otros llevar un cepillo de dientes; no le puedo decir a May – después de todo por lo que ha pasado – que a ella y a su hermano les va a tocar descolgar mi cuerpo. Ante el paisaje de ruinas y polvo que se extiende al otro lado de la ventana, mi infelicidad parece, cuando menos, una estupidez.

    Libro lleno de sensibilidad y profundidad sobre la naturaleza humana, pero a la vez tan sencillo y poético, que llenó mi corazón con un soplo de esperanza.

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  • Uma cidade com alegre no nome

    felicidadeSe me pergunta quem sou, não sei te responder. Prefiro ficar calada e observar tudo o que passa ao meu redor, sentar nas esquinas e ouvir com atenção a vida de cada uma das pessoas, quem sabe aprendo a viver com elas. Não me ensinaram a viver, por isso sobrevivo.

    Tenho medo de esquecer e ficar cega. Tenho pouco para esquecer, as dores do passado enterrei no fundo de Avalon, lugar em que fui um dia para me libertar das dores, porém quando acordei já não sabia como voltar ali e fiquei perdida nesse mundo.

    Tenho muito por ver, não posso ficar cega. Lembro que uma vez a cegueira bateu a minha porta. Segundo o médico, depois de uma cirurgia, a reação do meu olho não era normal. Eu ficaria mais confortável se ele assumisse o erro médico, uma falha no cálculo. Falta humildade para ser, de verdade, o melhor médico do Rio de Janeiro. Esse tinha a fama de melhor, só não me disseram que tinha o título de Dr Ego. Fiquei 6 meses com pouca visão no olho direito. Dirigi e aprovei cores de um livro de arte, sem ver. Fiz uma terceira cirurgia nesse olho. Hoje, o olho tem personalidade própria, tem múltiplas personalidades. Um olho neurótico.

    Tenho 47 anos e quero viver até os 104. Minha família é composta de mulheres que vivem muito. É o que me contaram, da minha família quem me marcou foram os homens. Dois com o mesmo nome. Sebastião.

    Numa entrevista de trabalho, esta semana, me perguntaram como me vejo daqui a 5 anos. Que pergunta mais clichê, maldita entrevistadora, essa pergunta é mais velha que minha tataravó. Disse que queria seguir trabalhando como comercial e ter meu primeiro livro escrito e publicado. Grande mentira! Não quero ser vendedora, que vida miserável a de um vendedor. A não ser que este venda felicidade e um mundo melhor, mais humano, menos violento e estressante… Salvo este vendedor, todos os outros vendem o fim do mundo, vendem merda, lixo humano. Menti, menti porque preciso sobreviver, pagar as contas que me cobram dia sim e outro também. A mulher percebeu que mentia. Não passei na entrevista. Sem trabalho, como vou sobreviver?

    Ontem tive uma crise. Alguém assumiu meu corpo, minha voz e meus sentimentos e gritou, gritou muito. Falou umas quantas coisas absurdas e xingou, xingou muito. Essa pessoa tinha ódio no coração. Eu não tenho ódio, tenho que perdoar, mas não tenho ódio.

    Gosto de fazer listas. Igual ao Renato Russo, faço listas. A diferença é que as minhas não estão escritas em cadernos e nem serão publicadas como um livro de sucesso. Não quero que as pessoas leiam, por isso as escrevo a fogo na minha mente, na minha memória, deve ser por isso que minha cabeça queima todos os dias e urro de dor. Deve ser por isso que agora tenho falhos de memória, amnésia temporal, disse o médico. Fato é que me perco na rua e na vida. Uma das listas que tenho é das pessoas a quem tenho que perdoar e a primeira, sou eu. A segunda, terceira até a quinta ou décima quinta, sou eu. Depois vem minha mãe e meu pai, não sei em que ordem, nem quantas vezes eles se repetem.

    Quero viver até os 104 anos e morrer com um largo sorriso no rosto, por ter encontrado a paz e alegria verdadeira, em vida. Por ter aprendido a viver. Por isso me reinicio dia-a-dia, esquecendo propositalmente o vivido para fazer tudo novo e melhor. Mas ainda falta me perdoar.

    Um dia pensei que para escrever tinha que sofrer. Um dia entendi que grandes autores eram depressivos, complexos, doentios. Quero romper esta barreira. Clarice Lispector ditava como devia ser a mulher em um lindo livro de capa rosa, não lembro o nome, tinha uma linda edição, isso sim. Um dia descobri que ela sofria, chorava, deprimia e gritava. Ela não era uma mulher como a do seu livro. É o que ficou na minha memória.

    Lembro do meu avô. Ele usava chapéu. Uma vez coloquei seu chapéu na minha cabeça, tampava meu olho. Andei pela casa com os braços estendidos para não tropeçar, acabei encontrando meu avô na cozinha, que tomava seu café da meia manhã. Eu disse: – Vô, olha como estou. Elegante como você!” Ele tirou o chapéu da minha cabeça, pôs na sua e tomou o último gole de seu café. Em seguida pousou a xícara no velho móvel de madeira, pintado de azul, onde minha avó guardava as panelas na enorme cozinha da casa em Pouso Alegre e me chamou para jogar cartas na varanda da casa. Naquela casa existiam lugares emblemáticos para mim; a cadeira de ferro e plástico trançado que meu avô sentava na varanda para ver o jardim, a cadeira de madeira que usava quando estava à mesa da varanda para jogar cartas, seu lugar no sofá e seu lugar na mesa da cozinha. Todos tinham seu cheiro e sua presença. Era um homem de 1,88m. Não sei a cor do seu cabelo, mas sei o cheiro. Aquele mesmo cheiro que estava em todos os lugares emblemáticos daquela casa. Ele morreu sem uma perna, cortaram. Os médicos cortaram, não sei porque. Meu avô não andou mais. Não falou mais. Não jogou mais às cartas. Meu amor por ele sempre existiu, eu não tive chance de dizer isso pra ele. Espero que onde esteja sinta meu amor eterno. Dizem que encarnamos, não sei se ele já teve tempo para isso. Dizem que temos anjo da guarda, eu quero ele como meu anjo da guarda. Dizem que ele foi um homem muito duro, comigo nunca foi, prefiro não saber quem foi este homem. Minha experiência me ensinou que não devemos conhecer a fundo nossos heróis, a decepção pode ser maior que 1,88m.

    Meu avô, um homem com 1,88m, que não sabia ler nem escrever, mas fazia contas melhor que as calculadoras. Tinha as mãos duras de lidar com a terra e os animais. Nunca fez carinho em nenhum filho, em nenhum neto, com exceção de mim. Cuidava de mim, mesmo estando a quase 400km de distância e me vendo 2 vezes ao ano. Ele me ensinou que sua palavra valia mais que tudo. Que sua assinatura, que seu dedo pintado numa folha de papel e que o fio de seu bigode. Ele me ensinou a ser dura e ter valor. Me ensinou a proteger a família. Sua mulher morreu sem pisar num supermercado, sem ir num banco, sem saber dos problemas da família. Ele a mimava, fazia por amor. Ele amava e mimava aquela pequenina mulher de 1,47m, que sempre que tinha desejo de tomar sorvete ele saia escondido a comprar. Ela se lambuzava com seu sorvete de manga, comprado na loja de sorvetes, que tinha no centro de Pouso Alegre.

    Sempre tentei entender porque Pouso Alegre. A cidade não tinha aeroporto, então não tinha como pousar ali, era o que pensava. Será que era pouso de pousar, dormir, pousada? Nasci ali, não vivi ali. Sabia que ali não seria feliz. Era contraditório, uma cidade com alegre onde eu não poderia ser feliz. Foi assim que comecei a buscar a felicidade, tentando entender o nome da cidade que nasci. Acho que eu tinha 3 anos quando essa busca começou.

  • Reseña: Antonia e suas filhas

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    Libro: Antonia e suas filhas

    Autor: Marlena de Blasi

    Idioma: Portugués (Brasil), tradución del inglés de Lívia de Almeida

    Genero: novela

    Paginas: 206

    Editorial: Editora Sextante – 1a Edición en portugués de 2013.

     

     

     

    Este libro he traído de Brasil en una de mis 7 malas, cuando me cambié para España, por eso lo tengo en portugués. Tardé 3 años para cogerlo de la estantería y como me lo arrepiento, que maravilloso es este libro!

    Conocí a Marlena de Blasi por una gran confusión, hay una película que me encanta “Bajo el sol de la Toscana” que creía que había sido escrita por Marlena de Blasi, pero, cuando compré el libro “Mil días en la Toscana” percibí mi engaño y me quedé muy contenta pues pude conocer a la historia de Marlena, como a su trabajo. Luego después después de leer “Mil días en la Toscana”, cuando ya estaba con los preparativos para cambiarme de País, estuve en una librería y compré otros títulos de esta misma autora, para no coger el riesgo de no encontrarla en España, torpe engaño el mío, jajaja.

    Marlene de Blasi es periodista, chef de cocina, critica de restaurantes y consultora. Con tanto por hacer aún tiene tiempo para escribir novelas románticas, libros de culinaria italiana y ordenar excursiones grastronómicas por Toscana y Umbría. Su vida como autora de novelas empiezo cuando conoció a Fernando, su marido, el gran amor de su vida, por él, Marlene dejó toda una vida en Estados Unidos y cambió se para Venecia, seguida por Toscana y por fin Umbría.

    En este libro, como en todos los demás, Marlena cuenta la realidad de su historia, su vida, pero en este hay un personaje más fuerte que Marlene, que le quita el estrellato de su obra, es Antonia. Antonia es la heroína, matriarca de cuatro generaciones de una familia repleta de belas mujeres, que  a principio rechaza a Marlena por su desconfianza con todos los extranjeros, pero ellas se atraen, dos mujeres fuertes que desean conocerse y poco a poco la amistad nace. En 2003, en largas veladas a casa de Antonia, donde disfrutan del placer de la comida y, en pequeños encuentros por una Umbría verde, Antonia cuenta los secretos de la familia, heridas no cicatrizadas. Habla de amor y dolores de todos los recuerdos de lo que ha vivido en la Segunda Guerra Mundial.

    Este libro me enganchó de tal forma que no comí y no dormí hasta que finalicé. Mi suerte es que no es un libro grande y se puede leer rápidamente. Super recomiendo para leer una y otra vez, siempre que te apetezca revivir la historia de mujeres únicas en su tiempo.

    Mi valoración para este libro es:

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  • Reseña La dependienta

    la dependienta Libro: La dependienta

    Autor: Sayaka Murata

    Idioma: Español, tradución del japonés de Marina Bornas

    Genero: Novela

    Paginas: 162

    Editorial: Nefelibata, Duomo Ediciones

    Primera edición España, enero 2019

    *** Lectura sostenible, impreso con la energía del sol (paneles solares) sobre papel que procede de bosques gestionados sosteniblemente. La Grafica Veneta, que ha impreso este libro en Italia es la primera imprenta en el mundo que no utiliza carbon.

     

    Sayaka Murata es una de las autoras contemporáneas de Japón. En 2016 fue electa Mujer del año según la revista Vogue. Esta es su décima novela y la primera a ser comercializada en el mercado internacional. Esta obra ha sido premiada con el Akutagawa, el principal premio literario en Japón.

    Para leer libros de autores japoneses tienes que estar abierto a lo nuevo. Empieza por la cultura tan diferente de la nuestra, lo que los hace tener una personalidad distinta y que siempre está claramente marcada en sus libros. Lo mismo pasa con las películas y las series japonesas. A mí me encanta!, tengo mucha curiosidad y cariño en relación a los japoneses. En mi infancia mi mejor amigo era nieto de japoneses, y yo siempre estaba con ellos, me invitaban en las vacaciones y festivos para estar con ellos en su casa de playa y allí me quedaba, la única occidental en medio de los orientales y sus descendentes, todos con una forma muy peculiar de ver la vida y la familia. Creo que por eso me enamoré de esta cultura.

    Sayaka en su libro nos cuenta la historia de Keiko Furukura, una mujer de 36 años que no se encaja en el modelo de vida de la sociedad japonesa y eso le trae problemas y presión de los que conviven con ella, su familia y amigos. Nadie comprende porque para Furukura no hay motivo para casarse y tener hijos, como tampoco tiene la ilusión o necesidad de un empleo fijo. Furukura es la dependienta más antigua de una konbini, un supermercado japonés que está abierto todos los 365 días del año por 24 horas, o sea, no jamás cierra. Las konbinis tienen un modelo de negocio propio, con una dinámica muy especifica de actuación determinada en un manual, donde enseña todo lo que hay que ser hecho y dito por sus empleados en cada situación. En este mundo laboral, Furukura no destacase por lo distinta que es, o eso cree. En las konbinis los empleados trabajan a tiempo parcial, por horas, lo que no es lo usual para mujeres solteras de 36 años, que necesitan de un buen sueldo y estabilidad laboral para vivir adecuadamente, según los padrones definidos en la sociedad japonesa. Furukura, cuando comenta as sus amigas que aun trabaja alli, después de 18 años, ellas se asustan y la deprecián, pues este no es un labor respetable para la sociedad, principalmente con la edad y situación de Furukura. Desde pequeña Furukura tiene actitudes que demuestran que ella no se encaja en lo que tiene marcado la sociedad, con un pensamiento más linear que de los demás Furukura intenta entender que tiene que hacer para no enfadar tanto a su familia y profesores y conseguir de una vez por todas encajarse, la forma que encuentra es aislando se, dejando de hablar lo que piensa y dedicando se a los estudios y después al trabajo en una konbini.

    Sayaka nos lleva por la vida de Furukura, contando la rutina en esta tienda, la percepción de Furukura para todo lo que pasa en su vida y en la de su familia, sus cuestionamientos y todo lo que hace para destacarse menos, para intentar ser igual, ser acepta.

    Me asusta esta necesidad de ser acepta por los demás, la comprendo muy bien, pero a la vez que me asusta, me suena un campo conocido, pues recuerda mi infancia, cuando por muchos y muchos días hice cosas para lograr la aceptación de los demás y por fin conquistar amigos. Este libro me hace pensar la dificultad que es vivir en sociedad cuando sus valores y actitudes son distintos de los demás, imagino como de difícil debe de ser vivir en Japón donde tienen una cultura y sociedad muy tradicional en contraposición al avance tecnológico a que son impuestos. Es un libro de lectura muy fácil y lo he leído en una tarde.

    Mi valoración para este libro:

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  • Reseña Mujeres que compran flores

    mujeres que compran

    Libro: Mujeres que compran flores

    Autor: Vanessa Montfort

    Idioma: Español

    Genero: narrativa contemporanea

    Paginas: 439

    Editorial: Plaza & Janés – Penguin Random House Grupo Editorial, S.A.U

    Tercera edición, noviembre de 2016. Decimocuarta reimpresión, enero de 2018.

    Con la libertad, las flores, los libros y la luna, quíen no sería perfectamente feliz? Oscar Wilde

    Me encantan las flores y me encantan los libros, luego, aquí tengo la conjugación de todo lo que más me apasiona, un libro con una portada delicada y bonita con un titulo atractivo.

    El libro cuenta la historia de Mariana, una mujer que se encuentra perdida después de la muerte de su marido. Por años vivió en segundo plano, se olvidando de sí misma en función de un hombre que era su amor. Pero llegó el día que él se fue, murió y Mariana tendría que seguir con su vida, pero no lo sabía como hacer. Él ya había muerto ha 1 año cuando ella cambió se  para un pequeño piso, que de tan pequeño y caluroso en el verano Madrileño, le daba claustrofobia por eso estaba siempre por la calle, andando y conociendo su nuevo barrio. Allí le llamó la atención una tienda en especial, llena de historias, nadie sabia a cuanto tiempo estaba allí, como tampoco sabían  quien fue Olivia antes de estar allí en El Jardín del Angél. La cuestión es que Olivia es el tipo de persona que todas tenemos el deseo de tenerla como amiga y fue una persona fundamental en el cambio por lo que Marina tiene que pasar para tocar su vida. [Boo, como mi vida seria más sencilla con una amiga como Olivia. Bueno, bueno, hablar de amistades para mi es un tema complicado. Un día, quizá, me llene de valor para hacerlo. Para los que me conocen soy una persona muy reservada, desconfiada y tengo muy, pero muy pocos amigos, creo que pueda contar con los dedos de una mano, los que de verdad los considero como amigos, una lastima que una de estas personas no esté cerca de mi, si no que a millas y millas, con un charco por el medio.]

    Un libro femenino, divertido, con dudas y cuestionamientos que todas nos hacemos. Un libro que cuenta un periodo de la vida de mujeres como nosotras. Por eso, creo, es tan fácil de leer, me enganché de tal forma que no lo dejé hasta que llegué al fin. Un libro que me dejó con sabor de boca, de quiero más Marina, Olivia y todas estas amigas, incluso a Vanessa Montfort.

    Mi valoración para este libro:

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    Acaso has lido este libro? O alguno de Vanessa Montfort? Cuenta lo que te pareció. Dime si te has gustado tanto como a mí. Qué autor te encanta y engancha como a Vanessa Montfort conmigo? Quiero saber un poco más los libros y autores que te gusta.

    Saludos amig@s, espero que tengan disfrutado de esta reseña y que les tenga dejado con deseo de leer este libro.

     

     

  • Reseña El Sueño de la Crisálida

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    Libro: El Sueño de la Crisálida

    Autora: Vanessa Monfort

    Idioma: Español

    Genero: narrativa contemporanea

    Paginas: 555

    Editorial: Plaza & Janés – Penguin Random House Grupo Editorial S.A.U

    Primera Edición, marzo de 2019.

     

     

    Compré este libro pues ya habia lido otro libro de Vanessa Montfor, Mujeres que compran flores, y que me ha encantado. [Incluso, acabo de percibir que no hice la reseña deste libro, y lo haré tan pronto finalice esta.] És evidente, para los que me conocen, que también compré este libro por la portada, que me llamó la atención junto con el titulo y la frase de destaque de la contra portada.

    Todos los seres humanos tenemos al menos una oportunidad de realizar un gran cambio vital, nuestra crisálida, y renacer convertidos en algo más auténtico, más fuerte y más libre.

    Para los que acompañan me aquí en el blog, saben que tengo depresión y vengo de una crise que me puso muy mal, en cama, por largo período. Por lo tanto, esperaba que este libro me ayudase a pasar un rato, entretenida en la historia de otra mujer y no en la mía. Y fue así que empecé a leerlo tan pronto llegué a casa con el libro bajo el brazo.

    El libro cuenta la historia de dos mujeres que se conocen en el avión, un Boeing 747 que va de New York a Madrid. Patrícia, una periodista que dejó el sector para trabajar en publicidad y la segunda mujer, que para ocultar su nombre, una vez que esta historia es real, Greta. Greta tiene que recomenzar su vida después de 14 años como monja en una orden religiosa, de donde ella fue expulsada por no adaptarse a las reglas. Mientras sigue en el avión, Patricia y Greta hablan y se solidarizan porque se ven, las dos, tomando una pequeña mezcla de medicamentos para controlar la ansiedad y otras necesidades emocionales. Al fin de este largo viaje, donde cuentan brevemente lo que ha pasado con cada una, hacen un acuerdo. Patrícia tiene un año para escribir y publicar un reportaje sobre lo que ha pasado con Greta, así volviendo para el labor que más le apasiona, mientras que Greta, tiene un año para reconstruir su vida y obtener los papeles para quedarse en España.

    La historia de Greta y Patrícia es narrada en comparación con la formación de una crisálida en sus fases de; oruga, crisálida y del abrir de las alas. Junto a Greta y Patricia, los otros personajes nos ayudan a comprender lo que ha pasado en cada momento de la vida de estas mujeres y cómo llegaron hasta el punto de tener su salud física y mental tan deteriorada. Mujeres jóvenes, con ilusiones, que sofrieron con el mobbing (para los que no conocen este termo, es el bullying laboral). Yo no conocía a este termo, y tú? Me identifiqué mucho con lo que pasó con las dos mujeres, claro que en situaciones distintas, pero sí, he vivido al mobbing, en otro post los comentaré.

    Resultado de este libro? Fue difícil leerlo, a principio. La dolor de Greta me molestaba, pero lo insistí, al final todo termina bien, es lo que digo, siempre. Insistí y tuve la suerte de conocer a dos mujeres fuertes y valientes. Qué sufrieron, tocaron el hondo, pero sacaron fuerzas de su interior para tocar sus vidas en adelante, haciendo cada una un gran giro en su existencia. De la dolor nació una amistad maravillosa y los nobles valores sobrevivieron al acoso, al miedo, a la duda, a la perdida del sentido de la vida, y de estes valores es que las más belas crisálidas se abrieron y volaran. Sí, Vanessa Montfort ya había me conquistado con su otro libro, con este… me tiene perdidamente enamorada por su trabajo.

    Seguramente voy a releer este libro en muy poco tiempo, hay mucha información y mucha fuerza. Hay partes que Vanessa se extiende demasiado, para mi punto de vista, pero mismo así, super recomiendo.

    Mi valoración és:

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  • Carta # Juan

    carta.jpgHola Juan,

    Qué tal como estas?

    Tengo que confesarte el reto de escrita semanal me hace bien. Lo veo difícil en algún que otro momento, pero es lo que necesito para mejorar mi trabajo. No te lo comenté, estoy escribiendo un libro. Un libro muy duro, ojalá pueda publicarlo. No lo sé si las personas tendrán interese por el. No pasa nada. Para mi es una catarse poder escribir esta historia que la tengo marcada a fuego en mi pecho.

    No lo sé si sabes, estoy al paro, sin trabajo, sin saber que será de mi vida laboral. Por eso aprovecho mis días, mis largos días para leer mucho y escribir mucho más. Estoy leyendo dos libros a la vez, bonísimos. Lo primero es Ordesa de Manuel Vilas, ya tenía escuchado en audiolibro y lo compré, porque lo vi como una fuente de inspiración para mi libro. Me gusta las frases cortas con que Manuel Vilas cuenta su vida y lo cuanto echa de menos a sus padres, muertos. Hasta que punto escribir algo parecido es plagio? Hago como él, pero a la vez cuento una historia distinta, mesclo el pasado, con el presente y los miedos del futuro, tal como lo hice Manuel, espero que no sea plagio. El otro libro, es la segunda vez que leyó, Un amor imposible de Christine Angot. Es como si fuese una carta a su madre, cuenta una historia de dolor sobre la vida de sus padres y la suya. También lo tengo como referencia para mi libro.

    Un día espero que tu puedas leer mi libro y comentar lo que te parece. Tengo la ilusión de un día vivir de la escrita. Yo y tantas otras personas deseamos eso, a saber si se puede ser una realidad…

    Echo de menos a mi País, Brasil. Pero un Brasil que no es el que conocí, con tanta violencia, inseguridad, corrupción. Vivo en un País donde se habla mucho de corrupción, pero aquí me siento segura, puedo dormir con la puerta de mi piso abierta, sin pasar la llave. No tengo miedo. A mi ya me bastan los miedos que tengo del futuro, de no tener un trabajo, de no tener dinero para mi familia.

    Echo de menos a amigos que dejé allá. Pero que en realidad ya no están allí, donde los dejé. Cada uno siguió con su vida y, ahora, les toca vivir en ciudades diferentes, en Países distintos. Cada uno en un punto distante del planeta. Nos hablamos por skype o whatsapp, bendita tecnología, que nos aproxima de las personas queridas.

    Aquí aprendí a ser simples, a vivir con poco, tener una vida más ligera. Me gusta. En mi País ya buscaba esa vida, pero mi piso tenía tanta cosa que no lograba la ligereza que ahora conquisté. Aquí puedo limpiar mi piso en poco más de una hora. Ya fue compulsiva por la limpieza, ya gasté mucho en cloro y demás productos para limpiar la vivienda. Ahora, no. Soy más ecológica. Uso vinagre, bicarbonato y limón. La casa no ole a nada. Miento. Ole al pitillo que acabo que fumar. Sí, aquí volví al vicio. Ya voy mejor, una caja de tabaco ahora me dura dos días, antes, me duraba uno, o menos de uno.

    Espero que las cosas por ahí estén bajo tu control. Que los cursos sean suceso y que logres conquistar todo lo planeado.

    Espero que tu familia esté contenta y disfrute de cada momento junto a ti y tus encantadoras historias.

    Un saludo, desde el otro lado del océano. Un tanto más arriba del globo, donde hoy el día está nublado y un tanto fresco.

    Anna Franco

  • El recomezo de Pablo

    Imagen disparadora 1Hacía 3 años que Pablo estaba a carretera, con la auto caravana de sus padres. Quería hacer este viaje al finalizar la universidad de marketing, los últimos años fueron difíciles. Primero fue la muerte de su padre. Un susto para toda la familia. Fue al medico hacer la revisión anual y encontró el cáncer. El médico dijo que tenía 6 meses de vida. Vivió 4 meses. Una muerte sufrida para todos. Pasados 18 meses, fue la vez de su madre. Echaba de menos a su amado marido, la depresión la hundió y se fue a su encuentro. Un día se acostó por la tarde y no despertó.

    Pablo siguió con sus estudios, había prometido a su padre, en sus últimos días, que no lo dejaría. Puso toda su dedicación en el y se graduó con honor. De esta graduación le llegó una oferta. Le sorprendió. Ya estaba con la auto caravana lista para empezar el viaje. Pero, la oferta era muy buena y la auto caravana volvió al garaje. Pablo marchó rumo a Alemania. Iba a trabajar en una multinacional de la publicidad, sería el asistente de un importante director.

    En Alemania Pablo conoció a Fanny y se enamoró. En el trabajo las cosas iban mejor de lo esperado, su dedicación lo hice destacarse y le delegaran una cuenta. Logró éxitos y le promovieron a director general para Europa. El cliente, una empresa del sector del tabaco, le hacía presión por resultados. Eran inúmeras las horas de trabajo, viajes, reuniones y eventos. La presión era peor a cada día. Pablo empezó a fumar y beber, era su refugio. Fanny era paciente, intentaba darle atención y hacer programas para que él relajase. Lo vía delgado, triste, nervioso. Hablaba que al final del año, irían de vacaciones a casa de sus padres en Suecia, en una isla. Se quedarían por allí un mes y después, sacarían, los dos, un año sabático, para vivir y viajar.

    Un miércoles Pablo llegó a casa más nervioso. Tenía bebido a calle, pero, no era suficiente, quería más. Buscó su botella de whisky y se deparó con una botella vacía. Gritó con Fanny, le decía que ella no cuidaba de él y de la casa. Que todos se aprovechaban de él, le hacían de tonto. La rabia crecía en su cabeza, golpeaba la mesa, la pared y gritaba. Hasta que puso la mano a cabeza, con fuerza. Cerró los ojos y se cayó al suelo. Desesperada Fanny llamó la ambulancia.

    Al hospital, el medico le comentó que Pablo tuviera un ictus, por suerte fue atendido al momento y no tendría secuelas, pero tendría que estar unos días al hospital y cambiar su vida. Pablo retornó a casa, con ordenes expresas de no trabajar, hacer una rehabilitación y cambiar sus hábitos de vida. Sin esos cambios podría tener otro ataque y este podría pasar una factura considerable.

    Pasado un tiempo a casa, habiendo cambiado sus hábitos, mas sin saber que hacer de su vida, lo que le agobiaba. Fanny le sugiere que haga el viaje que tenía programado, con la auto caravana, así tendría tiempo para pensar y decidir, haciendo algo que quería. Ella lo esperaría. Con miedo, Pablo empieza su viaje. Pasa por los sitios donde nasció sus padres, donde vivió cuando niño, los sitios que fueron de vacaciones en familia. Visita Países que deseaba conocer, visita otros conocidos y finaliza su viaje en Portugal, donde se queda en una hacienda de cultivo ecológico y auto sustentable, donde aprende lo posible para hacer lo mismo en las tierras de sus padres. Ya había hablado con Fanny, harían eso. Era el momento de volver. Se casarían y tendrían hijos. Y todas las historias que había conocido en este largo viaje contaría en libros, ya tenia material para 2 o 3 libros, y mucho más que escribir. Tendría que organizar todo y listo, publicar.

    Al llegar a Alemania, descubrió que Fanny no vivía más en su piso, que estaba alquilado. Allí le informaron que el responsable por el alquiler vivía en Suecia. Si, Fanny lo tenía comentado, iba a casa de sus padres, le esperaría con ellos.

    Matias abre la puerta y se queda sin palabras. Emma, su mujer, llega a puerta con un niño en sus brazos. Ojos en blanco. Los dos toman aire y invitan a Pablo a entrar. Le preguntan como está de salud y como fue el viaje, hablan de amenidades. Pablo ansioso pregunta por Fanny, donde está?

    Los dos se miran, Matias, sin fuerzas le cuenta; Fanny murió hace 4 meses, uno accidente de coche, iba a ciudad hacer compras y otro coche la pegó por la lateral . Fue fatal. Le llamarón por días, pero su móvil no contestaba, estaba en una hacienda, en Portugal, donde no había cobertura.

    Perdido, más una muerte en su vida. Pablo mira a Matias, Emma y se detiene en el niño. No sabe que decir. No sabe que pensar. No sabe que sentir. Desolación. No puede desistir de sus sueños. Mismo sin la mujer de su vida. Tendría que hacer casi todo lo que tenían planeado en las veces que hablaron por teléfono. No podrían casarse, ni tener hijos, pero la tendría en su corazón.

    Emma se acerca y le comenta, que el niño, Felipe, era suyo. Fanny supo que estaba embarazada pasados 2 meses de su partida, no le comentó nada, porque no quería quitarle la viaje, sabía que volvería y en ese momento le contaría. Le ofrecen que se quede, el tiempo que quiera. Podría vivir con ellos, seguir con sus planes, pero en una tierra nueva. Juntos podrían empezar una nueva vida, una nueva familia.

    Pablo baja la cabeza, no contesta. Coge Felipe de los brazos de Matias, le abraza y le besa. Los ojos y la boca son de Fanny, es Fanny quien está con ellos. Abraza a Emma y Matias se junta a ellos, un abrazo que cela un acuerdo, una nueva vida, una nueva familia.

     

  • Depresión

    vencendo a depressao

    Sabe qué? La tengo controlada!

    Si, la depresión esta aquí, lo sé, es una enfermedad que no se cura a corto plazo, pero se puede controlar. Y vivir con calidad. Esto es lo más importante.

    Percibo que estoy mejor pues afronto las dificultades de ser la madre de un adolescente de 13 años, que se rebela, se cuestiona y hace tonterías. Hoy me llamaron del instituto, mi hijo no ha tenido un buen comportamento en dos aulas y por eso le botaron de sala, con un parte. Acaso eso tuviese pasado hace unos tres meses yo me quedaría muy nerviosa, tendría una crise de ansiedad y no hablaría con mi hijo, y si, gritaria. Hoy, al paso, con los nervios controlados puedo mirar la situación, ver las oportunidades de solución y actuar según mis antiguos valores personales. Me siento victoriosa por eso.

    Para la persona que no sufre con la depresión, probablemente no va a comprender. Pero, para lo que tiene alguna experiencia con la depresión, sea por un familiar o por si mismo, sabrá que es una victoria.

    No es fácil, dejar la tristeza que te aprisiona, buscar ayuda y sacar la vida adelante. Pero es fundamental. Buscar un medico y apoyo familiar es lo que garantiza que vas a seguir con tu vida y alcanzar la libertad. No tenga medo, no tenga prejuicios. Hable sobre lo que siente y piensa, no se ahogue en emociones negativas, ni en su propia cama y habitación oscura. Pasé por eso; días y días oculta en mi habitación, intentando dormir y con mil pesadillas. Mirava la vida y no tenia color. Mirava mi família y los via prisioneros conmigo. En aquel momento, si no fuese por la pastilla (recomendada por mi medico), sola no tendría salido del pozo en que me había metido. Tenia verguenza y prejuicios con la depresión, pensaba: – “yo tan fuerte, siempre valiente y luchando por lo que deseo, llevando mi família a un lugar distinto, sacando la vida adelante, sin me atar a las amarras, sin me derrumbar con las dificultades, no podría tener depresión, eso era una tontería de los flojos, de los que no tenían ganas de vivir.” – Fue al medico por una crise de dolor de cabeza y oídos, hablando, contestando a sus preguntas, lloré. Mi medico me notó incapaz de reaccionar a cosas normales y me puso de baja, para recuperar fuerzas y para me adaptar a las pastillas.

    No estou curada, como he dito. No lo sé cuanto tiempo tendré que tomar la medicina, no se puede dejarla sin supervisión medica. Pero, puedo garantizar que soy otra persona. Por muchos e muchos años fue la guerrera de mi casa, luche batallas personales y familiares, enfrenté la adopción, perdi mi padre en un accidente de coche, mi madre se perdió para una enfermidade psicológica, cambié de País, aprendi un nuevo idioma, empecé la vida del cero hasta que rompi y no tuve más fuerzas. Hoy, después de 3 meses medicada, tengo fuerzas para empezar de nuevo una nueva vida.

    Si conoces a alguna persona que sufre con la depresión, apoye. Recomende un medico, la ayude a visitar un medico y comentar todo lo que siente y piensa. No permita que esta persona se oculte en una habitación oscura, ni en el alcohol, en las drogas, en el sexo o en tantas otras posibles formas que el mundo moderno nos ofrece. Busque ayuda y apoyo familiar, sin eso el mundo se queda negro, cuando, en realidad tiene tantos colores y sonidos encantadores.

    Deseo fuerza y fé, en Dios, en el Universo y en si mismo.

  • Día 3 – caí, pero al abrazarme me sostuve

    depresion dia 2

    Ni todos los días son iguales de fácil. Mi día 3 fue una pedrada, duro de matar.  Recibí  una carta que no esperaba, sabía que eso pasaría, pero no creía que lo harían como lo hicieron, ni ahora. Somos números, no importamos para nadie. Antes de la llegada de la carta, mi sexto sentido ya estaba a flote y tuve una crises de ansiedad brutal, no respiraba, me molestava la espalda, no me sostenía en pie y tuve que acostarme. Por suerte mi hijo estaba a casa y me ayudo, hice una masaje con un producto natural que tengo para dolores, me dio las pastillas y me quedé allí, hasta que me tranquilicé. Luego después me llegó la carta. Al momento percebi, que ya había sofrido por antelación, por eso era momento de me sentir libre, sin pensar en las consecuencias de la carta, sin pensar en futuro y ni en pasado, solo en el ahora. Me cuestioné, por hoy, lo que me cuenta esta carta es lo que quero? Quiero irme? Sí, lo quero, seguro que quiero, fue mi respuesta, entonces ya está, estoy libre. Así fue que logré tranquilizarme y dejar que la ansiedad no volviera a mi cuerpo.

    Yo soy mi mejor amiga, yo me cuido. Comprender que no puedo gestionar lo que hacen, ni lo que piensan las otras personas es importante, pero más que eso, no debo esperar nada de los demás, en especial de los que no me fío. Este que me envió la carta, desde que lo conocí dije, no me encaja, es como una serpiente, no vale la mierda que caga. Lo dito ahí está, me metió una cojonuda (con el perdón de la palabra). Pero si, por uno breve momento me recuerdo de un momento exacto de mi pasado, cuando otra persona, de quien no me fiaba en nada, lo hice igual, que puedo contarme?

    – Ahh, que si ya superé una vez, lo haré novamente, tranquila, yo soy fuerte.

    Sí, yo soy mi mejor amiga y la persona que más me amo, por eso soy fuerte y me cuido. El momento es para esto.