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  • Como tudo aconteceu

    Como tudo aconteceu

    Hoje vou contar para vocês como tudo começou… É uma história longa e não consigo reduzir em um post.

    Vamos lá?

    Um dia, em fevereiro do ano passado, ou seja há 1 ano,  eu e Enrique começamos a conversar sobre destinos de férias, pois em Agosto/16 o Rio de Janeiro estaria impraticável com as Olimpíadas. Com isso, não conseguiríamos trabalhar, pois morávamos muito perto do principal parque olímpico e tudo ao redor estaria bloqueado ao transito e, nosso filho estaría de férias. Pensamos que o melhor seria sair do Rio por uns dias em férias e, ao ver os preços de todos os destinos propostos, ficamos sem muitas alternativas.

    Os dias se passaram e as notícias políticas, junto com a segurança do Rio foram piorando, até que um alerta interno, como uma voz do nosso anjo da guarda,  indicava mudanças de planos e passamos a cogitar a idéia de sairmos do Rio. Poucos dias depois o Enrique ficou sem trabalho e as perspectivas de trabalho para mim, não estavam muito boas. Em momento de crise o produto que eu vendia era logo cortado, ou os clientes compravam, mas numa quantidade muito menor. Não era motivo para pânico, mas os sinais mostravam que teríamos que acender a luz amarela, reduzir gastos e replanejar o futuro.

    Foi em meio a este cenário que o Enrique veio com a decisão, vou embora do Brasil, vou pra Espanha, você tem duas alternativas: vem comigo ou vem comigo!

    Com um filho, de 10 anos,  e 17 anos de relação, não passava por nossas cabeças uma separação. Mas a proposta do Enrique, que na verdade foi uma definição, foi dura. Passei muitas noites sem conseguir dormir, com dúvidas de que caminho escolher. Forçar a barra, negociar com ele e ficarmos onde estávamos ou aceitar sua proposta? Não tinha com quem dividir minhas dúvidas, meus medos, minhas perguntas… Foi um momento cruel.

    Quem conhece o Enrique, sabe que ele é uma pessoa que quase não fala, gosta de brincar, fazer chistes, mas papo cabeça, sentar e planejar… Não, isso não é com ele. Porém ele estava decidido, vamos embora, é o melhor para nossa vida e família.

    Os dias se passaram e dei o ok, para conversarmos com a mãe dele, afinal ela viveu na Espanha e tinha se mudado para o Brasil. O que acharia do retorno do seu filho? Não foi uma conversa fácil. Mas Enrique, estava decidido e assim continuou, até que eu larguei mão de querer alguma aprovação familiar e aceitei o desafio. Uma vez tendo aceitado o desafio, eu tinha que colocar a vida para andar rumo a mudança. O que faríamos com nosso apartamento? Nossos móveis, roupas, livros, toda uma vida? E meu trabalho, eu amava trabalhar com a Ótima e a Faber-Castell, o que fazer com isso?

    Enfim, aos poucos tudo se resolveu de alguma forma, claro, estou aqui na Espanha, em Santiago de Compostela, escrevendo este blog. Como as coisas se resolveram vou contar pouco a pouco pra vocês. Acompanhem!!!

    Esse é o começo do “uma vida em 7 malas”.

    Bicos y Besos.

     

  • Santiago de Compostela

    Querem conhecer um pouco do lugar que estou morando?

    Olha que vídeo charmoso a Mauren do “Eu Só Quero Tudo” fez quando esteve por aqui.

    O primeiro link mostra um pouco da Cidade, a parte mais Central e conhecida, ou visitada, pelos turistas. Já o segundo link mostra a chegada dela a Santiago de Compostela e faz um passeio bem rápido. A Mauren, é essa menina com um sorriso lindo e super contagiante, que mora em um motorhome e tá sempre na estrada passeando e conhecendo novos lugares.

    Eu super indico que acompanhem o canal dela no youtube!

     

  • A Chegada

    instalaciones-del-aeropuerto-de-santiago-de-compostela

    Eram 13 ou 14 horas de uma terça-feira, já não me recordo bem. Passaram apenas 4 meses, mas estes foram tão intensos que não me deram tempo de começar a contar esta história e, espero não ter esquecido de detalhes importantes para narrar toda a loucura que foi a minha vida em 2016.

    Naquele dia chegávamos a Santiago de Compostela, vindos do Rio de Janeiro, eu, marido e filho, todos prontos para começar uma vida nova. Ao menos assim acreditávamos.

    Depois de uma breve passagem pelo aeroporto de Madrid, para trocar de avião, descemos em Santiago de Compostela, onde a polícia, diferente de Madri, não se fez de rogada e olhou todas as malas de todos os passageiros. Ainda bem que éramos os últimos da fila, senão teríamos reclamações. Eram 7 malas e todas foram rigorosamente vistoriadas.

    Por quê? Para que? Com quem? Onde? Quanto tempo?

    E tornavam a perguntar: Para quê? Quanto tempo? Onde? Por quê? Até que se deram por vencidos, ali não tinha nada além de roupa e livros de pessoas que iriam passar apenas alguns meses na Cidade, visitando familiares. Depois de 30 minutos de perguntas e vistoria, saímos para um saguão vazio, como o da foto. Tive a impressão que o aeroporto abria para receber o vôo e depois fechava e voltava a dormir como um gigante cansado do árduo trabalho de receber e despachar pessoas.

    Ali, sozinho e preocupado, achando que tínhamos perdido a conexão em Madrid estava Severino, primo de Enrique, que foi amavelmente nos receber. Ele foi quem me apresentou as primeiras ruas da Cidade. Minha primeira viagem internacional, já com a definição de mudança para uma nova vida.

    Sim, isso mesmo, sem nunca ter viajado para fora do meu País Natal, sem conhecer Santiago de Compostela ou a Espanha e com pouca informação, resolvi aceitar o desafio proposto pelo Enrique e mudamos para o lugar de onde veio seu pai. Assim nasce “Uma Vida em 7 Malas”.

    7malasPara esta viagem transformamos toda a nossa vida (eu, marido e filho) em 7 malas e em 3 corações apertados de medo e esperança. Não posso falar do sentimento deles, mas sim do meu, eu estava com muito medo, mas esta é uma palavra que não gosto que fique por muito tempo no meu vocabulário e logo espantei, dando lugar ao novo e à esperança.

    A proposta destes canais (blog e vlog) é dividir com vocês o que passamos por aqui. Os aprendizados, os micos, as dúvidas, as certezas, as alegrias e tristezas.

    Espero que se divirtam!

     

  • 4 meses #umavidaem7malas na España

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    Há 4 meses eu e minha família chegávamos num novo País, para viver uma vida planejada nos máximos detalhes. Tínhamos previsões e planos para este momento, mas não imaginávamos que ao por os pés em Santiago de Compostela, nosso destino, todos os planos seriam jogados ao vento e se perderiam.

    Nesses 4 meses aprendi a falar espanhol, não falo mas entendo o galego e vivi coisas que jamais poderia imaginar que se passariam na vida daquela menina que nasceu no interior de Minas Gerais e que até os 18 anos, quase não falava de tão tímida que era.

    A mudança para um novo País não é simples, por mais que algumas pessoas queridas, tenham me sinalizado, não imaginava que seria como foi. Ufa, se sobrevivi a 4 meses, agora o resto vai relativamente tranquilo! Não é assim na gestação?

    Por hoje, e pela vida, tenho muitos motivos para comemorar, mesmo que em alguns momentos o medo aperte no peito e, tudo pareça estar complicado… Não, está tudo seguindo o caminho traçado pela Vida. O meu caminho não estava bem indicado, por isso os planos se foram no primeiro vento mais forte, mas o plano da Vida, esse é significativo e me mostra que tenho que me dedicar, persistir e seguir meu dia-a-dia, com dedicação ao meu trabalho e preceitos.

     

  • Roseana Murray

    Um dia meu nome saltou das prateleiras. Estava numa loja namorando capas, perdida em palavras soltas, letras voando por minha mente e num passe de mágica as letras formavam meu nome, mas não meu sobrenome e eu li: ROSEANA MURRAY. Corri minhas mãos pelo livro, era preciso. Verde e colorido, fino e com um grande laço vermelho. O texto pequeno, mas mais valioso que a beleza conjunta da obra. Não resisti e levei para casa como uma jóia, muito rara, que havia encontrado.

    Livro_Roseana.jpg

    Passado muitos anos, aquele mesmo nome que saltou aos meus olhos na livraria, pulava e brilhava no meu facebook. A maravilha da modernidade tecnológica me fazia encontrar aquela pessoa, com nome igual ao meu, mas com um dom ímpar, de dar melodia para as palavras e frases. Com coragem um dia pedi para a conhecer, e ela abriu as portas de sua casa. Foi mágico, conhecer uma escritora, uma mulher, com uma história forte e que dela mal sei um traço, mas o nada que sei me mostra que a vida vai além daquelas idéias que tinha de mundo.

    2016-01-29 15.32.45.jpgSeu olhar é distinto, vibra luz, poesia. Não vê um por do sol, vê o sol, o por e todos os seus componentes. Não vê um jardim, vê suas cores, suas vozes e cheiros. Com ela, mesmo distante, vou aprendendo a ver a vida com sentidos que nunca usei.

    Este blog tem um nome proposto por ela!

    Hoje é seu dia, ela completa mais um ciclo de vida, dedicado com amor a arte de escrever e recitar a vida. Agora, além de encantar seus leitores com lindas palavras, envolve a todos com o paladar maravilhoso de seus pães, adoçados com o amor que tem pelo dividir.

    Querida Roseana Murray, te conhecer foi uma benção!

    Só posso desejar que o mundo tenha mais pessoas como você, desejosas de que o conhecimento chegue a todos os cantos. Pessoas que levam doçuras embaladas em versos para compor páginas encantadoras. Desejo o poder do desejo e da realização para sua vida. Desejo novos encontros com sabor de vida. Você faz a vida dos contos de fada, ser real. Você é uma fada, que encanta com guloseimas e palavras. Toda a felicidade para você, neste novo ano de vida. Um grande e afetuoso beijo, em seu coração.

    Com sua permissão repito aqui seus versos:

    Uma estrela vem espiar:

    estrelas são iluminadas

    flores noturnas

    no quintal do céu.

    Numa jarra flores

    em equilíbrio

    como aéreos sinos.

    Do meu poema faço um jardim,

    violetas, dálias, rosas, jasmim,

    colorida guirlanda de palavras

    e vento.

    Extraído do livro: Jardins de Roseana Murray com desenhos de Roger Mello para a Editora Manati – o único, da minha coleção,  que não ganhou autógrafo da Roseana.

     

  • Tempo para fortalecer

    30 x 3 = 90 = 9

    27 = 9

    Para mim, hoje, todos os caminhos levam ao 9.

    Segundo Pitágoras, o 9 é o número que engloba todos os outros, é o ápice. No taro este número é representado pelo Ermitão.

    Um velho, solitário, com uma única luz, um bastão…

    Tanta representação numa carta, tanta tristeza e uma luz. A tristeza da história vivida e da falta de alguém e a luz, levada por ele, a sua frente e acima, junto a cabeça.

    O bastão em algumas representações é a foice. Ao mesmo tempo guia serve de corte. O que corto? Para onde guio?

    Corto a tristeza que não pode fazer parte de mim por muito tempo, a solidão que não rima com a completude do número, mesmo que ímpar, capaz de conter todos os outros em si.

    Guio para um lugar de paz, luz, sol, longe do frio absoluto.

    Busco o homem velho e sábio que habita em mim, o inicio de um novo ciclo, depois do 9 tudo começa com o 1, o SOL. Mas para ser SOL, preciso da sabedoria e introspecção do 9. Viver este momento dói, arde a pele e queima a alma. Jejuo a ausência do sorriso, o abraço dos amigos e o carinho materno.O sol brilha lá fora e aqui as paredes, janelas e portas cerradas escurecem o quarto gelado do inverno europeu. Assim também está meu coração. Quero despertar, rolo, grito, soco… ninguém me ouve. A batida triste do tambor, os gritos que ecoam acima de minha habitação, o vizinho jogando palavras inaudíveis para sua mulher, escorrem pelas minha paredes e a dor da solidão aumentam. O que posso fazer? Agora tenho que baixar os olhos e mirar dentro, para renascer em breve com as forças do auto reconhecimento. uma coisa por vez, uma dor por vez, um pedido por vez, um grão por vez… Um a um, vou subindo os degraus para romper a pirâmide que me enclausura.

    Pela mitologia esta carta representa Cronos, Deus do Tempo. E, diz que temos que aprendera quarta e última lição moral, a lição do tempo e das limitações da vida moral. Nada permanece inalterado, o Rio, que atravessamos, muda a cada momento, assim é nossa vida, mas este aprendizado não vem fácil, junto com ele ganhamos experiência e dores do aprendizado vivido. Na mitologia Cronos é destronado e  humilhado, deve aprender com a solidão e no silêncio de sua dor. Aceitar sua situação, por mais rodeado de pessoas que esteja, a vida corre no seu ritmo, seu destino e por fim, estamos sempre sós, as principais escolhas, os mais nobres aprendizados são íntimos e só podemos passar por eles assim… Só a persistência e o tempo nos liberta, ter serenidade nestes momentos é difícil, mas é preciso. Não resista, deixe fluir, enrole-se como um caracol, mas permita o giro da vida.

    Depois desta oportunidade sua fortaleza ressurgirá e tal como a história dos castelos e templos deste solo que pisa, você vai vibrar e brilhar com o SOL que está acima de seu nome e destino.

    Agora é tempo de espera, plantar para fazer uma farta e bela colheita. Saiba desligar-se das cobranças internas e externas, aprenda a meditar, jejuar, aceitar. O que parece uma perda não é, acredite! É tempo de orientar-se, absorver dados para  em breve tornar-se bússola.

     

  • minimo

    minimo

    minimal

    minimalismo

    minimalista

    mini, pero, lleno.

    lleno de vida

    de significado.

  • Meus bens mais preciosos!

     

    Este post é uma prova do meu amor por vocês!

    Sou chata, exigente e brigona, mas não desisto de vocês nunca.

    Amo vocês até o final do mundo!

    2016-01-29 19.31.54

     

  • Sorte

    sorte

    Para mim, a sorte é a ferramenta do preguiçoso. Se você trabalha com consistência, verá que sorte é só um detalhe, que pouca diferença fará nas suas vitórias do dia-a-dia! Trabalhe com foco, motivação e determinação e terá grandes resultados.